Connect with us


Agro

Cuidado com o solo ao longo do ano é chave para safra de soja de sucesso

Publicado em

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) registrou um recorde histórico na safra de soja 2024/2025, com 171,47 milhões de toneladas colhidas. Para a próxima temporada, a estimativa é de crescimento de 5%, podendo superar 180 milhões de toneladas. Segundo Thales Facanali Martins, engenheiro agrônomo e gerente de portfólio da Biotrop, o sucesso da soja depende do cuidado com o solo durante todo o ano, incluindo nas culturas que antecedem o plantio.

“Inúmeros fatores influenciam a produtividade, e o manejo do solo nas culturas anteriores à soja é um dos principais determinantes do resultado final”, destaca Facanali.

Planejamento agrícola e controle de pragas

O planejamento deve considerar o ciclo de pragas e doenças, bem como o papel das culturas predecessoras. Por exemplo, o milho, se não tratado com nematicidas, pode agravar problemas para a soja. Nesse contexto, manter a biodiversidade do solo e a presença de microrganismos benéficos é essencial.

O manejo regenerativo, utilizando bionematicidas e biofungicidas, tem se mostrado eficiente na redução da incidência de nematoides e doenças do solo. “Os nematoides mais críticos são Pratylenchus brachyurus, Heterodera glycines e Meloidogyne spp.. O aumento da diversidade biológica e o repovoamento do solo com microrganismos de amplo espectro ajudam a controlar essas pragas e fortalecem a saúde do solo”, explica Facanali.

Leia mais:  Brasil e Camarões assinam acordo bilateral para fomentar avanços e sustentabilidade na produção cacaueira
Estratégias contra estresse hídrico e climático

O estresse hídrico é um desafio crescente, intensificado por fenômenos climáticos como El Niño e La Niña. Para a próxima safra, há 60% de probabilidade de ocorrência do La Niña, o que pode causar escassez de chuvas e altas temperaturas no Centro-Sul do país, período crítico para o desenvolvimento da soja.

“É fundamental povoar o solo com microrganismos resilientes, capazes de reduzir o estresse térmico e melhorar a retenção de água ao redor das raízes. Essa estratégia diminui os riscos climáticos e contribui para um desenvolvimento mais saudável da planta”, reforça o especialista.

Soluções biológicas como ferramenta de manejo

O uso de produtos biológicos é central no manejo preventivo. Eles protegem as plantas, melhoram a saúde do solo e promovem a formação de biofilmes que bloqueiam nematoides e patógenos. Além disso, liberam metabólitos que estimulam enzimas e compostos antioxidantes nas plantas, auxiliando no enfrentamento do estresse.

Entre as soluções da Biotrop destacam-se:

  • Biomagno: bionematicida e biofungicida com três microrganismos de amplo espectro;
  • Bioasis Power: ativador microbiológico que auxilia na retenção de água, promoção do crescimento e regulação do estresse térmico.

“Bioasis permite que a planta preserve energia, direcionando seus recursos para produtividade em vez de combater estresses provocados por altas temperaturas”, explica Facanali.

Compromisso com a agricultura sustentável

Com essas tecnologias, a Biotrop reforça seu compromisso com o produtor, oferecendo soluções que promovem produtividade, rentabilidade e sustentabilidade, alinhadas aos princípios da agricultura regenerativa.

Leia mais:  Café inicia semana com movimentos mistos nas bolsas internacionais; Brasil segue com cautela na oferta

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

IGP-M registra deflação de 0,50% em junho; queda nas commodities reduz preços ao produtor e alivia inflação

Published

on

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou deflação de 0,50% em junho, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Após avançar 0,84% em maio, o indicador voltou ao campo negativo impulsionado, principalmente, pela queda dos preços das commodities energéticas, minerais e de importantes produtos agropecuários.

Com o resultado, o IGP-M acumula alta de 3,27% no ano e 3,16% nos últimos 12 meses, indicando uma desaceleração da inflação medida pelo índice amplamente utilizado no reajuste de contratos de aluguel, tarifas e diversos serviços.

Commodities e agronegócio puxam queda do IPA

O principal responsável pela deflação do IGP-M foi o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que apresentou queda de 0,97% em junho, revertendo a alta de 0,91% registrada no mês anterior.

Segundo a FGV, a normalização dos preços internacionais das commodities energéticas e minerais, após o alívio das tensões no Estreito de Ormuz, contribuiu para reduzir os custos ao produtor.

No setor agropecuário, mesmo diante das preocupações relacionadas ao clima e ao aumento dos custos de produção, as principais culturas continuam apresentando desempenho positivo em 2026. Esse cenário favoreceu a redução dos preços de produtos importantes, como:

  • Cana-de-açúcar;
  • Café em grãos.
Leia mais:  Balança comercial do Brasil dispara em abril e registra superávit de US$ 9,2 bilhões impulsionado pelo agro

De acordo com o economista Matheus Dias, do FGV IBRE, parte dessa queda já começa a chegar ao consumidor final, especialmente nos preços da gasolina, do etanol e do café em pó.

Matérias-primas registram maior recuo

Entre os estágios de produção analisados pelo IPA, o maior destaque foi a forte retração das matérias-primas brutas, que passaram de alta de 0,43% em maio para queda de 2,76% em junho.

Já os bens finais desaceleraram para alta de apenas 0,23%, enquanto os bens intermediários avançaram 0,45%, ambos com ritmo significativamente inferior ao observado no mês anterior.

O comportamento evidencia uma redução das pressões inflacionárias ao longo da cadeia produtiva, especialmente nos setores ligados ao agronegócio e às commodities.

Inflação ao consumidor perde força

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também mostrou desaceleração em junho, ao subir 0,47%, abaixo dos 0,61% registrados em maio.

Cinco das oito classes de despesas pesquisadas apresentaram redução no ritmo de alta:

  • Habitação;
  • Alimentação;
  • Saúde e Cuidados Pessoais;
  • Transportes;
  • Vestuário.

A desaceleração dos alimentos reforça o impacto positivo da maior oferta agrícola e da redução dos preços em diversas cadeias produtivas, beneficiando o consumidor.

Leia mais:  Brasil e Camarões assinam acordo bilateral para fomentar avanços e sustentabilidade na produção cacaueira

Por outro lado, os grupos Despesas Diversas, Educação, Leitura e Recreação e Comunicação registraram aceleração no período.

Construção civil mantém pressão sobre custos

Na contramão dos demais indicadores, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) acelerou para 0,85% em junho, acima dos 0,77% registrados em maio.

O principal fator foi o avanço dos custos com mão de obra, cuja variação passou de 0,43% para 0,91%.

Já os grupos Materiais e Equipamentos e Serviços apresentaram desaceleração, embora permaneçam contribuindo para a elevação dos custos da construção civil.

Cenário favorece controle da inflação

O desempenho do IGP-M em junho reforça um cenário de menor pressão inflacionária na economia brasileira, especialmente nos preços ao produtor. A combinação entre recuo das commodities internacionais, boa evolução das principais safras agrícolas e redução nos preços de combustíveis contribui para aliviar parte da inflação ao consumidor.

Para o agronegócio, o resultado sinaliza um ambiente de maior estabilidade nos custos de produção em diversas cadeias, embora fatores climáticos e geopolíticos continuem sendo monitorados por produtores, indústrias e investidores ao longo do segundo semestre.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262