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Saúde mental no trabalho é investimento em produtividade, defendem especialistas

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A saúde mental no mundo do trabalho foi o tema central do encontro online da Rede de Observatórios do Trabalho, realizado na quinta-feira (2). Promovido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o evento trouxe a provocação “Vamos falar sobre saúde mental?” para abrir o debate com especialistas sobre bem-estar e produtividade.

Os participantes defenderam que o bem-estar no ambiente laboral deve ser visto não como custo, mas como investimento, com retorno concreto na produtividade. Segundo eles, o trabalho, que deveria ser um espaço de pertencimento, tem se transformado em um ambiente de sofrimento, marcado pelo aumento da pejotização e pela sobrecarga de jornadas.

Paul Ferreira, diretor do Programa Gestão Estratégica da FGV/SP, apresentou dados preocupantes. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 800 milhões de pessoas vivem com transtornos mentais no mundo, e a expectativa é de crescimento nos casos de ansiedade e depressão até 2030. No Brasil, os benefícios do INSS relacionados a transtornos mentais mais que dobraram em 10 anos, até 2024. Além disso, aproximadamente 40% dos brasileiros arcam com gastos fixos mensais em saúde mental, em média de R$ 330,00.

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Ferreira também alertou para a ausência de investimentos consistentes em saúde mental por parte das empresas e do setor público. “Programas de saúde e bem-estar se correlacionam com ganhos de produtividade. O Brasil apresenta um dos maiores aumentos de afastamentos por saúde mental no cenário mundial recente”, afirmou.

A pesquisadora Juliana Andrade, da Fundacentro, reforçou que a má gestão pode gerar adoecimento. Ela lembrou que, em 2024, o INSS concedeu 9,8 mil auxílios acidentários e 461 mil auxílios previdenciários. Entre as práticas que contribuem para o sofrimento no trabalho, citou métodos de avaliação baseados em competição, ausência de escuta, estilos de liderança autoritários e falta de reconhecimento. “Há um sofrimento permanente no trabalho. A forma como ele é organizado pode adoecer mentalmente os trabalhadores”, destacou.

Já a professora Lelita Benoit, do Dieese, relatou que, desde 2020, a saúde mental passou a integrar a grade curricular da Escola do Dieese de Ciências do Trabalho, que oferece cursos de graduação, pós-graduação e cursos livres voltados à economia e ao mundo do trabalho.

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A Rede de Observatórios do Trabalho, que reúne representantes de 21 estados e 11 municípios com mais de 200 mil habitantes, promove encontros mensais para discutir temas estratégicos relacionados ao trabalho.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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MCTI e União Europeia reforçam parceria estratégica em ciência, tecnologia e inovação

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Uma reunião entre a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e a delegação de parlamentares da União Europeia, nesta quinta-feira (7), no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), ampliou o destaque para a importância estratégica da relação entre o Brasil e os países que formam o bloco. Na ocasião, foi tratada a ampliação das agendas internacionais para o desenvolvimento sustentável, a transformação digital e a inovação tecnológica, além do fortalecimento da cooperação bilateral em ciência, tecnologia e inovação.

O encontro integrou a agenda oficial da missão europeia ao Brasil e reuniu representantes do Parlamento Europeu, da Delegação da União Europeia no Brasil e equipes técnicas do MCTI.

Durante a audiência, a ministra ressaltou que a cooperação é uma oportunidade para aprofundar parcerias em áreas consideradas prioritárias para o desenvolvimento econômico e social. “A ciência, a tecnologia e a inovação são instrumentos fundamentais para promover desenvolvimento com sustentabilidade, inclusão social e soberania tecnológica. O Brasil tem grande interesse em ampliar parcerias internacionais baseadas no desenvolvimento conjunto de soluções, na troca de conhecimento e na cooperação entre pesquisadores e instituições”, afirmou.

Luciana destacou ainda que o Governo do Brasil vem aumentando os investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação, com foco em programas estruturantes como a Nova Indústria Brasil (NIB), o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA). Entre os temas apresentados à delegação europeia estavam inteligência artificial, computação de alto desempenho, bioeconomia, conectividade, energias renováveis e infraestrutura digital.

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A ministra também mencionou os resultados recentes da cooperação internacional conduzida pelo MCTI, incluindo os acordos firmados durante a missão presidencial à Espanha e à Alemanha. Em Barcelona, o MCTI avançou na cooperação com instituições espanholas nas áreas de inteligência artificial e supercomputação, incluindo iniciativas relacionadas ao desenvolvimento de modelos de linguagem em português e espanhol e parcerias com o Barcelona Supercomputing Center (BSC).

Na Alemanha, o Brasil e o governo local avançaram em iniciativas de cooperação científica e tecnológica, incluindo a missão espacial CO2Image para monitoramento de gases de efeito estufa, desenvolvida em parceria entre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Centro Aeroespacial Alemão (DLR).

Outro ponto enfatizado foi a adesão recente do Brasil à Rede Eureka, uma iniciativa internacional para o desenvolvimento de projetos de inovação, e a entrada do País como membro associado da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN), tornando-se o primeiro país das Américas a integrar a organização nessa modalidade.

A delegação europeia foi liderada pelo eurodeputado português Hélder Sousa Silva, presidente da Delegação para as Relações com o Brasil do Parlamento Europeu. Durante a reunião, ele destacou que ciência, tecnologia e inovação estão entre as prioridades estratégicas da União Europeia para os próximos anos e reforçou o interesse europeu em ampliar a cooperação com o Brasil.

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“O desenvolvimento tecnológico e a inovação serão centrais para os desafios econômicos, ambientais e sociais das próximas décadas. Há grande potencial para aprofundarmos o relacionamento entre União Europeia e Brasil nessas áreas”, afirmou o parlamentar.

Os participantes discutiram oportunidades de cooperação em inteligência artificial, infraestrutura computacional, conectividade, mobilidade de pesquisadores, segurança digital e formação de redes científicas internacionais.

A reunião contou com a participação de parlamentares de diferentes países da União Europeia, representantes diplomáticos e integrantes da equipe técnica do MCTI, incluindo o secretário de Ciência e Tecnologia para Transformação Digital, Henrique Miguel, e o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais do ministério, Carlos Matsumoto.

Ao final do encontro, representantes do Brasil e da União Europeia reafirmaram o interesse em ampliar iniciativas conjuntas em pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação, fortalecendo o diálogo institucional e as parcerias estratégicas entre os dois lados.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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