Paraná
Londrina pode ganhar novos complexos de treinamento de skate e ginástica
Londrina, no Norte do Estado, está próxima de ganhar novos complexos de treinamento e competição de skate e ginástica olímpica, duas modalidades em ascensão nos cenários esportivos brasileiro e internacional. O governador Carlos Massa Ratinho Junior recebeu nesta quarta-feira (17), no Palácio Iguaçu, atletas e representantes das confederações das duas modalidades para conhecer os projetos.
O Paraná é um dos berços da ginástica rítmica brasileira, que faz sua melhor campanha na atualidade. O Brasil encerrou o último Campeonato Mundial de Ginástica Rítmica, que aconteceu em agosto, no Rio de Janeiro, com o melhor desempenho de sua história.
Com duas atletas que representam o Paraná, a Seleção Brasileira levou duas pratas na disputa por equipes. Já na competição individual, a curitibana Bárbara Domingos – a primeira brasileira a disputar uma final olímpica – ficou na 9ª posição, inédita para o País na competição solo.
E Londrina tem participação importante nesta história desde os anos 1970, quando a ginástica começou a se estabelecer na cidade. Ela chegou a ser sede, entre os anos 1990 e 2000, do Centro de Treinamento da Seleção Brasileira de Conjuntos, que atualmente fica em Aracaju (SE).
“O Paraná se orgulha em contar com atletas tão talentosas, que representam tão bem o Brasil no cenário mundial”, disse Ratinho Junior. “Temos diversos programas de incentivo ao esporte e queremos de alguma forma contribuir para revelar cada vez mais talentos nas diversas modalidades esportivas”.
A proposta do Complexo de Treinamento em Londrina é proporcionar infraestrutura necessária para o desenvolvimento da ginástica olímpica, tanto de atletas de alto nível como para a descoberta de novos talentos. O projeto prevê uma infraestrutura moderna, áreas de recuperação e equipamentos de última geração, com a perspectiva também de receber eventos e competições nacionais e internacionais da modalidade.
“O Paraná é o estado com a maior presença na ginástica rítmica hoje, tanto que das 11 pessoas que participaram do Campeonato Mundial, sete são paranaenses, entre atletas e treinadoras. Por isso trabalhamos para trazer um complexo ao Paraná, para trazer de volta uma seleção, porque o Estado é um celeiro de ginastas”, afirmou a presidente da Federação Paranaense de Ginástica, Dayane Camillo, que trabalha há três anos em cima do projeto.
O secretário estadual do Esporte, Helio Wirbiski, destacou que a pasta estuda a implantação do complexo, mas segue investindo nas diversas modalidades esportivas através de programas como o Proesporte e o Geração Olímpica e Paralímpica (GOP).
“O investimento em infraestrutura esportiva dá resultado e forma atletas olímpicos, assim como as políticas públicas que destinam recursos a essa área, como o Proesporte, que recebe investimentos de R$ 25 milhões por ano, e o Geração Olímpica, que é o maior programa estadual de bolsas do Brasil”, disse.
Apesar de ter nascido em Piracicaba (SP), a vice-campeã mundial Nicole Pircio se mudou ainda adolescente para Londrina e representa o Paraná há 10 anos na modalidade.
SKATE – Em 2023, o Complexo Tarumã, em Curitiba, passou a contar com pistas profissionais do Centro Nacional de Treinamento de Skate (CNTSK8). Elas são usadas para o treinamento nas modalidades Park e Street, que estrearam na Olimpíada de Tóquio 2020 e já renderam cinco medalhas para o Brasil, inclusive o bronze do curitibano Augusto Akio em Paris 2024.
A ideia agora é replicar o projeto em Londrina para desenvolver a modalidade também no Interior do Estado. “A gente pede por uma pista de skate específica para o treinamento de alto rendimento, mas que também vai fortalecer a base do esporte, que são os praticantes do dia a dia e os iniciantes. Londrina já tem uma grande história com o skate”, afirmou Akio. “O skate é uma ferramenta de inclusão social e muitas pessoas se encontram na atividade. Ele tem a capacidade de transformar vidas, como transformou a minha”.
PRESENÇAS – Acompanharam o encontro as ginastas Babi Domingos, Mariana Gonçalves (vice-campeã mundial), Julya Cruz (vice-campeã mundial junior), Júlia Kurunczi (campeã panamericana); a treinadora Mayara Ehlke; a vice-presidente do Comitê Técnico da Federação Internacional de Ginástica, Márcia Aversani; o presidente da CBSK e membro do Comitê Internacional do Skate, Carlos Eduardo Dias; e o coordenador do Centro Nacional de Treinamento de Skateboarding, Fernando Johnson.
Fonte: Governo PR
Paraná
Justiça Militar recebe denúncia do Ministério Público do Paraná contra quatro policiais investigados na Operação Rapina por roubo qualificado a caminhoneiro
O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ofereceu denúncia criminal contra quatro policiais militares suspeitos de praticarem roubo qualificado durante o horário de serviço. A ação penal, decorrente da Operação Rapina, foi recebida pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Criminal de Curitiba nesta quinta-feira, 20 de agosto.
Acesse o áudio do Promotor de Justiça Fernando Cubas César
Conforme as investigações, os crimes teriam ocorrido em 26 de setembro de 2025. Os denunciados, que compunham a guarnição de uma viatura policial, abordaram um motorista de caminhão-cegonha no pátio de um posto de combustíveis às margens da rodovia BR-376. Com o emprego ostensivo de arma de fogo e grave ameaça, os policiais teriam obrigado a vítima a conduzir o veículo de carga até um local ermo, restringindo sua liberdade, e subtraíram aparelhos celulares para proveito próprio, sem efetuar qualquer registro ou apreensão formal que conferisse legalidade à ação.
A denúncia imputa aos agentes do Estado a prática de roubo qualificado, crime previsto no artigo 242 do Código Penal Militar. Com o recebimento da ação, a Justiça Militar manteve as medidas cautelares diversas da prisão que já haviam sido fixadas em fevereiro de 2026 contra os investigados. Entre as restrições impostas estão o afastamento das atividades operacionais, a proibição do uso de fardamento e de armamento (seja da corporação ou particular), bem como a suspensão de acessos aos sistemas de investigação policial. Os réus também estão proibidos de se ausentarem da comarca sem prévia autorização judicial e têm a obrigação de comparecer a todos os atos processuais.
Além da condenação na esfera penal militar, o Ministério Público requereu que seja fixado um valor mínimo de R$ 50 mil a título de indenização por danos morais em favor da vítima. O Gaeco solicitou ainda o compartilhamento do procedimento investigatório com a Corregedoria da Polícia Militar do Estado do Paraná, para viabilizar a apuração administrativa dos fatos e a investigação de eventuais outros crimes identificados no curso do processo.
Processo 0016498-43.2025.8.16.0013
Notícia anterior:
26/02/2026 – Gaeco cumpre quatro mandados de busca e apreensão em Curitiba e Joinville em operação que apura o envolvimento de policiais militares em subtração de carga
Assessoria de Comunicação
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(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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