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Floração do café arábica anima produtores, mas calor e falta de chuva geram alerta para safra 2026/27

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Após um período de intensas floradas nas lavouras de café arábica do Sudeste brasileiro, o setor vive um misto de esperança e apreensão. Segundo pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), as boas condições de floração observadas após o dia 20 de setembro indicam um início promissor para a safra 2026/27. No entanto, o calor excessivo e o volume ainda insuficiente de chuvas começam a gerar preocupação entre os produtores.

O principal receio é que o clima seco e as temperaturas elevadas prejudiquem o pegamento das flores, etapa essencial para a formação dos frutos, o que pode comprometer o potencial produtivo da próxima colheita.

Clima é o fator decisivo para o desempenho da próxima safra

De acordo com o Cepea, o clima volta a ser o grande protagonista no mercado de café neste início de desenvolvimento da nova safra. Parte dos agentes de mercado já considera a possibilidade de restrições na produção para 2026/27, caso o cenário climático não melhore nas próximas semanas.

O setor aguarda com expectativa a consolidação das chuvas de primavera, fundamentais para garantir o bom desenvolvimento das lavouras e evitar perdas produtivas.

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Preços do café reagem após dois dias de queda nas bolsas internacionais

Nas bolsas internacionais, os preços do café voltaram a subir na manhã desta quarta-feira (8), após duas sessões consecutivas de queda nos contratos futuros. A recuperação foi puxada justamente pelas preocupações com o clima nas principais regiões produtoras do Brasil, que é o maior exportador mundial da commodity.

Segundo dados da Bloomberg, os estoques de café nos armazéns da bolsa estão no menor nível desde março de 2024, enquanto as exportações globais de grãos verdes recuaram 2% em agosto de 2025 em relação ao ano anterior. O relatório da Organização Internacional do Café (OIC) também aponta uma queda de 18,5% nos embarques brasileiros, fator que reforça a tendência de alta nos preços.

Cotações do arábica e robusta registram ganhos

Por volta das 9h30 (horário de Brasília), os contratos do arábica apresentavam ganhos expressivos:

  • Dezembro/25: alta de 720 pontos, cotado a 382,60 cents/lbp;
  • Março/26: aumento de 585 pontos, a 365,00 cents/lbp;
  • Maio/26: valorização de 400 pontos, negociado a 351,30 cents/lbp.
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O robusta também acompanhou o movimento de alta:

  • Novembro/25: avanço de US$ 81, cotado a US$ 4.495/tonelada;
  • Janeiro/26: aumento de US$ 61, para US$ 4.449/tonelada;
  • Março/26: alta de US$ 47, com valor de US$ 4.380/tonelada.
Perspectivas: clima segue como ponto de atenção

Apesar da reação positiva no mercado futuro, o desempenho da safra 2026/27 ainda depende do comportamento do clima nas próximas semanas. Caso o calor persista e as chuvas permaneçam irregulares, o setor pode enfrentar novo cenário de produção limitada e preços voláteis.

A expectativa dos analistas é que a regularização das chuvas até o fim de outubro traga mais segurança para o desenvolvimento das lavouras e reduza as incertezas quanto ao potencial produtivo do café brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

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A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

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No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

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O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

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