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Brasil

MCTI lança pacto para produção de indicadores estaduais de ciência e tecnologia

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou nesta quarta-feira (17), em Brasília (DF), o Pacto Nacional em Favor dos Indicadores Estaduais de Ciência, Tecnologia e Inovação. A iniciativa contará com o investimento de R$ 13,36 milhões, por meio do projeto Ciência de Dados pelo Brasil, e parcerias do Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I (Consecti) e do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap).

A titular do MCTI, Luciana Santos, explicou que a iniciativa vai fortalecer a produção de indicadores de ciência, tecnologia e inovação nos estados e no Distrito Federal e ajudar na tomada de decisões para políticas públicas.

“Desde 1998, o MCTI assumiu a crucial tarefa de elaborar os Indicadores Nacionais de Ciência, Tecnologia e Inovação. Esse esforço, contudo, repercutiu muito pouco na construção de dados subnacionais. O resultado é que, hoje, o Brasil pode se comparar à Suíça, Alemanha, Colômbia ou Portugal, mas o Rio Grande do Norte e o Rio Grande do Sul, por exemplo, encontram dificuldades para entender suas próprias semelhanças e diferenças”, apontou.

O pacto é formado por três iniciativas. O projeto Ciência de Dados pelo Brasil vai aportar mais de R$ 13 milhões em recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). A ideia é investir em bolsas, capacitação e infraestrutura para que cada unidade federativa tenha pelo menos um cientista de dados. A política será operacionalizada pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), que deve lançar o primeiro curso de capacitação para gestores estaduais no próximo semestre.

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O presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, reforçou a importância do investimento. “A Finep se sente honrada em participar da iniciativa. É preciso indicadores para implementar políticas públicas e pensar o País. Essa rede dá a dimensão de articulação que temos e mostra à sociedade o que estamos fazendo em ciência e tecnologia”, afirmou.

No evento, foi assinada pela ministra a portaria que institui a Rede Nacional de Indicadores Estaduais de CT&I. O documento estabelece responsabilidades e a governança da iniciativa, que vai apoiar a elaboração e o uso de indicadores de ciência e tecnologia nos estados e no Distrito Federal.

Também houve a assinatura do protocolo de intenções com o Consecti e o Confap, que retoma as atividades da Rede Nacional de Indicadores Estaduais de CT&I com o intuito de produzir indicadores estaduais baseados em normas internacionais, harmonizar metodologias e assegurar a comparabilidade entre unidades da Federação.

O presidente do Consecti, Silvio Bulhões, secretário estadual de Alagoas (AL), elogiou a padronização dos dados e o diálogo da pasta com os estados e o Distrito Federal. “A ministra tem sido uma grande parceira. Temos sido ouvidos e temos um diálogo aberto com o MCTI”.

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Já o presidente do Confap, Márcio de Araújo Pereira, falou sobre o fortalecimento do Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia. “Essa integração de dados vai dar uma direção para o Brasil pelos próximos anos. A ciência deve estar onde o povo está.”

A ministra concluiu: “Saímos daqui hoje não apenas com documentos assinados, mas com o compromisso renovado de trabalharmos juntos, em rede, por um Brasil mais justo, mais desenvolvido e mais soberano. Do lado da ciência. Do lado do povo brasileiro”.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Ministério da Justiça e Segurança Pública destina R$ 100 milhões para fortalecer atuação da Polícia Federal nas fronteiras

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Nova Lima, 1º/7/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, anunciou nesta quarta-feira (1º) um pacote de R$ 100 milhões em investimentos para fortalecer a atuação da Polícia Federal (PF) no combate ao crime organizado nas fronteiras do País. Os recursos, provenientes do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, serão destinados à estruturação da Coordenadoria-Geral de Fronteiras (CGFRON), além da aquisição de aeronaves, viaturas, equipamentos e da modernização de unidades da corporação.

O anúncio foi feito durante o Encontro de Polícia Judiciária 2026, realizado em Nova Lima (MG), ao lado do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues.

Durante o evento, também foi destacada a importância do Projeto Mitra, sistema avançado de vigilância e reconhecimento facial desenvolvido pela Polícia Federal. Criado inicialmente em Roraima para monitorar fluxos migratórios, o projeto evoluiu para apoiar operações em grandes centros urbanos, integrando tecnologias de georreferenciamento, biometria e inteligência artificial.

“O Projeto Mitra é essencial e reflete o espírito de ação do Brasil no combate ao crime organizado, baseado em inteligência e integração”, afirmou o ministro, acrescentando que vai trabalhar para ampliar os investimentos nessa área.

Os recursos também consolidam a atuação da Coordenadoria-Geral de Fronteiras, criada em dezembro de 2025 para ampliar a capacidade operacional da Polícia Federal nas regiões fronteiriças. Com o investimento, a unidade passa a contar com estrutura para coordenar ações de prevenção e repressão ao crime organizado transnacional.

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Entre as entregas previstas estão as delegacias da Polícia Federal em Cruzeiro do Sul (AC) e Rorainópolis (RR), já concluídas; a unidade de Ponta Porã (MS), em fase de construção; e a delegacia de Corumbá (MS), cuja licitação está em andamento. O pacote contempla ainda um posto avançado de fronteira, dois helicópteros, dois aviões, viaturas, binóculos e outros equipamentos destinados às operações de enfrentamento às organizações criminosas.

O Encontro de Polícia Judiciária 2026 reuniu policiais federais de Minas Gerais, dirigentes das principais áreas estratégicas da instituição e superintendentes regionais de diversos estados para discutir a modernização da atividade de polícia judiciária, o enfrentamento ao crime organizado e os desafios da segurança pública no Brasil.

Projeto Mitra

O banco de dados do Projeto Mitra reúne atualmente 122,8 milhões de registros faciais, integrando 56 bases estaduais e federais e cerca de 100 câmeras distribuídas pelo país. O sistema incorpora módulos como FindFace, Clearview, Facebook Expert, Pimentel Eyes, Abis/PF, PocFacial e GestBio/TSE.

Em junho de 2024, o Mitra possibilitou a prisão, em tempo real, de procurados pela Justiça, incluindo foragidos localizados em rodoviárias e suspeitos mascarados identificados por meio da combinação de dados faciais e digitais.

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Segundo a Polícia Federal, a taxa de falso positivo do sistema é praticamente nula, e a plataforma já figura entre as três maiores do mundo em capacidade tecnológica. A expectativa é incorporar mais 50 milhões de registros faciais nos próximos meses, ampliando ainda mais a capacidade operacional da ferramenta.

Programa Brasil Contra o Crime Organizado

Coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Programa Brasil Contra o Crime Organizado reúne ações voltadas ao enfraquecimento financeiro das organizações criminosas, ao enfrentamento do tráfico de armas, à qualificação da investigação de homicídios e ao fortalecimento da segurança no sistema prisional.

Lançada em maio deste ano, a iniciativa já provocou um prejuízo estimado de R$ 2 bilhões às facções criminosas em decorrência de operações integradas realizadas em todo o país. Até o momento, o programa contabiliza 12.312 prisões, mobilizou 15.793 profissionais de segurança pública e realizou 11 operações nacionais, reforçando a integração entre forças federais, estaduais e municipais no combate ao crime organizado.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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