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Presidente da República em exercício e ministro Celso Sabino recebem secretária-geral eleita da ONU Turismo para fortalecer parceria

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A parceria entre o Brasil e a ONU Turismo no desenvolvimento de ações conjuntas de fortalecimento do setor foi o assunto de reunião realizada nesta quarta-feira (24.09), em Brasília (DF), entre o presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin; o ministro do Turismo, Celso Sabino, e a secretária-geral eleita do organismo internacional, Shaikha Nasser al Nowais.

Candidata dos Emirados Árabes Unidos ao comando do braço da Organização das Nações Unidas para o turismo, Shaikha al Nowais teve sua eleição decidida durante a 123ª reunião do Conselho Executivo da entidade, presidido pelo ministro Celso Sabino. Primeira mulher a comandar a ONU Turismo, Shaikha disputou o cargo com representantes de outros países.

Celso Sabino celebra avanços na colaboração junto à organização. “A ONU Turismo, que já possui no Brasil seu primeiro escritório para as Américas e o Caribe, tem sido grande parceira em iniciativas que buscam reforçar o desenvolvimento sustentável do setor. É com esse espírito de cooperação multilateral que nosso país vai seguir contribuindo para mais conquistas”, frisa.

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Além da unidade da ONU Turismo no Rio de Janeiro (RJ), estratégica para a atração de visitantes e investimentos ao país, o Ministério do Turismo brasileiro coopera com a entidade em outras frentes. No início de 2025, por exemplo, houve o lançamento do guia “Tourism Doing Business: Investindo no Brasil”, que estimula a participação estrangeira no setor.

Também participaram da reunião desta segunda-feira com o presidente em exercício Geraldo Alckmin, o diretor do Escritório da ONU Turismo no Brasil, Heitor Kadri, e o chefe da Assessoria Especial de Relações Internacionais do Ministério do Turismo brasileiro, João Ricardo Viegas, além de representantes da Embaixada dos Emirados Árabes Unidos no país, entre outras autoridades.

EVENTOS INTERNACIONAIS – Outro avanço da parceria entre o Brasil e a ONU Turismo é a atração de eventos internacionais. Em fevereiro de 2026, de forma inédita no Brasil, Santarém (PA) sediará o Fórum Mundial do Turismo Gastronômico da entidade. O evento vai reunir chefs renomados e representantes do setor turístico para debater inovação, cultura e o desenvolvimento econômico por meio da culinária.

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O território brasileiro será igualmente palco, no próximo ano, da 3ª Cúpula de Turismo da ONU Turismo para a África e as Américas. Na ocasião, lideranças do ramo dos dois continentes discutirão, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), ações conjuntas de desenvolvimento sustentável e inclusivo no segmento, favorecendo benefícios como o aumento da oferta de emprego e renda no ramo.

Por André Martins

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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População quilombola passa a contar com política nacional de saúde integral

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Para organizar a resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) às necessidades da população quilombola, foi pactuada nesta quinta-feira (27/08), a Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola (PNASQ) no âmbito do SUS. A medida contou com a aprovação de gestores locais, estaduais e federais da saúde, durante a 8ª Reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), em Brasília (DF).

A PNASQ foca na superação de barreiras estruturais de acesso à saúde e no combate ao racismo e às desigualdades étnico-raciais que atingem as comunidades tradicionais. Para o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, a normativa busca incorporar as especificidades do território, cultura, identidade quilombola e trajetória ancestral ao planejamento e organização do cuidado no SUS.

“Essa política é resultado de uma luta histórica dos povos quilombolas pelo reconhecimento de suas vulnerabilidades, combate ao racismo e defesa da equidade em saúde. Hoje selamos a responsabilidade compartilhada entre estados, municípios e a união pela garantia do direito à saúde, à redução das desigualdades e à melhoria das condições de saúde e qualidade de vida dessa população”, destacou Massuda.

 A aprovação da política também foi comentada por lideranças quilombolas que atuam pela ampliação do acesso à saúde e pelo reconhecimento da cultura e identidade quilombola. Para Marinho da Estiva, coordenador Nacional da Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), a expectativa é que a política possa acolher e cuidar das comunidades com respeito à sua história. “A gente espera que o nosso povo, as nossas práticas, os nossos saberes ancestrais na saúde do nosso povo quilombola sejam respeitados, nos postos de saúde, hospitais, pelas pessoas que estão na ponta”, reforçou.

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 As responsabilidades pela implementação da política serão compartilhadas e organizadas entre os três entes, cabendo à União a coordenação das ações da política – define diretrizes, apoia de forma técnica, informa e monitora; aos estados a articulação e apoio aos municípios para promoção da regionalização; e aos municípios a implementação, com planejamento, qualificação da atenção e promoção da participação social. A PNASQ utilizará os instrumentos do próprio SUS para viabilizar as suas ações, com financiamento também compartilhado entre as três esferas de gestão.

Participação social e equidade A política recebeu contribuições de gestores e da sociedade civil, por meio de consulta pública, conferências de saúde e recomendação do Conselho Nacional de Saúde (CNS), além de contar com um amplo e qualificado processo de diálogo com lideranças quilombolas, em uma agenda participativa e democrática de construção conjunta das propostas.

 “Estou dentro desse processo desde o começo. O Ministério da Saúde nos ouviu, nós sentamos e conversamos sobre a nossa política. E nós tivemos essa vitória. Para nós, ter essa conquista e chegar até onde nós chegamos, é um dia de muita alegria, de honra, mas sabemos que a caminhada está só começando. Sei que temos muitos desafios pela frente”, comemorou a quilombola Tereza de Jesus da Silva, integrante do Coletivo Nacional de Saúde Quilombola Graça Epifânio, da CONAQ.

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 Próximos passos

Com a pactuação federativa, o próximo passo para implementação da PNASQ é a construção de um plano operativo nacional, que definirá as prioridades, ações, metas, indicadores e responsabilidades dos gestores. Também serão criados instrumentos de monitoramento e avaliação da política, com estratégias, orientações e ferramentas para apoiar gestores na implementação e no enfrentamento das iniquidades e desigualdades as quais estão expostas as populações quilombolas.

Comunidades quilombolas

Para o SUS, as comunidades quilombolas são povos tradicionais definidos por sua ancestralidade, cultura e uma territorialidade que vai além da regularização das terras, servindo como espaço coletivo de reprodução social e identidade. Segundo o Censo de 2022, o Brasil possui mais de 1,3 milhão de quilombolas distribuídos por 1.696 municípios, com a maior concentração na Região Nordeste e, especificamente, no estado da Bahia.

 Apesar desse contingente, apenas 12,6% da população quilombola reside em territórios oficialmente delimitados. Diante disso, a PNASQ estende sua cobertura também aos contextos urbanos e favelas, reconhecendo que a autoidentificação e os vínculos étnico-raciais e comunitários independem de o território ser rural ou formalmente titulado.

Para garantir a integralidade do cuidado, é fundamental que as especificidades quilombolas sejam integradas aos processos de regionalização e regulação do SUS, assegurando o acesso a consultas especializadas, urgências e assistência farmacêutica.

Tatiany Volker Boldrini
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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