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Ministério da Saúde reforça implantação do SAMU no Oeste Paulista

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O Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Atenção Hospitalar, Domiciliar e de Urgência (DAHU) da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES), em parceria com o Consórcio Intermunicipal do Oeste Paulista (CIOP), avança na implantação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) para os 47 municípios da Região de Saúde RRAS 11, beneficiando mais de 818 mil habitantes. Atualmente, nenhum desses municípios contava com o SAMU, tornando essa implantação um avanço histórico para a região.

Durante reunião no auditório Emílio Ribas, com participação de prefeitos e secretários de saúde municipais, o Ministério e o CIOP apresentaram o plano regional do SAMU, que será validado pelos gestores antes de ser encaminhado à Comissão Intergestores Bipartite (CIB).

Segundo Fernando Figueira, diretor do DAHU, “a implantação do SAMU Regional representa um avanço histórico para o Oeste Paulista, oferecendo equipes treinadas e estrutura adequada para responder rapidamente a situações críticas.”

O plano prevê a instalação da Central de Regulação das Urgências (CRU), bases descentralizadas e a criação de um Núcleo de Educação em Urgência, responsável por capacitar profissionais e orientar a população sobre o uso correto do serviço. Além disso, a implantação segue o Plano de Ação Regional da Rede de Urgência, garantindo a integração das unidades de saúde, definição de fluxos de atendimento e encaminhamento adequado de pacientes graves, de acordo com a capacidade de cada município.

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Figueira ressalta ainda que “o Ministério tem atuado lado a lado com os gestores locais, oferecendo apoio técnico, promovendo capacitações, esclarecendo dúvidas, ajudando a dimensionar as necessidades e avaliar os custos envolvidos. Esse trabalho conjunto reforça a responsabilidade compartilhada entre os entes federativos e assegura que nenhuma região do país fique sem cobertura de um serviço essencial como o SAMU.”

A população poderá perceber melhorias diretas no atendimento: equipes treinadas chegam ao local da ocorrência, estabilizam o paciente e o encaminham de forma segura à unidade mais adequada, aumentando as chances de recuperação, reduzindo riscos de agravamento e salvando vidas.

A parceria entre o Ministério da Saúde e o CIOP evidencia a importância da cooperação federativa para garantir atendimento ágil, eficiente e de qualidade à população do Oeste Paulista. 

Sobre o SAMU 192

O SAMU 192 é parte da Política Nacional de Atenção às Urgências e da Rede Assistencial Pré-Hospitalar Móvel. Atua na busca precoce de vítimas de incidentes clínicos, cirúrgicos, traumáticos ou psiquiátricos, evitando agravamentos, prevenindo sequelas e salvando vidas.

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Para o coordenador do DAHU, “o SAMU é um exemplo claro de como a integração regional da Rede de Urgência e Emergência garante mais eficiência, vidas salvas e cidadania para a população.”

O serviço é gratuito, funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, e é acionado pelo número 192, com envio de equipes capacitadas via Central de Regulação.

Fonte: Ministério da Saúde

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Ministério da Saúde autoriza início das obras de ampliação do Hospital Universitário de Roraima

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O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, e a secretária de Saúde Indígena da pasta, Lucinha Tremembé, assinaram nesta segunda-feira (28) a ordem de serviço para a construção do Bloco C do Hospital Universitário da Universidade Federal de Roraima (HU-UFRR). A obra conta com investimento federal de R$ 70 milhões, com execução pela HU Brasil (Hospitais Universitários Federais).

Primeiro hospital universitário de Roraima, o HU-UFRR terá sua capacidade de atendimento ampliada com a construção do novo bloco, fortalecendo a oferta de atenção especializada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no estado. Atualmente, a unidade conta com 128 leitos, sendo 36 destinados à população indígena.

 “Essa ampliação vai ter mais leitos, mas também vai ter mais capacidade resolutiva. São seis salas cirúrgicas, com capacidade de realizar procedimentos de alta complexidade e leitos de unidade de terapia intensiva para atender casos de maior complexidade, beneficiando a população de Roraima, especialmente os povos indígenas”, destacou Massuda.

Referência no atendimento aos povos indígenas

O HU-UFRR desempenha um papel estratégico no atendimento à população indígena. Entre abril de 2025 e julho de 2026, o hospital registrou 2.056 internações, das quais 572 foram de pacientes indígenas. No atendimento ambulatorial, entre novembro de 2025 e julho de 2026, foram atendidos 2.846 pacientes, sendo 355 indígenas. A unidade recebe pessoas de cerca de 13 etnias, incluindo pacientes provenientes da Guiana e da Venezuela.

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O hospital conta com a Unidade de Retaguarda Hospitalar dos Povos Indígenas, que oferece acolhimento e assistência diferenciados, respeitando as especificidades culturais dessa população. A estrutura inclui leitos redários e espaços destinados às práticas culturais indígenas.

O HU-UFRR também participa de mutirões articulados pela HU Brasil e pelo Ministério da Saúde para atender pacientes encaminhados pelos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) e pelas Casas de Saúde Indígena (CASAIs).

 “O cuidado em saúde indígena precisa considerar as especificidades socioculturais dos povos indígenas. A ampliação do hospital fortalece o acesso à atenção especializada e a possibilidade de oferecer uma assistência equânime, garantindo a qualidade do cuidado, o respeito às necessidades dos povos indígenas e acolhimento culturalmente adequado”, destacou a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé.

Novo tomógrafo

Além da ampliação da estrutura hospitalar, o Ministério da Saúde está adquirindo um novo tomógrafo para o HU-UFRR, com chegada prevista para o primeiro semestre de 2027. O equipamento substituirá o aparelho atual, pertencente ao governo estadual, e reforçará a capacidade de realização de exames de imagem na própria unidade.

CAPS de Pacaraima

Em Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, o secretário-executivo visitou as obras do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) do município. A construção conta com investimento de R$ 2,145 milhões e está com 92% de execução física. A conclusão está prevista para 1º de outubro de 2026.

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Habilitado pelo Ministério da Saúde por meio da Portaria GM/MS nº 4.089, de 28 de maio de 2024, o serviço vai fortalecer a Rede de Atenção Psicossocial em uma região marcada pela intensa circulação de pessoas.

Operação Acolhida

A agenda também incluiu o acompanhamento das ações de saúde da Operação Acolhida, que garantem vacinação e atenção primária à população migrante desde sua chegada ao Brasil.

Por meio do Projeto Saúde nas Fronteiras, executado pela Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), 38 profissionais atuam em Boa Vista e Pacaraima. Desde agosto de 2025, as equipes realizaram 41.925 atendimentos individuais de atenção primária. Também foram registrados 861 teleatendimentos desde outubro de 2025. O investimento previsto no projeto é de R$ 5,66 milhões.

Entre 2023 e agosto de 2026, foram aplicadas mais de 677 mil doses de vacinas em Pacaraima e mais de 54 mil em Boa Vista. O abastecimento das salas de vacinação está regular.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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