Agro
Barchart projeta estabilidade nos preços da soja e do milho até 2026 devido à oferta elevada
Safras recordes nos EUA e na América do Sul influenciam o mercado
Segundo Willian Osnato, Diretor de Pesquisa e Análise de Dados de Commodities da Barchart, o USDA surpreendeu o mercado ao indicar aumento da área plantada de soja e milho pelo segundo mês consecutivo. A área de milho nos Estados Unidos atingiu o maior patamar desde 1936, com a previsão de produção chegando a 434,4 milhões de toneladas.
O aumento da oferta, aliado à estabilidade climática recente, tem pressionado os preços futuros das commodities, criando cenário de margens mais apertadas para produtores brasileiros, mas sem perspectivas de quedas significativas nos preços até o próximo ano, caso não ocorram eventos climáticos extremos na safra sul-americana.
Produção combinada dos principais exportadores atinge recordes históricos
A produção conjunta de milho e soja dos três maiores exportadores mundiais — EUA, Brasil e Argentina — atingiu volumes históricos:
- Milho: aumento de quase 50 milhões de toneladas em relação ao recorde anterior.
- Soja: incremento de 15 milhões de toneladas no total combinado.
Segundo Osnato, essas safras robustas devem manter os preços futuros em níveis estáveis nos próximos meses, refletindo a abundância de oferta no mercado global.
Índices de base indicam menor diferencial de preços
De acordo com a Barchart, os níveis de diferencial de base (Basis) para milho e soja nos EUA estão mais fracos que em anos anteriores, o que indica menor variação entre preços de mercado local e futuros. O especialista ressalta que, com o mercado climático já definido, os agricultores enfrentam menor volatilidade, permitindo maior previsibilidade na comercialização das safras.
Previsão de produtividade da soja nos EUA
O modelo de previsão da Barchart projeta a produção americana de soja em 119 milhões de toneladas para 2025. Desde 2011, a produtividade da cultura tem mostrado tendência de crescimento, refletindo avanços tecnológicos, manejo aprimorado e expansão controlada da área plantada.
Para Osnato, a expectativa é de que produtores brasileiros também aumentem a área plantada de soja, mesmo diante de margens reduzidas, reforçando a estabilidade do mercado global da commodity.
Conclusão
Com safras recordes nos EUA, Brasil e Argentina e aumento da área plantada, os preços de soja e milho devem permanecer estáveis até 2026, desde que não ocorram problemas climáticos graves na América do Sul. O cenário reforça a necessidade de estratégias eficientes de produção e comercialização, garantindo segurança financeira aos agricultores e previsibilidade para o mercado global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Brasil registra alta de 7,1% nas exportações no 1º trimestre e agronegócio lidera resultado histórico
O Brasil iniciou 2026 com forte desempenho no comércio exterior. No primeiro trimestre, as exportações somaram US$ 82,3 bilhões, alta de 7,1% em relação ao mesmo período de 2025. As importações totalizaram US$ 68,2 bilhões, resultando em um superávit de US$ 14,2 bilhões, o terceiro maior da série histórica para o período, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).
Em março, o ritmo foi ainda mais intenso. As exportações cresceram 10% na comparação anual, alcançando US$ 31,6 bilhões, enquanto as importações avançaram 20,1%, chegando a US$ 25,2 bilhões. A corrente de comércio atingiu US$ 56,8 bilhões, com expansão de 14,3%.
Agronegócio lidera exportações e alcança maior resultado da história
O principal destaque do trimestre foi o agronegócio, que registrou US$ 38,1 bilhões em exportações, o maior valor já apurado para os meses de janeiro a março.
A soja em grãos liderou os embarques, com 23,47 milhões de toneladas, volume 5,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
A China manteve a liderança como principal destino dos produtos do agro brasileiro, respondendo por quase 30% das exportações do setor, com US$ 11,3 bilhões.
Diversificação de mercados fortalece exportações brasileiras
Além da China, outros mercados ganharam relevância no período. As exportações para a Índia cresceram 47,1%, enquanto Filipinas registraram alta de 68,3% e o México avançou 21,7%.
A ampliação dos destinos comerciais é vista como um fator positivo para a resiliência da pauta exportadora brasileira, especialmente diante das incertezas no cenário global.
Indústria extrativa e de transformação também contribuem para o crescimento
A indústria extrativa, que inclui petróleo e minérios, apresentou crescimento de 22,6% no trimestre, sendo um dos principais motores da expansão das exportações em termos nominais.
Já a indústria de transformação registrou avanço de 2,8%, contribuindo de forma complementar para o resultado geral do comércio exterior.
Exportações para os Estados Unidos caem com impacto de tarifas
Em contraste com o desempenho geral positivo, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 18,7% no primeiro trimestre, totalizando US$ 7,78 bilhões. A corrente de comércio bilateral também caiu 14,8%.
O resultado reflete os impactos de sobretaxas impostas ao longo de 2025. Apesar de uma decisão da Suprema Corte dos EUA, em fevereiro, ter invalidado parte das tarifas mais elevadas, os efeitos sobre o fluxo comercial ainda persistem.
Uma nova ordem executiva publicada em fevereiro de 2026 isentou cerca de 46% das exportações brasileiras dessas sobretaxas. No entanto, aproximadamente 29% ainda permanecem sujeitas às tarifas da Seção 232, que incidem sobre produtos como aço e alumínio.
Projeção indica novo recorde nas exportações brasileiras em 2026
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) projeta que o Brasil encerre 2026 com exportações de US$ 364,2 bilhões, o que representaria um novo recorde e crescimento de 4,6% em relação a 2025.
As importações devem atingir US$ 292,1 bilhões, com alta de 4,2%, resultando em um superávit estimado de US$ 72,1 bilhões no ano.
Cenário global exige estratégia e gestão de riscos no comércio exterior
Apesar dos números positivos, o cenário internacional segue desafiador. Fatores como volatilidade cambial, incertezas nas cadeias globais de suprimento e os impactos ainda presentes das tarifas americanas exigem atenção das empresas.
Segundo especialistas, a gestão eficiente do câmbio e dos riscos associados ao comércio internacional passa a ser um diferencial estratégico.
“Para as empresas que operam no comércio exterior, a questão não é mais se haverá volatilidade, mas como se preparar para ela”, avalia Murilo Freymuller, Head Comercial Corporate do banco Moneycorp.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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