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Governo renova direito antidumping sobre alho chinês por cinco anos, afirma CNA

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) considerou positiva a decisão do governo federal de renovar por cinco anos o direito antidumping sobre importações de alho da China. A medida tem como objetivo proteger a produção brasileira da concorrência desleal e preservar empregos no setor.

Segundo Rodolfo Molinari, presidente da Comissão Nacional de Hortaliças e Flores da CNA, a manutenção da tarifa antidumping é essencial para evitar a retração da área plantada e garantir a continuidade da produção local.

“Sem essa proteção, o alho chinês poderia inundar o mercado a preços incompatíveis com a realidade da produção brasileira, colocando em risco milhares de produtores e o abastecimento nacional”, afirmou.

Participação ativa da CNA no processo de revisão

De acordo com a assessora técnica da CNA, Letícia Barony, a Confederação e representantes do setor participaram ativamente da revisão da medida. Entre as ações, destacam-se a elaboração de nota técnica aos ministérios responsáveis, participação em audiências públicas e desenvolvimento de estudos sobre os impactos da suspensão da medida para a cadeia produtiva.

Letícia reforça que o setor nacional de alho, com produção superior a 180 mil toneladas anuais, é estratégico para a agricultura familiar, especialmente na região Sul do país.

“Apesar dos ganhos de produtividade com tecnologias como alho-semente livre de vírus e câmaras frias, o setor ainda enfrenta desafios, como alto custo de produção e concorrência desleal com o produto chinês subsidiado”, explicou.

Histórico do direito antidumping no Brasil

O Brasil aplica medidas antidumping ao alho importado da China desde 1996, após comprovação de que o produto era vendido a preços inferiores aos praticados em seu país de origem. A tarifa adicional foi renovada em 2000, 2006, 2012 e 2019, sendo que a última medida esteve em vigor até outubro de 2024, com tarifa de US$ 0,78/kg (Portaria SECINT nº 4.593/2019).

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Como fica a medida atualmente

A renovação foi publicada nesta terça-feira (30) na Resolução GECEX nº 797/2025, da Câmara de Comércio Exterior (Camex). A resolução mantém a tarifa adicional de US$ 0,78 por quilo para proteger a produção nacional.

Para exportadores listados na norma, a tarifa adicional não será aplicada. No entanto, será exigido compromisso de preço, garantindo que os valores de exportação CIF não fiquem abaixo de US$ 1,69/kg.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nescafé ultrapassa 50% do abastecimento global com café de agricultura regenerativa em 2025

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Nescafé acelera transição para agricultura regenerativa na cadeia global do café

O ano de 2025 marcou um avanço significativo para a Nescafé, que passou a obter 53% de seu café verde de fazendas que adotam práticas de agricultura regenerativa, segundo o relatório de evolução do Nescafé Plan divulgado nesta quinta-feira (18).

O resultado representa um dos principais marcos da estratégia global de sustentabilidade da marca, que completa 15 anos de atuação e reforça o compromisso de longo prazo com a resiliência da cadeia do café frente às mudanças climáticas.

A iniciativa integra a estratégia da Nestlé, que busca ampliar práticas agrícolas sustentáveis, reduzir emissões e garantir maior estabilidade na produção global de café.

Expansão da agricultura regenerativa envolve mais de 100 mil produtores

Em 2025, mais de 100 mil produtores de café em 15 países receberam capacitação em agricultura regenerativa, gestão agrícola e práticas sociais.

O trabalho contou com o suporte de mais de 1.600 agrônomos e equipes de campo, responsáveis por levar assistência técnica diretamente às propriedades rurais.

O avanço do programa também foi impulsionado pela ampliação da aquisição de café oriundo de sistemas produtivos regenerativos, alinhando produção e estratégia de suprimentos.

Nescafé Plan amplia escopo e rastreabilidade da cadeia produtiva

O relatório do Nescafé Plan 2025 também passou a considerar toda a cadeia de valor do café, incluindo:

  • Produção agrícola
  • Processamento e manufatura
  • Logística e distribuição
  • Embalagens
  • Impactos sociais

A ampliação do escopo reforça a busca por maior transparência e rastreabilidade no setor cafeeiro global.

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Agricultura regenerativa ganha protagonismo na estratégia até 2030

O Nescafé Plan 2030 estabelece a agricultura regenerativa como eixo central da transformação produtiva.

Entre as principais práticas incentivadas estão:

  • Sistemas agroflorestais
  • Uso de plantas de cobertura
  • Otimização da fertilização
  • Manejo sustentável do solo

Essas técnicas contribuem para melhorar a saúde do solo, aumentar a produtividade no longo prazo e fortalecer a resiliência climática das lavouras.

Além disso, o consórcio de culturas pode gerar novas fontes de renda e ampliar a diversificação econômica dos produtores.

Emissões caem 18,3% e uso de energia renovável avança nas operações

O relatório aponta ainda que, em 2025, houve uma redução de 18,3% nas emissões de gases de efeito estufa (GEE) associadas ao café verde, em comparação com 2018.

Nas operações industriais, 98,6% da eletricidade utilizada nas fábricas de café da marca veio de fontes renováveis, reforçando o compromisso ambiental da companhia.

Renovação de lavouras e apoio técnico impulsionam produtividade

Para enfrentar a queda natural de produtividade de cafezais mais antigos e os impactos climáticos, o programa apoiou a renovação das lavouras com mudas mais resistentes.

Em 2025, foram distribuídas 20,3 milhões de mudas de café para produtores parceiros em diferentes países.

Abastecimento responsável atinge 94,3% do café Nescafé

Outro destaque do relatório é que 94,3% do café utilizado pela Nescafé em 2025 foi proveniente de abastecimento responsável, com rastreabilidade e certificação independente ou verificação de conformidade.

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Esse avanço reforça o compromisso com padrões de sustentabilidade e transparência na cadeia produtiva.

Nescafé Plan no Brasil é referência global em agricultura regenerativa

No Brasil, o Nescafé Plan reúne mais de 3.800 fazendas distribuídas entre Espírito Santo, Minas Gerais, Bahia e São Paulo, consolidando o país como referência global no modelo regenerativo.

Todo o café utilizado no portfólio da marca no país é certificado por terceiros e passa por auditorias independentes.

Com apoio de 35 agrônomos, o programa oferece assistência técnica contínua aos produtores, com foco em:

  • Conservação do solo
  • Gestão da água
  • Preservação da biodiversidade

Atualmente, 100% das propriedades participantes estão inseridas na jornada de agricultura regenerativa.

Estudos do projeto Café & Gestão indicam que propriedades que adotam práticas avançadas podem:

  • Reduzir até 40% do uso de fertilizantes
  • Diminuir até 20% dos custos de produção
  • Aumentar produtividade e eficiência ambiental
Cadeia do café mais resiliente e sustentável até 2030

Com a ampliação da agricultura regenerativa, o avanço da rastreabilidade e a redução de emissões, o Nescafé Plan reforça sua estratégia de construir uma cadeia global de café mais resiliente, sustentável e adaptada às mudanças climáticas.

A expectativa da marca é acelerar ainda mais a transição nos próximos anos, ampliando o impacto positivo nas propriedades rurais e nos ecossistemas produtivos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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