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Política Nacional

Davi lança novo Senado Verifica, que combate a desinformação

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou nesta quarta-feira (24), em Plenário, o lançamento do novo site do Senado Verifica: Fato ou Fake?. O serviço foi lançado em 2020.

— Nos difíceis dias da pandemia, criamos essa ferramenta simples, mas fundamental para combater notícias falsas sobre o Senado e o trabalho do Poder Legislativo. O Senado renova o seu compromisso com o combate à desinformação — afirmou Davi durante a Ordem do Dia.

A Secretaria de Comunicação Social do Senado (Secom), responsável pelo Senado Verifica, ampliou o serviço com conteúdos inéditos em um site com interface mais moderna.

Desde a sua criação, em 2020, o Senado Verifica consolidou-se como um canal de referência na checagem de informações relacionadas ao Senado Federal. Já realizou mais de 2,5 mil atendimentos diretos a cidadãos por e-mail, WhatsApp e pela Ouvidoria, e suas matérias de verificação ultrapassaram a marca de 2 milhões de visualizações.

Nova fase

Davi destacou que a partir de agora, além de apontar a disseminação de desinformação, o Senado Verifica vai atuar na educação das pessoas contra as fake news.

— Não vamos apenas reagir à desinformação. Vamos ajudar a sociedade a se proteger dela com conhecimento e com informação de qualidade. O Senado cumpre o seu papel no combate às fake news — disse Davi.

Nessa linha, a diretora da Secom, Luciana Rodrigues, explicou que o serviço, além de desmentir boatos falsos espalhados pela internet, passará também a capacitar os cidadãos a identificar a desinformação.

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— Inicialmente, nossa atuação foi focada em responder às notícias falsas, checando e desmentindo fake news. Agora, estamos avançando para um papel mais estratégico e proativo. Entendemos que, para garantir a integridade do debate público democrático, é preciso prevenir e educar. O objetivo é fornecer ferramentas para que o próprio cidadão possa identificar e reagir à desinformação.

No comando da Assessoria de Imprensa do Senado, Ester Monteiro destacou que o lançamento da nova plataforma um ano antes das eleições gerais de 2026 é uma iniciativa a mais oferecida pelo Senado Verifica para o enfrentamento à desinformação,.

— Os novos serviços se estabelecem antes do ciclo de desinformação eleitoral. Cada cidadão informado e consciente é um pilar a mais na proteção da nossa democracia.

Em seu trabalho, o Senado Verifica conta com a parceria da Consultoria Legislativa, do instituto de pesquisa de opinião DataSenado, da Biblioteca do Senado e da Secretaria-Geral da Mesa, além da Ouvidoria do Senado.

Inovações

A nova interface do Senado Verifica ficou semelhante à de uma agência de notícias, com possibilidade de hierarquização do conteúdo conforme a relevância do assunto para o cidadão. A navegação também ficou mais intuitiva e os selos que classificam as informações que circulam pela internet ganharam cores. 

A cor azul, predominante na identidade visual do Senado, foi adotada no selo que confere veracidade às informações checadas. A marrom, que transmite seriedade, identifica a informação imprecisa. A cor vermelha indica fake newsA página de combate à desinformação, que publica matérias educativas e reúne conteúdos produzidos pelos veículos de comunicação do Senado e por outros setores da Casa, tem o preto como referência.

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O novo site traz ainda outras novidades:

  • Podcast “Conheça a fonte, confirme se é fato” com episódios semanais, transmitidos também no programa Conexão Senado da Rádio Senado.
  • Pesquisas de opinião do DataSenado e bibliografia atualizada sobre cada tema, selecionada pela Biblioteca do Senado.
  • Projetos de lei sobre combate a fake news, regulação de redes sociais, golpes digitais, inteligência artificial e letramento digital que tramitam no Senado.
  • Informações sobre as ações do Senado no combate à desinformação, garantindo transparência.

Conheça o novo site: senado.leg.br/verifica

COMO FUNCIONA

O Senado Verifica checa conteúdos em texto, áudio, vídeo, imagem e links relacionados ao Senado Federal. Qualquer pessoa pode pedir uma verificação, desde que se identifique conforme a Política de Uso.

WhatsApp: +55 61 98190-0601

E-mail: [email protected]

Ouvidoria: 0800 0 61 2211 (ligação gratuita de todo o Brasil, por telefone fixo e celular)

Formulário: acesse aqui 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Publicidade de apostas on-line é alvo de críticas em debate na Comissão do Esporte

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Pesquisadores, especialistas em ludopatia (vício em jogos de azar) e profissionais da saúde ouvidos nesta quarta-feira (8) pela Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados demonstraram preocupação com a avalanche de anúncios de apostas esportivas (bets) e de jogos de cassino on-line no Brasil.

Para eles, a exposição excessiva à publicidade contribui para normalizar o jogo, ampliar o número de apostadores e agravar problemas como endividamento e transtornos de saúde mental.

O psiquiatra Leonardo Carriço, especialista em dependência comportamental e ludopatia, comparou o momento vivido pelas apostas ao período em que a publicidade de cigarros era amplamente permitida.

Segundo ele, a presença constante das bets em transmissões esportivas e nas redes sociais reduz a percepção de risco da população.

Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Impactos das bets. Psiquiatra Especialista em Dependencia Comportamental e Ludopatia, Leonardo Carriço.
Leonardo Carriço: publicidade excessiva reduz a percepção de risco do público

“A franca exposição nos esportes e em todas as outras esferas sociais acaba produzindo uma impressão de que é uma atividade 100% normal, isenta de riscos”, afirmou.

Carriço lembrou que cerca de 1,4 milhão de brasileiros já têm diagnóstico de transtorno do jogo e que aproximadamente 11 milhões apresentam comportamento de risco.

Impactos
A pesquisadora Kelly Noronha também defendeu que o debate vá além da arrecadação de impostos e considere os impactos sobre a saúde pública e as famílias.

“Estamos realmente lucrando com isso ou transferindo para a sociedade uma conta muito maior?”, questionou. Segundo ela, os prejuízos aparecem no Sistema Único de Saúde (SUS), nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), na assistência social e no aumento do endividamento das famílias.

Na avaliação da diretora-executiva do Laboratório de Direitos Humanos e Novas Tecnologias (LabSul), Letícia Ferraz, restringir a publicidade é importante, mas não suficiente.

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Ela sugeriu que os anúncios priorizem informação e conscientização sobre os riscos das apostas. “Retirar a publicidade não resolve; é preciso torná-la mais informativa e educativa.”

Ex-atleta olímpico, o deputado Luiz Lima (Novo-RJ) observou que a publicidade das bets já domina o ambiente esportivo atual. Ele defendeu regras semelhantes às já adotadas para o tabaco.

“Quando a gente vê as placas esportivas em um campeonato brasileiro, não vê mais anúncios de cursos de inglês nem de uma lanchonete famosa. A gente só vê bets”, disse.

Kayo Magalhães / Câmara dos deputados
Audiência Pública - Esporte como vetor de desenvolvimento econômico. Dep. Luiz Lima (NOVO - RJ)
Luiz Lima defende restrições semelhantes às adotadas para o cigarro

Autor do requerimento para realização da audiência, o presidente da Comissão do Esporte, deputado Saulo Pedroso (PSD-SP), afirmou que o volume de anúncios produz efeito contrário ao objetivo da regulamentação do setor.

“Isso acaba fazendo um movimento inverso daquilo que a regulação pretende, que é proteger as famílias”, comentou.

Pedroso defendeu que as campanhas das empresas deixem de estimular apostas e passem a focar apenas na conscientização dos consumidores.

O parlamentar é autor do Projeto de Lei 1212/25, que proíbe a veiculação de propagandas, anúncios, comerciais e divulgações de qualquer natureza relacionadas a apostas esportivas e jogos eletrônicos de azar.

Regulação
Ao responder às críticas, o secretário-adjunto de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, Fabio Macorin, reconheceu que o controle da publicidade é hoje um dos maiores desafios.

Segundo ele, as normas em vigor já proíbem anúncios que pressionem o consumidor a apostar imediatamente ou apresentem o jogo como solução para problemas financeiros.

“É proibido, por exemplo, pressionar o usuário a apostar imediatamente, com mensagens tipo ‘aposte agora’ ou ‘entre agora’. Também é vedado sugerir que o jogo seja uma solução financeira, incluindo promessas de enriquecimento, recuperação total de perdas, benefício social ou quitação de dívidas”, explicou.

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Macorin informou que a regulamentação ainda exige mecanismos para impedir o acesso de menores de 18 anos e de pessoas que optaram pela autoexclusão das plataformas.

Problema de saúde pública
Representando o Ministério da Saúde, Gabriella Boska ressaltou que o transtorno do jogo é um problema de saúde pública.

Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Impactos das bets. Coordenadora de Gestão da - Rede de Atenção Psicossocial, Ministério da Saúde , Gabriella de Andrade Boska.
Gabriella Boska: endividamento aumento risco de suicídio

De acordo com ela, 75% dos pacientes apresentam outros transtornos psiquiátricos associados, e o risco de suicídio aumenta significativamente entre apostadores com alto nível de endividamento.

“A gente, às vezes, tende a transferir essa responsabilidade para o indivíduo. ‘Jogue com responsabilidade’, ‘ative os alertas’, mas quando a pessoa está em um processo de sofrimento psíquico, ela não consegue sozinha.”

Diretor jurídico do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), Vitor Ferreira, informou que o órgão criou regras específicas para a publicidade de apostas e mantém acordo com o Ministério da Fazenda para retirar anúncios irregulares das plataformas digitais.

Mercado ilegal

Em contraponto às propostas de restrição, o presidente do Instituto Brasileiro do Jogo Responsável (IJBR), Carlos Lima, argumentou que uma proibição ampla da publicidade poderia fortalecer o mercado clandestino, que, segundo ele, responde por cerca de metade das apostas realizadas no país.

“Qualquer restrição à publicidade só vai ser aplicada ao setor legalizado, o que vai fazer com que a gente empurre a população para o mercado ilegal”, afirmou.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Marcelo Oliveira

Fonte: Câmara dos Deputados

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