Brasil
Ministério do Turismo destaca arte, fé e emoção na apresentação do Manto do Círio 2025
A noite de quinta-feira (09.10) foi marcada por um misto de fé, emoção e arte na Basílica Santuário de Nazaré, em Belém (PA). Mesmo sob chuva, milhares de fiéis se reuniram para assistir à apresentação do Manto do Círio 2025, um dos momentos mais aguardados da festividade.
A cerimônia, presidida por Dom Júlio Endi Akamine, arcebispo metropolitano da capital paraense, atraiu uma multidão. A igreja estava lotada, e centenas de devotos acompanharam a celebração do lado de fora, rezando, cantando e agradecendo à Virgem, sob a chuva que caía sem afastar ninguém.
“É um momento em que a gente sente o coração bater mais forte. Mesmo com a chuva, ninguém foi embora. Cada ano o manto é diferente, mas o amor por Nossa Senhora é o mesmo. Quando o manto aparece, parece que ela nos abraça de novo”, contou, emocionada, Maria do Socorro Oliveira, romeira há 25 anos.
O Manto do Círio, que antecede o início das procissões oficiais, marca a revelação da nova vestimenta da Imagem Peregrina, simbolizando a renovação da fé e da esperança do povo paraense. Neste ano, o Cirio de Nazaré conta com um investimento inédito de R$ 2 milhões do Ministério do Turismo, destinados à infraestrutura e organização.
O ministro do Turismo, Celso Sabino, reforça a importância do apoio do governo federal ao evento. “O Círio de Nazaré é uma manifestação que une fé, tradição e identidade. Ao apoiar essa celebração, o Ministério do Turismo valoriza os profissionais que transformam a devoção em arte e fortalece o turismo religioso como vetor de desenvolvimento sustentável. É uma forma de o governo federal reconhecer a grandeza do povo paraense e da cultura amazônica diante do Brasil e do mundo”, afirma Sabino.
No próximo domingo (12.10), a partir das 10h, a celebração do Círio de Nazaré na capital paraense será transmitida ao vivo pelo YouTube do Ministério do Turismo, a TV Brasil Internacional e o Canal Gov.
MANTO – O processo criativo da peça teve início em fevereiro desse ano, quando a estilista Letícia Nassar recebeu o convite do casal coordenador do Círio 2025, Antônio e Rosa Sousa. A confecção e o desenho foram assinados por Letícia, com o apoio de uma equipe formada por Daniela Guerra, Fernando Machado e Luiz Paulo Ferreira (bordados), Rita Tomé (costura) e Sheyla Craveiro (apoio geral).
A artista possui uma trajetória de fé e arte profundamente ligada ao Círio. Em 2023, Letícia foi convidada pela Diretoria da Festa de Nazaré para confeccionar o Manto de uma imagem de Nossa Senhora que participou de uma festividade em Miami, nos Estados Unidos. No ano seguinte, também fez o Manto Oficial do Círio 2024.
“O Manto 2025 traz uma profunda reflexão sobre a criação e o papel de Maria na redenção da humanidade. Foi um trabalho de entrega e emoção. Cada ponto carrega uma oração, cada bordado representa uma forma de devoção. Ver a Imagem Peregrina vestida com a peça e sentir o olhar do povo foi indescritível”, relatou Letícia Nassar.
A peça, inspirada no tema “Maria, Mãe e Rainha de toda a criação”, reflete o papel de Maria como guardiã da vida e símbolo da Criação Divina. Com vidrilhos de cristal, joias de prata e ouro, zircônias, miçangas de vidro e hematitas, o Manto brilha sob a luz do altar, evocando o esplendor e a maternidade da Virgem.
Segundo o coordenador do Círio 2025, Antônio Sousa, a escolha foi conduzida com orações e profundo cuidado espiritual. “Cada detalhe foi pensado para expressar fé, esperança e identidade. Queríamos que o Manto refletisse o tema deste ano e, ao mesmo tempo, traduzisse a força espiritual e cultural do povo paraense”, explicou Sousa.
SUPORTE – O apoio do Ministério do Turismo ao Círio de Nazaré soma-se a um conjunto de ações para fortalecer o segmento religioso no país. Entre elas, a inscrição de prestadores de serviços turísticos no Cadastur, que promove a formalização na área, e a oferta de financiamentos a empreendedores privados por meio do Fundo Geral de Turismo (Novo Fungetur), que proporciona a obtenção de capital de giro, a aquisição de equipamentos e a realização de obras.
Por Cíntia Luna
Assessora de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
Brasil
Ministério da Saúde apresenta modelo de atenção à saúde indígena no México
Em agenda oficial na Cidade do México, a comitiva do Ministério da Saúde compartilhou a experiência do Brasil na gestão do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). O encontro acontece na mesma semana em que a política pública voltada à saúde dos povos indígenas completa 27 anos. No Brasil, o subsistema integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS) atende a mais de 821 mil indígenas, em todas as cinco regiões do país.
A Secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, esteve à frente da apresentação do tema durante reunião com representantes do governo mexicano. Segundo ela, o SasiSUS possui princípios que promovem a escuta ativa, fomentam o diálogo e a participação direta dos povos indígenas nas decisões.
“O acesso à saúde é um direito de todos e o Brasil construiu um subsistema que realmente prioriza e valoriza a história dos povos indígenas, e é por isso que nossas experiências interessam a outras nações. O SasiSUS é mais do que uma política de Estado; esse modelo fortalece a saúde com equidade, promove a cidadania e o controle social, com respeito às especificidades, às culturas e aos saberes tradicionais”, ressaltou.
O diálogo entre representantes do Brasil e do México também abordou temas como medicina tradicional indígena, participação de parteiras nos sistemas de saúde, direitos humanos, formação de especialistas e interculturalidade. O intercâmbio de conhecimentos sobre desafios e experiências amplia as possibilidades futuras de cooperação técnica entre os países.
Como funciona o SasiSUS
Criado em 23 de setembro de 1999, o SasiSUS conta com 34 Distritos Especiais de Saúde Indígena (DSEI), que estão distribuídos em todo o território nacional. Esse modelo promove a atenção integral à saúde de forma intercultural e alinha a medicina contemporânea com os saberes tradicionais. Dentro das aldeias, as Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) são o ponto inicial de atenção primária para os povos indígenas.
A rede de assistência ligada ao subsistema também contempla o suporte de polos-base, localizados em aldeias estratégicas e possuem a função de organizar os fluxos de atendimentos, além de prestar apoio administrativo e assistencial para as equipes de saúde. Quando são necessários serviços especializados ou de média e alta complexidade, os usuários indígenas são encaminhados para as unidades de média e alta complexidade do SUS. Enquanto recebem atendimento nos centros urbanos, os pacientes indígenas e seus acompanhantes são acolhidos pelas Casas de Apoio à Saúde Indígena (CASAI) até o retorno às suas aldeias de origem.
Ao todo, são 1.211 UBSI, 388 polos-base e 70 Casai. Os atendimentos no SasiSUS são realizados por equipes multidisciplinares de saúde indígena, compostas por médicos, enfermeiros, dentistas, técnicos, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais. Também há atuação de Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e de Saneamento (AISAN), que promovem a ponte linguística e cultural entre os povos e os demais profissionais de saúde.
Rayane Bueno
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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