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Política Nacional

Comissão debate proteção legal da bacia do rio Tapajós

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A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados promove, nesta quarta-feira (1º), seminário sobre a proteção da bacia do rio Tapajós. O evento será realizado às 14 horas, no plenário 2.

O evento foi solicitado pela deputada Duda Salabert (PDT-MG) para discutir o relatório “Rio Tapajós: Análise Jurídica da Legislação Ambiental Brasileira”. O documento identifica lacunas normativas, desafios institucionais e impactos da fragmentação da governança sobre os rios e as comunidades tradicionais da região.

Duda Salabert afirma que o seminário também vai apresentar um mapa digital interativo, elaborado pela instituição EcoSaMa, para subsidiar estratégias de fortalecimento da proteção legal do Tapajós e seus afluentes.

Importância e desafios
“A bacia do rio Tapajós é uma das mais importantes da Amazônia brasileira, abrangendo uma região de grande diversidade socioambiental e cultural, habitada por dezenas de povos indígenas, comunidades tradicionais, populações ribeirinhas e urbanas”, ressalta a deputada.

Nas últimas décadas, no entanto, ela afirma que o território tem sido ameaçado por projetos de infraestrutura, expansão do agronegócio, desmatamento e conflitos fundiários.

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Da Redação – ND

Fonte: Câmara dos Deputados

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Política Nacional

TCU deverá decidir até 21 de maio sobre leilão para reserva de capacidade no setor elétrico

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O Tribunal de Contas da União (TCU) deverá julgar o mérito do leilão de reserva de capacidade do setor elétrico antes do dia 21 de maio, data prevista para a homologação dos primeiros contratos. O certame foi questionado pelo Ministério Público junto ao TCU após a mudança dos preços-teto que haviam sido definidos.

Os impactos desse leilão foram analisados nesta terça-feira (28) na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados. “O leilão gera preocupações quanto à eficiência econômica, à transparência dos critérios adotados e aos impactos tarifários”, escreveu o deputado Danilo Forte (PP-CE) ao propor o debate.

Realizado em março, o leilão envolveu a contratação de 19,5 gigawatts (GW) em todo o país, no período de 2026 a 2031. Como se trata de reserva, a ideia é que cada usina fique de prontidão – só gerará energia de fato quando for necessário.

Críticas
Durante o debate, Danilo Forte e outros especialistas criticaram o Ministério de Minas e Energia por ter dobrado o preço-teto da disputa apenas 72 horas antes do leilão. Estima-se que os contratos, com duração de 15 anos, possam ainda gerar um passivo superior a R$ 500 bilhões nas contas de luz dos consumidores.

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“A sociedade precisa saber quem autorizou esse aumento de preço em 72 horas, e quem impediu o acesso à implantação de um sistema moderno de baterias para colocar de novo o Brasil na sua vocação natural da transição energética”, afirmou Danilo Forte. Ele criticou a exclusão de algumas fontes renováveis no leilão.

Na mesma linha, o presidente da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e Consumidores Livres (Abrace), Paulo Pedrosa, alertou para os prejuízos ao setor produtivo. “O entendimento é que, de fato, [esse leilão] tira a competitividade da indústria nacional”, disse ele durante o debate.

Explicações
Representantes do governo federal defenderam o leilão pela necessidade de evitar apagões. Na audiência pública, o superintendente-adjunto da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Caio Leocárdio, ressaltou que a medida seguiu critérios para conferir flexibilidade e segurança operacional à rede nacional.

Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o Brasil registra déficits crescentes de potência no horário de pico (início da noite), quando as usinas solares reduzem a geração de energia. Por isso, continuou o ONS, o País necessita de unidades movidas por fontes para suprir a demanda em períodos críticos.

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Reportagem – Ralph Machado
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados

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