Agro
Frango: Alta nos preços do milho e farelo de soja preocupa, mas poder de compra do avicultor segue positivo
O mercado de frango vivo em São Paulo registra um cenário misto em setembro. Apesar do aumento recente nos preços dos principais insumos — milho e farelo de soja —, o poder de compra dos avicultores permanece favorável, segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).
Poder de compra dos avicultores em leve alta
De acordo com o Cepea, o poder de compra dos avicultores paulistas avançou ligeiramente na parcial de setembro. O estudo indica que, mesmo com a pressão dos custos de produção, a valorização do frango vivo contribui para uma situação financeira ainda positiva para os produtores.
Pesquisadores destacam que a alta do frango vivo está relacionada ao tradicional aumento da demanda na primeira metade do mês, período em que a procura pelo produto costuma acelerar.
Milho: demanda firme mantém preços em alta
Embora novas estimativas apontem para um crescimento na produção de milho da safra 2024/25, os preços do cereal seguem em ligeiro avanço. Segundo a Equipe Grãos/Cepea, a demanda interna se mantém firme, enquanto vendedores adotam postura cautelosa, limitando a quantidade disponível no mercado spot nacional.
Farelo de soja: retomada de compras pressiona valores
O farelo de soja também apresenta aumento de preços em algumas regiões, após consumidores retomarem as aquisições do derivado. A equipe do Cepea aponta que os valores do farelo oscilaram ao longo das áreas pesquisadas, refletindo a dinâmica de oferta e demanda.
Cenário geral para o avicultor
Apesar do encarecimento dos insumos, o poder de compra do produtor continua em patamar favorável. Essa combinação — preços ligeiramente mais altos do frango vivo e insumos em valorização moderada — garante um equilíbrio temporário no setor, segundo especialistas do Cepea.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Certificação de cruzamentos Hereford e Braford cresce 80% e impulsiona valorização da pecuária brasileira
A certificação de produtos de cruzamento das raças Hereford e Braford registrou crescimento de aproximadamente 80% no Brasil até abril de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado. O avanço reflete o aumento da procura por animais com genética comprovada e maior valorização da qualidade racial na pecuária de corte.
Os dados são da Associação Brasileira de Hereford e Braford, que aponta expansão consistente da demanda principalmente entre confinamentos da região Centro do país e compradores ligados ao mercado de exportação.
Confinamentos e exportação puxam crescimento da certificação
Segundo a entidade, a procura por animais certificados tem sido impulsionada principalmente pelos confinamentos brasileiros, que buscam maior padronização genética e desempenho produtivo.
O estado de São Paulo aparece entre os destaques na aquisição de fêmeas destinadas à exportação, especialmente para a Turquia.
A certificação funciona como ferramenta oficial de comprovação genética dos animais e agrega maior segurança nas negociações comerciais.
Para receber o documento, o produto de cruzamento precisa apresentar pelo menos 50% de genética Hereford ou Braford, condição validada por meio dos registros dos touros utilizados ou pela documentação referente ao sêmen empregado na inseminação artificial.
Processo de certificação reforça rastreabilidade e segurança comercial
O procedimento inclui visita técnica às propriedades, avaliação dos animais aptos ao enquadramento racial e identificação individual por meio de brinco padrão.
Após a vistoria, as informações são encaminhadas à Associação Brasileira de Hereford e Braford, responsável pela emissão oficial do certificado.
Segundo a entidade, o reconhecimento da origem genética contribui diretamente para:
- valorização dos lotes;
- fortalecimento da rastreabilidade;
- segurança nas negociações;
- diferenciação comercial dos animais.
A certificação também favorece vendas em remates, leilões e negociações diretas, especialmente em mercados mais exigentes quanto à procedência genética.
Benefício fiscal aumenta competitividade dos criadores
Outro fator apontado pela ABHB é o impacto econômico proporcionado pela certificação.
Assim como ocorre com animais registrados, os produtos de cruzamento certificados contam com isenção de ICMS nas operações de venda, benefício que amplia a competitividade dos criadores e agrega valor aos negócios pecuários.
Pecuária valoriza genética comprovada
De acordo com a superintendente de registro genealógico da ABHB, Natacha Lüttjohann, o crescimento acompanha o fortalecimento do mercado pecuário e a maior valorização de animais com origem reconhecida.
“A procura pelos produtos de cruzamento tem aquecido de forma consistente o mercado, refletindo o bom momento da pecuária e a valorização de animais com origem e genética comprovadas”, afirmou.
Segundo ela, a entidade vem ampliando o suporte técnico aos criadores para acompanhar o aumento da demanda por certificação no país.
Criadores podem solicitar certificação diretamente à ABHB
Os produtores interessados podem solicitar a certificação diretamente à associação, mediante apresentação da documentação que comprove a origem genética dos animais.
O atendimento técnico é realizado conforme a demanda das propriedades rurais que buscam o reconhecimento oficial dos produtos de cruzamento Hereford e Braford, mercado que segue em expansão na pecuária brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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