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Com participação do MJSP, seminário debate enfrentamento ao tráfico de pessoas para fins de exploração sexual

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Brasília, 24/09/2025 – O Seminário Nacional Tráfico de Pessoas para Fins de Exploração Sexual: desafios e respostas institucionais, promovido pela Defensoria Pública da União (DPU), na terça-feira (23), contou com a participação do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

A data coincidiu com o Dia Internacional contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Crianças, celebrado em 23 de setembro. Na oportunidade, foi lançado o Protocolo de Assistência às Vítimas de Tráfico de Pessoas (PAV/TP), que padroniza a atuação da DPU no Brasil, com foco em acolhimento humanizado e juridicamente fundamentado. A consolidação dos fluxos vai desde a identificação das vítimas até o acolhimento especializado, em consonância com tratados internacionais.

O documento da DPU foi elaborado de acordo com o Protocolo Operativo Padrão de Atendimento às Vítimas de Tráfico Internacional de Pessoas (POP/TIP), desenvolvido pelo MJSP, por meio da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), em 2024, e prevê cinco etapas: comunicações, medidas no processo de assistência jurídica, entrevista, encaminhamentos administrativos e medidas jurídicas.

A diretora de Migrações, Luana Medeiros, afirmou que o protocolo reforça o compromisso do Estado brasileiro com a proteção das vítimas, em especial mulheres e crianças, que ainda representam os principais públicos afetados por esse crime. “O tráfico de pessoas é uma das mais graves violações de direitos humanos e exige de nós respostas integradas e firmes. O Protocolo da DPU, alinhado ao IV Plano Nacional e ao POP/TIP, fortalece a rede de proteção e assegura que as vítimas recebam atenção humanizada e juridicamente fundamentada. O Ministério da Justiça e Segurança Pública seguirá, lado a lado, com a Defensoria e demais instituições para transformar esse compromisso em realidade”, disse.

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“A DPU tem atuado, de forma contínua, no acolhimento e na proteção das vítimas desde a criação do Grupo de Trabalho de Assistência à Vítimas de Tráfico, em 2015. O Protocolo de Assistência da DPU consolida o trabalho desenvolvido ao longo desses anos. Ele irá contribuir com a capacidade dos defensores de atender vítimas de forma humanizada para prevenir e combater o tráfico de pessoas”, explicou o defensor público-geral da União, Leonardo Magalhães.

Seminário

Autoridades, representantes da sociedade civil e integrantes da Rede de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas participaram do evento. A programação contou ainda com dois painéis: o primeiro abordou desafios institucionais e sociais no combate ao tráfico para exploração sexual, e o segundo foi sobre proteção e direitos das vítimas.

Neste último, a coordenadora-geral de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Contrabando de Migrantes do MJSP, Marina Bernardes, destacou a necessidade de fortalecer a rede de atendimento e ampliar a cooperação entre órgãos públicos e organizações da sociedade civil. Segundo ela, a prioridade deve ser garantir acolhimento qualificado e assegurar que as vítimas tenham acesso efetivo a seus direitos.

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Protocolos

Os protocolos de atendimento integram as ações do IV Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (2024–2028), que é coordenado pela Senajus/MJSP. As iniciativas fortalecem a atuação da Rede de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e definem diretrizes para prevenção, repressão e proteção das vítimas.

A elaboração dos documentos ocorreu com o apoio da Agência da ONU para Migrações (OIM).

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Ministro reúne PF, PRF e Senappen para ampliar integração no combate ao crime organizado

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Brasília, 12/6/2026
– O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, reuniu-se na manhã desta sexta-feira (12), em Brasília, com os diretores-gerais da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Fernando Souza Oliveira, para fortalecer a atuação integrada das forças federais no âmbito do Programa Brasil Contra o Crime Organizado.

Também participaram do encontro o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia; a secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Loula; o secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Ademar Borges; e o coordenador-geral de Segurança e Operações Penais, José Renato Gomes Vaz.

A reunião discutiu o fortalecimento da atuação conjunta das três forças federais vinculadas ao Ministério da Justiça — Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Penal Federal —, além do aperfeiçoamento das ações em regiões de fronteira, do alinhamento dos fluxos de comunicação entre os órgãos e da constituição de grupos de trabalho voltados à revisão e ao aperfeiçoamento de normativos internos.

Segundo Wellington Lima, a integração entre instituições é um dos pilares do Programa Brasil Contra o Crime Organizado.

“O Brasil Contra o Crime Organizado tem como uma das principais características a união e o trabalho em conjunto para enfrentar as facções no País. A integração federativa não é apenas desejável — é condição estrutural para resultados duradouros”, afirmou.

Governança permanente

A iniciativa desta sexta-feira dá continuidade a um novo ciclo de encontros promovidos pelo ministro como desdobramento da reunião realizada em 29 de maio, logo após seu retorno de Assunção, no Paraguai, onde participou da Reunião de Ministros da Justiça, Interior e Segurança do Mercosul.

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Na ocasião, Wellington Lima reuniu secretarias do MJSP, órgãos de segurança pública, integrantes do Ministério Público brasileiro e representantes da sociedade civil para apresentar os resultados do encontro regional, compartilhar os acordos bilaterais firmados com países vizinhos e promover uma análise conjuntural sobre o combate ao crime organizado no Brasil e na América do Sul.

A decisão de reunir, de forma imediata e em um mesmo espaço, representantes de diferentes instituições reforça o compromisso do Governo Federal com a construção de respostas coordenadas, permanentes e baseadas em evidências para enfrentar a criminalidade organizada.

Os encontros deverão ocorrer no máximo a cada 15 dias, preferencialmente às sextas-feiras. A próxima reunião, prevista para o dia 26, contará com a participação dos presidentes dos colégios nacionais de comandantes das Polícias Militares, de delegados das Polícias Civis e de secretários estaduais de Segurança Pública.

Reunião no MJSP
Reunião no dia 29 de maio, no Ministério, com secretários, chefes da PF e PRF e representantes da sociedade civil

Resultados reforçam papel das forças federais

O encontro também serviu para avaliar resultados recentes das instituições que atuam diretamente nos quatro eixos estruturantes do Programa Brasil Contra o Crime Organizado: asfixia financeira das facções, qualificação das investigações de homicídios, fortalecimento da segurança no sistema prisional e combate ao tráfico de armas.

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A Polícia Federal tem mantido uma média de aproximadamente dez operações por dia voltadas ao enfrentamento de organizações criminosas em todo o país.

A Polícia Rodoviária Federal, por sua vez, registrou apreensões expressivas somente em dois dias do mês de maio, quando localizou cerca de R$ 1,3 milhão ocultos em um veículo.

Já a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) destacou os resultados da Operação Mute. Em uma das etapas da ação, voltada ao combate às comunicações ilícitas dentro dos presídios, foram retirados 680 aparelhos celulares de unidades prisionais brasileiras.

As ações demonstram a complementaridade entre os órgãos federais no enfrentamento ao crime organizado, desde a interrupção de fluxos financeiros ilícitos e a repressão ao tráfico até o combate à atuação de facções dentro do sistema penitenciário.

A reunião antecede uma semana de compromissos estratégicos do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Entre as pautas previstas está a participação do ministro em evento na Paraíba voltado ao fortalecimento das políticas de enfrentamento ao feminicídio e à violência contra as mulheres.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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