Paraná
IAT oferece seguro de vida para proteger voluntários que atuam no meio ambiente
Para garantir a segurança dos quase 1,6 mil voluntários que ajudam na conservação ambiental do Paraná, o Instituto Água e Terra (IAT) disponibiliza desde 2020 um seguro de vida para todas as pessoas cadastradas nas diferentes frentes de atuação, como o Voluntariado em Unidades de Conservação do Paraná (VOU). A apólice, válida por 12 meses, cobre despesas hospitalares, invalidez ou morte, com capital segurado de R$ 50 mil. O investimento do Governo do Estado é, em média, de R$ 5 mil ao ano.
Gerente de Áreas Protegidas do IAT, Jean Alex dos Santos explica que todos os voluntários têm direito ao seguro quando estão em atividade oficial pelo VOU, em eventos ou ações autorizadas pelo órgão ambiental, de acordo com cadastramento prévio. Entre as atividades cobertas, destaca ele, estão tarefas que incluem montanhismo (escalada e rapel), trilhas e educação ambiental, além do apoio no combate a incêndios em áreas naturais.
“O seguro é importante porque protege as pessoas que estão ali, doando o seu tempo e sua energia em prol da sustentabilidade. Uma garantia para quem só quer colaborar e cuidar da natureza”, afirma o gerente. “Até hoje, para nossa alegria, o seguro nunca precisou ser utilizado. Espero que seja assim sempre”.
O IAT, autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), oferece atualmente diferentes linhas de atuação para quem deseja ser voluntário. Uma dessas frentes é liderada pelo Corpo de Socorro em Montanha (Cosmo). Criado em 1996, o grupo é formado por montanhistas que atuam nos finais de semana e feriados no Parque Estadual Pico do Marumbi, entre Morretes, Piraquara e Quatro Barras, para garantir a segurança de visitantes. Entre outras atribuições, o conjunto presta apoio em resgates, colabora com manutenção das trilhas e atua na prevenção a incêndios florestais. A parceria com o IAT funciona desde 2022.
Perto de completar três décadas de atuação, o Cosmo é formado por 55 montanhistas experientes que conhecem bem a Serra do Mar paranaense e as técnicas necessárias para realizar buscas e resgates de vítimas de acidentes em nossas montanhas. No grupo, há médico, socorrista, guia de montanha, instrutor de escalada, engenheiro mecânico, geólogo, administrador, empresário e professor universitário, entre outras profissões.
Uma ala é específica: a Brigada Voluntária de Caratuva, que atua especialmente na região da Serra do Mar. “A importância de se dedicar ao trabalho voluntário é pelo fato de vivermos em sociedade, de ajudar, de não depender do Estado para tudo. No meu caso, senti a necessidade de me organizar em grupo para poder retribuir o que a natureza dá”, diz o montanhista e voluntário do Cosmo, André Rego.
OUTRAS OPÇÕES – O Instituto oferece também outras opções de trabalho voluntário. O Voluntariado em Unidades de Conservação do Paraná (VOU), por exemplo, reúne atividades diversificadas, como atendimento a visitantes, manutenção de trilhas, educação ambiental, trabalhos administrativos e operações de identificação em Unidades de Conservação (UCs), sempre voltadas à proteção das áreas naturais do Estado.
Há, também, o grupo Cuidados e Reabilitação Intensiva de Animais Silvestres (CRIA), que tem como objetivo cuidar dos animais para devolvê-los à natureza, oferecendo um lar provisório. O foco específico do programa é ajudar na recuperação de filhotes de gambás e aves silvestres, vítimas de algum tipo de violência.
Para que o atendimento seja realmente efetivo, o Instituto Água e Terra disponibiliza um curso de capacitação a distância com informações de cuidados básicos à fauna silvestre, um requisito obrigatório para participar do CRIA.
VIVEIROS – O terceiro eixo do programa de voluntariado é relacionado aos viveiros florestais e os laboratórios de sementes do IAT. O intuito é contribuir com a produção de mudas de espécies nativas que são distribuídas gratuitamente por todo o Estado, além de ajudar na promoção da educação ambiental.
Os voluntários na análise, manejo, retirada de ervas daninhas das mudas e no desenvolvimento de projetos de educação ambiental e pesquisa através das plantas nativas. Além disso, ajudam também na parte administrativa e na prestação de informações aos visitantes. Essa cooperação foi essencial para que o IAT atingisse o recorde de 12 milhões de mudas distribuídas por todo o Paraná desde 2019.
INSCRIÇÃO – Quem se interessar por ajudar a cuidar do meio ambiente do Paraná pode se inscrever diretamente no site do IAT, há a possibilidade de escolher o programa e se informar sobre as etapas necessárias para efetivar a adesão.
Fonte: Governo PR
Paraná
Inverno de 2026 será mais quente e chuvoso do que a média, prevê o Simepar
O inverno é a estação mais fria e mais seca do ano no Paraná. Em 2026, entretanto, a estação terá volumes de chuva acima da média, e temperaturas ligeiramente acima da média. É o que aponta o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná. O inverno de 2026 terá início às 5h24 de domingo (21) no Hemisfério Sul.
A nova estação chega com o solstício de inverno. Domingo terá o dia mais curto e a noite mais longa do ano, devido à inclinação do eixo da Terra em relação ao sol. A climatologia aponta que, especialmente nas regiões Centro e Norte do Paraná, os volumes de chuva reduzem muito durante o inverno.
“Historicamente, durante o inverno, sistemas de alta pressão associados ao avanço de massas de ar frio e seco atuam com maior frequência, tornando os intervalos entre eventos de precipitação mais prolongados. A passagem de sistemas frontais permanece como o principal mecanismo responsável pelas chuvas, com maiores acumulados normalmente registrados nas regiões Oeste e Sudoeste, enquanto os menores volumes ocorrem no setor Norte do Paraná”, explica Leonardo Furlan, meteorologista do Simepar.
Segundo o meteorologista, massas de ar polar oriundas da Antártica e do sul da América do Sul favorecem quedas acentuadas de temperatura e a ocorrência de geadas no Paraná, principalmente nas regiões Sul, Centro-Sul, Sudoeste, Campos Gerais e Região Metropolitana de Curitiba. Mas também há episódios de veranicos principalmente em agosto: períodos caracterizados por tempo seco e temperaturas elevadas para a época. Além disso, o inverno, assim como o outono, também é marcado pela ocorrência frequente de nevoeiros.
MUDANÇAS – Em 2026, entretanto, o inverno será influenciado por um fenômeno meteorológico de larga escala. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) americana confirmou na última quinta-feira (11) que as condições do El Niño já estão presentes no Oceano Pacífico equatorial. O fenômeno gradativamente se intensifica e atinge o ápice entre a primavera e o verão 2026/2027 do Hemisfério Sul.
Os dados constatados pela NOAA apontam que a temperatura da superfície do mar já está acima de 0,5°C desde maio e as previsões apontam que essa temperatura seguirá subindo. Além da superfície, o aquecimento também ocorre nos primeiros 200 metros de profundidade.
O oceano e a atmosfera funcionam como um sistema acoplado. Quando os ventos alísios enfraquecem, as águas quentes do Pacífico se deslocam em direção à costa oeste da América do Sul. Esse aquecimento altera a circulação da atmosfera e modifica padrões de chuva e tempestades em várias partes do planeta.
“O El Niño aumentará no Paraná a frequência de chuvas e sistemas frontais, ocasionará menor amplitude térmica, mais ocorrências de nevoeiros e geadas menos generalizadas”, detalha Leonardo.
Com isso, a previsão para o inverno de 2026 é de que a amplitude térmica diminua ao longo de julho, o frio diminua ao longo de agosto e as temperaturas fiquem ligeiramente acima da média no fim da estação, em setembro. A chuva ficará acima da média histórica durante todo o período, com volumes crescentes até a primavera.
PREPARAÇÃO E MITIGAÇÃO DE DESASTRES – Para melhorar a capacidade de prevenção, o Simepar já iniciou o processo de contratação de mais meteorologistas e também os editais do Monitora Paraná e Monitora Litoral, que preveem a aquisição de novos radares meteorológicos e bóias oceanográficas, com apoio do Instituto Água e Terra (IAT). As aquisições são mediadas pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Sustentável (Sedest).
Os projetos também farão a concepção e implementação do Sistema de Modelagem Oceanográfica com a compra de uma bóia oceanográfica; além da implementação do Sistema de Alertas de Desastres (Early Warning System). Os equipamentos vão reforçar o setor de monitoramento que acompanha o nível dos rios e as condições oceanográficas – dados que ajudam a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) na tomada de decisões em caso de enxurradas, alagamentos ou ressacas.
Desde março, a Cedec reforçou as orientações repassadas aos municípios voltados à preparação e mitigação de ocorrências associadas a inundações, alagamentos e deslizamentos. Neste sentido, foram realizados dois simulados de desastre em Antonina e Morretes, no litoral do estado. Desobstrução de galerias, desassoreamento de rios, revisão de áreas de atenção e de abrigos são algumas das recomendações feitas às prefeituras.
“Estamos acompanhando a formação deste fenômeno com muita atenção aqui no Paraná. A Defesa Civil integra ações que envolvem outras secretarias e todos os municípios do estado. Não temos como prever agora quais locais serão mais suscetíveis às ocorrências ligadas ao aumento expressivo de chuva. Naturalmente aquelas áreas onde há um histórico de tragédias precisam concentrar um plano reforçado para reduzir os impactos à população”, destaca o coronel Fernando Schunig, coordenador estadual da Defesa Civil.
Fonte: Governo PR
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