Paraná
Ópera de Paris faz apresentação histórica com a Sinfônica no Teatro Guaíra lotado
O público que lotou o auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão) na noite desta quarta-feira (8) presenciou um momento histórico: pela primeira vez, a Ópera de Paris se uniu à Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP) para o concerto “Bizet e seus Contemporâneos”, dentro das comemorações pelos 40 anos da orquestra e da programação da Temporada França-Brasil 2025.
Sob regência do maestro convidado Gabriel Rhein-Schirato, o espetáculo celebrou os 150 anos da morte de Georges Bizet (1838–1875) e apresentou 15 obras do compositor francês e de seus conterrâneos Jules Massenet, Charles Gounod e Camille Saint-Saëns, em um repertório repleto de romances, melodias, duetos e peças líricas.
Os ingressos, oferecidos a preços populares, esgotaram em apenas cinco horas. O público retribuiu com longos aplausos a performance que reuniu a excelência da Orquestra Sinfônica do Paraná e o talento dos jovens solistas da Academia da Ópera de Paris — com direito a dois bis e plateia em pé ovacionando os artistas.
O concerto apresentado em Curitiba integra a turnê especial da Academia da Ópera de Paris pela Temporada França-Brasil 2025, que já passou por São Paulo e Rio de Janeiro. A turnê teve estreia no prestigiado Palais Garnier, em Paris, em janeiro deste ano, e marcou o retorno da instituição francesa ao Brasil após 23 anos.
Para a secretária estadual da Cultura, Luciana Casagrande Pereira, o concerto simboliza a integração do Paraná com o cenário artístico internacional e marca o início de uma parceria promissora. “Esta é a primeira vinda de muitas. Desde o ano passado estamos em conversa com a equipe da Ópera de Paris para firmar uma parceria duradoura. Ter um concerto da nossa orquestra, que é de excelência, com os cantores da Ópera de Paris é um momento de celebração e o começo de uma grande colaboração que certamente será contínua”, disse.
O diretor-presidente do Centro Cultural Teatro Guaíra, Cleverson Cavalheiro, destacou o entusiasmo do público e o envolvimento da instituição. “Estamos muito felizes com esse presente. Houve uma sinergia muito forte entre a Orquestra Sinfônica do Paraná e os cantores da Ópera de Paris. O público respondeu intensamente, o ensaio já havia sido belíssimo e o concerto foi um espetáculo imperdível”, afirmou.
Para Myriam Mazouzi, diretora da Academia da Ópera de Paris, o concerto foi mais um importante momento de conexão cultural. “O programa da turnê da Academia no Brasil foi concebido como um diálogo musical, unindo artistas de todo o mundo — especialmente da França e do Brasil — em torno de uma paixão comum pela música. Acredito que a arte e, em particular, a música, são indispensáveis para reencontrar o que nos une, além das diferenças culturais, linguísticas e religiosas” afirmou.
O maestro Roberto Tibiriçá, diretor musical e regente titular da Orquestra Sinfônica do Paraná destacou a importância da parceria e a presença de brasileiros na Ópera de Paris. “É com muita alegria que celebramos essa união entre a Ópera de Paris e a Orquestra Sinfônica do Paraná. Foi uma noite de gala que marcou o Ano França-Brasil e evidenciou o talento dos jovens cantores da Academia da Ópera ao lado da nossa orquestra. Destaco aqui a presença dos brasileiros Lorena Pires, Luis Felipe Souza e do preparador técnico vocal Ramon Theobald. Estamos todos muito felizes com esse encontro”, disse.
Nesta temporada, o elenco da Academia é composto por Amandine Portelli (França), Bergsvein Toverud (EUA/Noruega), Clemens Frank (Áustria), Daria Akulova (Ucrânia), Isobel Anthony (EUA), Sima Ouahman (França) e pelos brasileiros Lorena Pires e Luis Felipe Sousa, jovens talentos que representam a nova geração da música lírica.
O brasileiro Ramon Theobald, preparador vocal da turnê e ex-integrante da Academia da Ópera de Paris, falou sobre a emoção de retornar ao país e sobre o sentimento de trabalhar com a Orquestra Sinfônica do Paraná. “Voltar e se apresentar aqui é muito rico, cheio de alegria. Trabalhar com a Orquestra Sinfônica do Paraná foi um prazer absoluto — eles têm um nível altíssimo. Encontramos juntos respirações, expressões e cores musicais. Foi divertido e emocionante”, disse.
PÚBLICO EMOCIONADO – O concerto emocionou tanto o público iniciante quanto os frequentadores habituais. Eduardo Rodrigues de Oliveira, estudante de música e consultor de vendas, veio de Minas Gerais para assistir à apresentação. “É um privilégio conhecer a orquestra juntamente com a Ópera de Paris. Achei tudo muito emocionante”, disse. Edilene Marcondes Rosa, que já havia assistido a concertos da Orquestra Sinfônica do Paraná, assistiu pela primeira vez a uma apresentação de ópera. “Foi uma experiência diferente. Achei que não fosse me emocionar, mas a interpretação deles é muito forte: a gente sente a energia, a alma vibra”.
O casal Maria Elisa Ferraz Paciornik e Maurício Faiguenblum, frequentadores assíduos dos concertos da OSP, também se emocionaram. “Foi extraordinário, adorei Carmen”, disse Maria Elisa sobre uma das obras mais aplaudidas pelo público. Maurício destacou o dueto que encerrou a primeira parte do concerto, Les Pêcheurs de perles com a soprano Isobel Anthony e o baixo barítono Clemens Frank. “Eu adorei o dueto em ‘O Pescador de Pérolas’, gosto muito dessa obra. Já estive na Ópera de Paris visitando o espaço, mas não tive a oportunidade de assistir a um espetáculo lá. Agora consegui, e gostei muito”, disse Maurício.
Frequentador assíduo dos concertos da Orquestra Sinfônica do Paraná desde o início da formação do corpo artístico, o professor universitário e cineasta Fernando Severo saiu emocionado após o concerto. “Em todas as décadas em que acompanho a cena lírica aqui do Paraná, este foi, para mim, o concerto lírico mais importante da história. Foi impecável, perfeito. A Ópera de Paris é a casa de ópera número um do mundo, tem mais de 350 anos de existência e é uma referência mundial. É uma grande honra ter esse conjunto vocal maravilhoso preparado com tanto esmero”, afirmou.
Ele contou que o que mais chamou sua atenção foi o fato de, além de cantar, os músicos também interpretarem as obras. “Eles atuam também, mesmo não sendo um concerto cênico — gestualmente, víamos o espetáculo acontecer. Foi algo absolutamente inesquecível na minha vida e certamente na de todos que assistiram”, comentou.
PARCERIAS – O espetáculo desta quarta-feira é também fruto de uma parceria que vem sendo construída há mais de um ano pelo Centro Cultural Teatro Guaíra, pela Secretaria de Estado da Cultura e pelo Governo do Paraná. No ano passado, o diretor-presidente do Teatro Guaíra, Cleverson Cavalheiro, o governador Carlos Massa Ratinho Junior e a secretária de Estado da Cultura, Luciana Casagrande, estiveram em Paris em reunião com Jean-Yves Kaced, diretor de Desenvolvimento e Filantropia da Ópera de Paris, e Pascal Riu, diretor-adjunto da companhia, para alinhar as atividades agora concretizadas. Na ocasião, também foi discutida a possibilidade de implantação de uma unidade da Escola de Balé da Ópera de Paris no Paraná.
Além do concerto apresentado na noite desta quarta, também foi articulada a realização de masterclasses ministradas por integrantes da Academia da Opera de Paris, uma de dança exclusiva para alunos da Escola de Dança Teatro Guaíra (EDTG), e outra de música para estudantes da Escola de Música e Belas Artes do Paraná (Embap), que integra a Universidade Estadual do Paraná (Unespar), em Curitiba.
PRESENÇAS – Entre as autoridades presentes estavam o secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca; Christianne Lunardelli Salomon, chefe de gabinete da Secretaria de Estado da Cultura; André Avelino, diretor de Memória e Patrimônio Cultural; Marino Galvão Júnior, presidente da Fundação Cultural de Curitiba; Elietti de Souza Vilela, diretora-geral da Secretaria de Estado da Cultura; e Aline Gonçalves Campos Assis, diretora-presidente do Palco Paraná.
Fonte: Governo PR
Paraná
Estado vai defender na Justiça compra de 26 robôs para agilizar combate a incêndios
O Governo do Estado vai recorrer da decisão liminar que impede a Defesa Civil de continuar o processo de compra de até 26 robôs de combate a incêndios de grandes proporções. A defesa está amparada por um despacho do Tribunal de Contas de março deste ano que já tinha negado processo similar movido por uma empresa do Espírito Santo que não possui equipamento com as características exigidas no estudo técnico.
O processo de compra teve início com uma ata de registro de preço (e não compra efetiva) da Defesa Civil para aquisição de robôs para enfrentar incêndios em áreas industriais, portos e aeroportos. O projeto faz parte do Plano de Auxílio Mútuo (PAM), desenvolvido pela pasta para enfrentar o aumento de registro de ocorrências desse tipo. Uma empresa alemã ganhou a concorrência porque tem o melhor produtor do mercado.
Esse robô é usado por países de primeiro mundo no combate a grandes incêndios. Ele funciona acoplado a uma mangueira e tem capacidade para gerar fluxo imenso de água para combater grandes incêndios logo no início, o que ajuda também a preservar o trabalho de bombeiros militares diante de cenários muito extremos. O Estado desenvolve essa compra de maneira pioneira no Brasil.
Nessa semana, no entanto, uma decisão liminar da 2ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba suspendeu a licitação e já comprometeu o calendário de aquisição dos equipamentos. A Procuradoria-Geral do Estado vai entrar com um agravo contra a decisão no Tribunal de Justiça do Paraná e apresentar a documentação técnica que embasa o procedimento.
E essa aquisição se mostra cada vez mais urgente. Nesta semana o novo relatório do Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas apontou para a existência de estiagem em todo o Paraná, o que aumenta o risco de incêndios, principalmente diante da temporada de seca do inverno.
Fonte: Governo PR
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