Paraná
Missão de vida: aeronaves da PMPR ajudam a agilizar transporte de órgãos para doação
Em uma corrida contra o tempo, cada segundo conta para que órgãos doados cheguem em segurança aos pacientes que aguardam transplante. No Paraná, esse transporte vital é realizado também pela Polícia Militar do Estado (PMPR), por meio do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA), em parceria com o Sistema Estadual de Transplantes. Entre 2023 e setembro de 2025, a corporação realizou 41 missões desse tipo.
O processo começa com a urgência. Quando a Central de Transplantes identifica a necessidade do transporte aéreo, o acionamento é imediato. O BPMOA é chamado quando a Diretoria de Transporte Aéreo da Casa Militar não está disponível. Em caráter de urgência, a equipe mobiliza imediatamente aeronave, tripulação e o time médico. “É uma sincronização total com o hospital receptor. Cada minuto faz diferença”, explica o tenente-coronel Andrey Müller Iark, comandante da unidade.
A velocidade não é o único fator. Médicos e enfermeiros especializados acompanham o voo para garantir a conservação, acondicionamento e monitoramento do órgão. Cada órgão tem seu tempo de isquemia, sendo o período entre a captação e o transplante. O trabalho realizado permite garantir que o órgão chegue em condições ideais para o transporte. Além disso, fatores como condições meteorológicas, tráfego aéreo e logística terrestre influenciam diretamente o sucesso da missão.
A unidade é acionada regularmente em Curitiba, Londrina e Cascavel. O helicóptero é crucial para “pular” o deslocamento terrestre e entregar o órgão no hospital de implante em tempo recorde. Isso garante que o órgão tenha um tempo de isquemia muito menor, preservando sua vitalidade e contribuindo diretamente para o sucesso da cirurgia de transplante.
Para garantir a segurança, o BPMOA segue protocolos operacionais rigorosos. Antes de cada voo, a equipe realiza um briefing, verifica equipamentos, analisa a rota, checa o material médico e se coordena com as centrais de regulação. A modernização das aeronaves e o treinamento constante das equipes contribuíram para reduzir o tempo de resposta e otimizar a integração operacional.
Entre as missões mais memoráveis, estão aquelas realizadas sob condições climáticas adversas, quando ajustes de rota e decisões rápidas garantiram que o órgão chegasse a tempo ao hospital. Em alguns casos, um único doador foi capaz de beneficiar diversos pacientes, salvando várias vidas com um único gesto. “Cada voo representa a chance real de salvar uma vida. É um serviço gratificante, que enaltece o trabalho do BPMOA e motiva nossa equipe a atuar de forma cada vez mais dinâmica”, concluiu o comandante.
Além de policiais militares, bombeiros militares prestam apoio no translado de órgãos pelo Estado. “O Estado do Paraná possui amplo sistema de saúde voltado ao transplante de órgãos e uma logística de ponta para o transporte, mas para que tudo isso possa funcionar depende do sim da família do doador. É preciso lembrar da seriedade do atestado da morte cerebral e do processo de doação. Um sim pode salvar até 8 vidas”, enfatizou o capitão Ricardo Hoffmann, do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná e piloto uma aeronave da Casa Militar.
CONSCIENTIZAÇÃO – A doação de órgãos no Brasil só pode ser feita com o consentimento de um familiar, mesmo que o doador tenha manifestado o desejo em vida. Essa abordagem humanizada é realizada por profissionais do Sistema Estadual de Transplantes (SET) e tem gerado bons resultados, o que faz do Paraná um dos estados com os menores índices de recusa de doação do Brasil.
Para reforçar a conscientização, neste sábado, dia 27 de setembro, é o Dia Nacional da Doação de Órgãos. Durante todo o mês, estados e municípios promovem a campanha Setembro Vermelho, com ações de esclarecimento e incentivo à doação de órgãos e tecidos.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ação do Ministério Público Eleitoral leva a cassação e inelegibilidade de vereador de São João do Ivaí por abuso de poder econômico e religioso e compra de votos
A Justiça Eleitoral julgou parcialmente procedente uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral ajuizada pelo Ministério Público Eleitoral e determinou a cassação do diploma de um vereador eleito em São João do Ivaí, no Norte Central do estado. A decisão também declarou a inelegibilidade do parlamentar e de outros dois investigados por oito anos, além de aplicar multa de R$ 20 mil a ser paga pelo vereador pela prática de abuso de poder econômico, captação ilícita de sufrágio e abuso de poder religioso.
As investigações tiveram início a partir de uma denúncia anônima sobre possíveis ilícitos eleitorais. Durante a instrução do processo, com a quebra de sigilo de dados telefônicos e bancários autorizada pelo Judiciário, o Ministério Público Eleitoral comprovou um esquema estruturado para angariar votos nas eleições municipais de 2024.
Irregularidades – Entre as práticas irregulares reconhecidas na sentença, estão a propaganda antecipada irregular, a oferta e intermediação de serviços médicos gratuitos em uma clínica local em troca de apoio político e a realização coordenada de obras gratuitas em uma estrada na comunidade rural de Água da Jaboticaba com o intuito de obter vantagem eleitoral. Além disso, a Justiça Eleitoral condenou o vereador e um líder religioso por abuso de poder religioso, comprovando que houve a oferta de benefícios materiais, como transporte de fiéis e repasses financeiros, em troca de recomendação do líder religioso aos fiéis da congregação para que votassem no candidato. A sentença também condenou um terceiro envolvido, que atuou como articulador local na realização das obras viárias irregulares, à pena de inelegibilidade por oito anos.
Com a decisão, que ainda não possui eficácia executiva imediata e da qual cabe recurso, os votos nominais conferidos ao vereador cassado serão anulados assim que esgotada a instância ordinária, sendo mantidos apenas os votos de legenda. Em seguida, a Justiça Eleitoral fará a retotalização dos votos para a redefinição dos eleitos e suplentes na Câmara Municipal de São João do Ivaí.
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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