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Algodão tem queda de preços em setembro e demanda segue enfraquecida

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O mercado brasileiro de algodão registrou um mês de setembro marcado por preços pressionados e volume de negócios apenas mediano, segundo levantamento da Safras Consultoria. Apesar de uma leve melhora na atividade comercial no início do mês, a combinação de retração dos compradores e desvalorização nas cotações acabou afastando os produtores das vendas.

Consumo retraído mantém pressão sobre o setor

De acordo com analistas, a demanda no varejo continua fraca, refletindo a desaceleração econômica e as incertezas financeiras e tarifárias. Esse cenário tem limitado a reposição de estoques em toda a cadeia produtiva e reforçado a pressão sobre os preços.

Além disso, o aumento da oferta global — com o fim da colheita no Brasil, o início dos trabalhos nos Estados Unidos e a entrada de algodão novo na Ásia — amplia a concorrência e contribui para o movimento de baixa.

Queda de preços no mercado interno

No CIF São Paulo, a pluma de algodão foi cotada a R$ 3,63 por libra-peso, representando queda de 1,36% na semana e de 6,44% em relação a setembro de 2024.

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Em Rondonópolis (MT), a arroba foi negociada em torno de R$ 114,00, equivalendo a R$ 3,45/libra-peso. O valor indica uma desvalorização de R$ 1,26/arroba na semana e recuo de R$ 9,06/arroba no mês.

Caroço de algodão cai, mas segue valorizado em relação a 2024

Segundo dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o preço do caroço de algodão em Mato Grosso fechou setembro/25 com média de R$ 914,74 por tonelada, queda de 1,97% frente a agosto/25.

O recuo é explicado pelo avanço da colheita e do beneficiamento, que aumentou a disponibilidade do coproduto no mercado. No entanto, em relação ao mesmo período do ano passado, o caroço ainda apresenta valorização de 53,57%, reflexo da maior demanda da indústria de óleo, impulsionada pela elevação da mistura obrigatória de biodiesel no diesel.

Óleo de algodão em alta

Essa demanda aquecida também se reflete no preço do óleo de algodão, que subiu 35,48% em setembro/25 na comparação anual. O produto foi cotado, em média, a R$ 5.519,89 por tonelada, segundo o Imea.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Irrigação por gotejamento ganha espaço no agro e melhora produtividade, uniformidade e controle da lavoura

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A irrigação por gotejamento vem ampliando sua presença no agronegócio brasileiro e se consolidando como uma das principais tecnologias para aumento da eficiência produtiva no campo. Mais do que economizar água, o sistema tem sido adotado por produtores de diferentes culturas por contribuir diretamente para a uniformidade das lavouras, o desenvolvimento radicular das plantas e o maior controle do manejo agrícola.

Com a crescente ocorrência de irregularidades climáticas e períodos de estiagem em importantes regiões produtoras do país, a irrigação localizada passou a ser vista como uma ferramenta estratégica para garantir estabilidade produtiva e reduzir riscos no campo.

Segundo especialistas do setor, o gotejamento permite uma aplicação mais precisa da água, favorecendo o desenvolvimento equilibrado das plantas ao longo de todo o ciclo produtivo.

Uniformidade da lavoura melhora manejo e produtividade

Um dos principais benefícios observados pelos produtores está na maior uniformidade das lavouras. Como a água é distribuída de forma localizada e controlada, há redução das diferenças de desenvolvimento entre plantas dentro da mesma área.

Esse equilíbrio favorece tanto o desempenho produtivo quanto as operações de manejo, tornando a lavoura mais homogênea e eficiente.

De acordo com o engenheiro agrônomo Elidio Torezani, diretor da Hydra Irrigações e primeira revenda Netafim do Brasil, o impacto vai além do aumento da produtividade.

“Quando a água é bem distribuída, a lavoura fica mais uniforme, e isso facilita todo o restante do manejo”, destaca o especialista.

A uniformidade também contribui para:

  • melhor padronização das plantas;
  • maior eficiência na aplicação de insumos;
  • redução de falhas no desenvolvimento;
  • melhoria da qualidade final da produção.
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Sistema favorece raízes mais fortes e eficientes

Outro diferencial da irrigação por gotejamento está no fortalecimento do sistema radicular das plantas.

A aplicação controlada de água cria um ambiente mais estável no solo, favorecendo o crescimento das raízes e aumentando a eficiência na absorção de nutrientes.

Com raízes mais desenvolvidas e saudáveis, as plantas conseguem responder melhor às condições do ambiente e aos manejos realizados ao longo da safra.

“O sistema cria um ambiente mais estável para a raiz. Isso faz diferença no desenvolvimento da planta e na forma como ela responde ao manejo”, explica Torezani.

Especialistas apontam que esse efeito pode contribuir para:

  • crescimento mais equilibrado;
  • maior resistência em períodos de estresse hídrico;
  • melhor aproveitamento nutricional;
  • aumento do potencial produtivo.
Maior controle reduz riscos na produção agrícola

Além dos ganhos fisiológicos, a irrigação por gotejamento também oferece mais previsibilidade ao produtor rural.

Ao reduzir a dependência exclusiva das chuvas, o agricultor passa a ter maior domínio sobre o fornecimento de água em momentos críticos da lavoura, permitindo tomadas de decisão mais seguras.

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Esse controle se torna ainda mais relevante em um cenário de mudanças climáticas e maior frequência de eventos extremos no campo.

“Quando o produtor tem domínio sobre a água, ele consegue conduzir melhor a lavoura. Isso reduz risco e traz mais estabilidade para a produção”, afirma o engenheiro agrônomo.

Tecnologia avança em diferentes culturas do agro brasileiro

A irrigação por gotejamento vem sendo utilizada em diversas culturas agrícolas, incluindo:

  • café;
  • frutas;
  • hortaliças;
  • cana-de-açúcar;
  • grãos;
  • pomares comerciais.

O avanço da tecnologia acompanha a busca do agronegócio por sistemas mais sustentáveis, eficientes e capazes de elevar a produtividade mesmo em cenários climáticos desafiadores.

Com ganhos em eficiência hídrica, manejo e estabilidade produtiva, o gotejamento segue ganhando espaço como uma das ferramentas mais importantes da agricultura moderna brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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