Brasil
Estratégia de monitoramento do Plano Clima é aprovada e vai à consulta pública
A Seção 1 da Estratégia Transversal (ET) de Monitoramento, Gestão, Avaliação e Transparência do Plano Clima foi aprovada pelo Subcomitê-Executivo (Subex) do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM), órgão coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), na última terça-feira (16/9). Agora, o documento passará por ajustes finais e, em seguida, será disponibilizado para consulta pública por meio da plataforma Brasil Participativo.
Essa é uma etapa fundamental para a consolidação do Plano Clima, já que permitirá o acompanhamento das ações de adaptação e mitigação às mudanças do clima ao longo dos anos. A ET de Monitoramento, Gestão, Avaliação e Transparência visa estabelecer um sistema integrado e adaptativo para a implementação das políticas públicas, marcando um momento essencial para o engajamento de diversos atores e para a prestação de contas à sociedade.
“A partir dessa estratégia, a sociedade, como um todo, vai poder acompanhar se as ações estão sendo efetivamente implementadas ou não, se estão tendo resultado ou não, o que está funcionando e o que não está. É uma forma de garantir a concretização do Plano Clima”, destacou o secretário nacional de Mudança do Clima do Ministério do MMA, Aloisio Lopes.
Duas etapas
A estratégia em questão é dividida em duas seções principais. A primeira, que será disponibilizada para consulta pública, aborda os objetivos gerais, a gestão e governança, as modalidades, os procedimentos técnicos, os ciclos de monitoramento e a avaliação e atualização do Plano Clima. Já a segunda, vai detalhar os elementos específicos a serem monitorados e avaliados, sistematizando as informações provenientes das Estratégias Nacionais e seus respectivos Planos Setoriais dos eixos de Adaptação, Mitigação e Transversais.
De acordo com a coordenadora-geral de Governança Climática e Articulação da Secretaria Nacional de Mudança do Clima do MMA, Marcela Aboim, essa primeira etapa integra o detalhamento dos ciclos de monitoramento, de avaliação e o de atualização. “Além disso, a gente tem um item que é a transparência e a comunicação, ou seja, como vai se dar o processo a partir do monitoramento e avaliação do Plano Clima e como vai ser pactuada essa comunicação com todas as partes interessadas”, explicou.
Ciclos de acompanhamento
Para o acompanhamento das ações e metas do Plano Clima, a Estratégia Transversal prevê três ciclos: o monitoramento, a avaliação de impacto e a atualização. O monitoramento anual deverá ser realizado pelos ministérios setoriais, está alinhado com a metodologia do Plano Plurianual (PPA) e envolve o monitoramento de indicadores, a autoavaliação e a revisão das ações setoriais. O objetivo principal, segundo Marcela Aboim, é “acompanhar o progresso, as ações setoriais, identificar desafios operacionais em tempo hábil para gerar dados, subsídios, decisões e gestão na autoavaliação”.
Também será realizada uma avaliação bienal de impacto, que consiste em um processo focado em mensurar e analisar os efeitos e impactos do Plano Clima, buscando a correlação entre intervenções e resultados observados. Esta avaliação permitirá um “olhar mais transversal e multissetorial” e a geração de “evidências técnicas, científicas e robustas” para a tomada de decisão.
A Câmara de Assessoramento Científico (CAC) terá um papel importante na elaboração de uma análise científica independente para subsidiar o relatório de avaliação de impacto do governo.
Por último, a estratégia descreve o ciclo de atualização quadrienal, baseado em evidências dos ciclos de monitoramento e avaliação, que busca o aprimoramento e realinhamento estratégico do Plano Clima, considerando outros planos de governo e relatórios internacionais. O objetivo, com esse ciclo, é assegurar uma melhoria contínua da ação governamental a cada quatro anos.
Para a governança do Plano Clima, a Estratégia prevê instâncias permanentes de adaptação e mitigação, além de uma instância permanente de monitoramento e avaliação para facilitar a comunicação entre os envolvidos e sistematizar esses relatórios. Os ministérios setoriais, responsáveis por cada eixo de acompanhamento, são os principais responsáveis pela supervisão de suas ações, metas e indicadores.
Inventário Nacional
Durante a reunião do Subex também foram apresentados os resultados obtidos pelo grupo de trabalho (GT) responsável por propor subsídios técnicos, recomendações, mecanismos e ações para aprimoramento do Inventário Nacional de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa.
O GT foi criado a partir de uma resolução do Subex e funcionou por meio de reuniões temáticas nas quais foram coletadas indicações de aprimoramentos técnicos, institucionais e regulamentares. As reuniões temáticas ocorreram entre novembro de 2024 e maio de 2025, cobrindo os setores de agropecuária, de uso da terra, mudança do uso da terra e florestas (LULUCF), de energia, de processos industriais e uso de produtos (IPPU) e resíduos.
As contribuições coletadas ao longo desse período e por meio de uma oficina interministerial, realizada em agosto, resultaram na sistematização de aproximadamente dez lacunas com encaminhamentos para cada setor, o que proporcionou o desenvolvimento de um Plano de Ação para o Aprimoramento do Inventário.
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Brasil
Governo do Brasil celebra a Pesca Artesanal
Ao celebrar nesta quarta-feira (01) os avanços da Pesca Artesanal, em Brasília, o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reuniu trabalhadores e trabalhadoras de diversas regiões, mestres das comunidades pesqueiras, assim como representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), do Fórum Nacional da Pesca Artesanal (FNPA) e da Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores (CNPA).
“Hoje é um dia de muita alegria pois estou tendo a chance de falar para um grupo tão diverso que representa a pesca artesanal do nosso país, reunindo grandes lideranças aqui. Estamos celebrando a Semana Nacional da Pesca Artesanal, sancionada em maio deste ano, pelo presidente Lula, que percebeu que 1,7 milhão de pescadores precisavam ter mais visibilidade”, ressaltou o ministro Edipo Araujo.
Com apresentações artísticas culturais potiguara e paraense, no evento foram entregues certificados e anunciadas políticas públicas. Foi um momento de reconhecer homens e mulheres que mantêm viva essa tradição e reafirmar o compromisso do governo federal com o fortalecimento da pesca artesanal.
“É muito bom estar em um momento tão importante como este, que celebra a Semana Nacional de Promoção da Pesca Artesanal, e poder ver aqui tantos representantes beneficiados por programas que foram construídos com muito carinho e competência pelos amigos que trabalham na Secretaria Nacional da Pesca Artesanal”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.

- Pesca Artesanal
O edital Culturas Pesqueiras Artesanais do Brasil, realizado em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA), selecionou para premiação 60 projetos culturais, 4 intelectuais da pesca e 50 mestres e mestras. Entre eles, estava Kivia Lima, premiada na categoria “Gastronomia e culturas alimentares vinculadas ao mundo da pesca artesanal”, que relatou estar muito feliz com este reconhecimento “é a realização de um sonho, estar aqui e ver que somos reconhecidas pela nossa dedicação e saber que com este prêmio poderemos ampliar o alcance das nossas oficinas nas aldeias”.
Além das entregas do Programa Jovem Cientista da Pesca Artesanal, Programa Mais Saúde para os Povos das Águas, edital do Fortalecimento Produtivo, Projeto Ângelas Pescadores, Projeto de Assentamento Agroextrativista Pesqueiro (PAE – Pesqueiro), Programa Nacional de Regularização de Embarcações de Pesca (PROPESC), Selo da Pesca Artesanal, Novo Acordo do Rio Doce, também foi realizada a assinatura da portaria que institui o Plano Nacional da Pesca Artesanal.
Valorização dos trabalhadores
A Semana Nacional de Promoção da Pesca Artesanal foi instituída pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva por meio da Lei nº 15.414, de 21 de maio de 2026. A data será celebrada, anualmente, na semana em que recair o dia 29 de junho. A lei visa valorizar o trabalho de pescadores e pescadoras da pesca artesanal no país.
Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
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