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Enraizamento precoce é estratégia essencial para lavouras mais resilientes

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O desenvolvimento do sistema radicular é um dos principais fatores que influenciam a produtividade agrícola. Plantas com raízes superficiais têm menor capacidade de absorver água e nutrientes, tornando-se mais vulneráveis a estresses bióticos e abióticos, como pragas, doenças e condições climáticas adversas.

Segundo estudo da Embrapa Agrossilvipastoril (2021), cultivos com raízes profundas e ramificadas podem aumentar em até 30% a eficiência no uso da água, um diferencial crucial em períodos de déficit hídrico.

Estratégias para estimular enraizamento desde o início

Práticas que promovem germinação uniforme, bom estande de plantas e desenvolvimento radicular desde a fase inicial são cada vez mais recomendadas para tornar os cultivos mais resistentes às variações climáticas e ao ataque de pragas.

Para apoiar esse processo, a Allterra, empresa do portfólio do fundo gerido pelo Patria, lançou o Bioativador Blade. O produto atua no estabelecimento inicial das plantas — desde a germinação até a formação de plântulas —, promovendo raízes fortes e profundas, capazes de melhorar a adaptabilidade a intempéries de origem biótica e abiótica.

O Bioativador Blade pode ser aplicado via sulco de plantio ou linha de semeadura, na fase de implantação dos cultivos, contribuindo para o equilíbrio biológico do solo e a disponibilidade de nutrientes.

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Raízes fortes: “seguro climático” para a lavoura

“Raízes mais vigorosas exploram um maior volume de solo, garantindo acesso ampliado a água e nutrientes e aumentando a estabilidade da planta em situações de estresse. Esse é um passo essencial para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis”, afirma Walmor Roim, gerente de marketing da Allterra.

Em um contexto de instabilidade climática, com chuvas irregulares e secas prolongadas, o desenvolvimento radicular deixa de ser apenas um diferencial agronômico e se torna uma necessidade estratégica. Raízes bem estruturadas funcionam como um verdadeiro seguro climático, mantendo a atividade da planta mesmo em períodos de estiagem e preservando o potencial produtivo da lavoura.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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