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MPPR emite recomendação para que Prefeitura de Marialva exonere agentes públicos contratados indevidamente por meio de processos simplificados

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O Ministério Público do Paraná encaminhou recomendação administrativa à Prefeitura de Marialva, no Norte Central do estado, para que, em 90 dias, providencie a exoneração de agentes públicos contratados de forma indevida pela Administração. Eles foram selecionados e admitidos por meio de recentes processos seletivos simplificados realizados pelo Município, o que, na avaliação da 1ª Promotoria de Justiça de Marialva, que assina a medida, é irregular.

Áudio do promotor de Justiça Sidiklei Rosolen de Oliveira

Ao emitir a recomendação, a Promotoria de Justiça pondera que o expediente de realizar processos seletivos simplificados para a contratação de pessoal para a Administração tem sido utilizado de forma reiterada pela chefe do Executivo, sob a alegação de atendimento à necessidade excepcional de interesse público.

Entretanto, apuração da Promotoria de Justiça demonstrou que as atribuições dos cargos para os quais têm sido realizados os processos de seleção são típicos de serviços ordinários e permanentes, como os de agente administrativo, auxiliar de serviços gerais, motorista, enfermeiro e farmacêutico. Embora a justificativa apresentada para a seleção seja a de necessidade de força de trabalho temporária, a prática reiterada mostra que a demanda é permanente, sendo indicado nesse caso a realização de concurso público, conforme prevê entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF).

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A exoneração recomendada é para os cargos admitidos e contratados a partir dos editais de Processo Seletivo Simplificado 01/2022, 02/2022, 02/20224, 01/2025 e 04/2025. Encaminhada nesta segunda-feira, 22 de setembro, a recomendação concede prazo de 30 dias para que o Município informe o MPPR sobre o acatamento das medidas.

Informações para a imprensa
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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Ministério Público do Paraná denuncia por corrupção passiva ex-secretário Municipal de Governo e presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira

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O Ministério Público do Paraná ofereceu denúncia criminal contra um ex-secretário Municipal de Governo e o presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira, nos Campos Gerais, investigados a partir da Operação Chão de Giz, que apura possíveis fraudes licitatórias supostamente cometidas por uma organização criminosa que atua a partir de um grupo de empresas voltadas principalmente ao fornecimento de asfalto para municípios paranaenses. Além dos agentes públicos, requeridos pelo crime de corrupção passiva, também foram denunciados por corrupção ativa três empresários investigados por possível participação nos atos ilícitos. A denúncia foi oferecida nesta terça-feira, 8 de setembro, pelo Núcleo de Guarapuava do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria).

Áudio do promotor de Justiça Pedro Henrique Papaiz

A segunda fase das investigações da Operação Chão de Giz, da qual resultaram os fatos ocorridos em Ortigueira agora denunciados, foi deflagrada em 7 de julho último. A acusação abrange a prática dos crimes por agentes públicos dos poderes Legislativo e Executivo de Ortigueira, além de empresários e prepostos do setor de pavimentação asfáltica e infraestrutura viária.

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De acordo com a denúncia, entre 6 e 14 de abril de 2022, o então presidente da Câmara de Vereadores (que atualmente exerce o mesmo cargo) e o ex-secretário Municipal de Governo, que são irmãos, teriam solicitado e recebido pelo menos R$ 50 mil em vantagens indevidas, pagas por empresários de um grupo econômico do ramo de pavimentação e seus prepostos operacionais.

Esquema criminoso – Os repasses ilícitos (divididos em duas entregas, de R$ 15 mil e R$ 35 mil) teriam ocorrido como contraprestação à articulação política e à atuação administrativa direta dos agentes públicos para acelerar a emissão de empenhos e a liberação de pagamentos do Tesouro Municipal em favor das empresas de propriedade dos empresários denunciados. Na primeira ocasião, os denunciados autorizaram a liberação de R$ 266.354,00, e na segunda, de R$ 533.244,80. As apurações demonstraram ainda que, nos dias 3 e 4 de maio de 2022, o então presidente da Câmara Municipal solicitou vantagem indevida adicional de R$ 3 mil.

A partir do oferecimento da denúncia, o Ministério Público pleiteia a condenação dos denunciados pelas práticas de corrupção passiva e ativa e a fixação de valor mínimo para reparação dos danos materiais e morais coletivos causados ao erário.

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Essa é a 5ª denúncia criminal oferecida a partir das investigações da Operação Chão de Giz. O Ministério Público já ofereceu denúncia criminal por corrupção passiva contra dois ex-prefeitos de cidades distintas, além de denúncias de fraudes licitatórias e organização criminosa, esta dirigida ao núcleo empresarial que corrompia agentes públicos e políticos em diversos municípios paranaenses.

Processo 0001701-26.2025.8.16.0122

Matérias anteriores

07/07/2026 – MPPR deflagra 2ª fase da Operação Chão de Giz e cumpre 41 mandados de busca e apreensão em investigação sobre corrupção e fraudes licitatórias em 5 municípios

14/03/2025 – MPPR denuncia ex-prefeito de Cândido de Abreu e mais três pessoas por corrupção e lavagem de ativos a partir das apurações da Operação Chão de Giz

20/09/2024 – MPPR ajuíza ação por improbidade administrativa contra agentes públicos e empresários de Cândido de Abreu investigados na Operação Chão de Giz

09/11/2022 – MP cumpre mandados contra fraudes em licitações no Norte do estado

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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