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Agro

Exportações de carne de frango crescem 3,4% em setembro; União Europeia retoma compras do Brasil

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Avanço nas exportações em setembro

A média diária exportada de carne de frango brasileiro avançou 3,4% até a terceira semana de setembro de 2025, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (22) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). No período, o volume embarcado de carne de aves e miudezas comestíveis – frescas, refrigeradas ou congeladas – atingiu 333,1 mil toneladas.

No ano anterior, em setembro de 2024, foram exportadas 451,3 mil toneladas em 21 dias úteis. A média diária registrada até a terceira semana deste mês ficou em 22,2 mil toneladas, frente a 21,4 mil toneladas em igual período do ano passado.

União Europeia reabre mercado para frango brasileiro

A União Europeia anunciou a reabertura do mercado para a carne de frango e de peru produzida no Brasil. As exportações estavam suspensas desde maio de 2025, após a confirmação de um foco isolado de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) no Rio Grande do Sul.

O anúncio foi publicado no Jornal Oficial da União Europeia e celebrado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que destacou a importância da retomada das vendas para o bloco. Entre janeiro e maio, antes da suspensão, o Brasil exportou 125,3 mil toneladas de carne de frango para a Europa, volume 20,8% maior que no mesmo período de 2024, gerando receita de US$ 386,3 milhões, um crescimento de 38% em relação ao ano anterior.

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Expectativas para o setor após a retomada

Com a reabertura do mercado europeu, a expectativa do setor é de que os embarques voltem aos patamares anteriores e possam até ser ampliados, em razão da demanda reprimida nos últimos quatro meses.

Preço da carne de frango registra queda

Apesar do avanço nos embarques, o preço médio da carne de frango até a terceira semana de setembro ficou em US$ 1.764,70 por tonelada, o que representa uma queda de 8% em relação ao valor de setembro de 2024, quando estava próximo de US$ 1.918,00 por tonelada.

Receita das exportações de carne de frango

O faturamento acumulado até a terceira semana de setembro totalizou US$ 588,1 milhões, contra US$ 866,0 milhões no mesmo mês do ano passado.

Já a média diária da receita apresentou leve avanço, ficando em US$ 39,2 milhões, alta de 4,9% em relação à média diária de setembro de 2024, que foi de US$ 41,2 milhões.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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