Educação
Caravana Pé-de-Meia atende 1.400 estudantes em Roraima
A Caravana Técnico-Pedagógica do Pé-de-Meia em Roraima, realizada entre 8 e 11 de setembro, na capital do estado, Boa Vista, atendeu 1.400 estudantes e 300 famílias. A ação do Ministério da Educação (MEC) busca tirar dúvidas dos estudantes sobre o programa Pé-de-Meia e suas regras, coletar propostas para melhorias e promover sua escuta ativa. Durante a abertura das atividades para a comunidade escolar na quarta-feira (10), o ministro da Educação, Camilo Santana, participou de aulão para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e conversou com estudantes.
O estudante João Élio é um dos 14 mil estudantes do ensino médio de Roraima beneficiados pelo programa que participaram do evento. “Estou na caravana porque é muito importante para os jovens de todo o Brasil receberem esse incentivo de R$ 200 para não largar a escola, porque muitos têm que trabalhar no horário da escola e trocam a escola pelo trabalho. Acho muito importante esse programa do governo para incentivar os jovens”, defendeu.
A programação também incluiu atividades em diferentes locais, como a sede da Secretaria Estadual de Educação (SEED/RR); as escolas indígenas nas Terras Indígenas do Araçá e Sucuba; o Campus Amajari do Instituto Federal de Roraima (IFRR); e o Parque Anauá.
A caravana oferta capacitação e apoio técnico para os agentes do programa que atuam nas secretarias de educação e na Rede Nacional de Implementação do Programa Pé-de-Meia (Renapem), contribuindo para que a política seja colocada em prática, com qualidade e participação, em todo o país.
A iniciativa também oferece formação para gestores escolares sobre os protocolos de alertas preventivos contra o risco de evasão escolar e as ações para a melhoria do aprendizado, de forma a proteger as trajetórias escolares dos estudantes do ensino médio. Ao longo dos quatro dias, mais de 150 gestores escolares e cerca de 20 técnicos da SEED/RR passaram pelas formações do programa.
Marisa Costa, diretora de Incentivo a Estudantes da Educação Básica do MEC, acredita que as caravanas são uma iniciativa que aproxima o ministério das redes de ensino, dos estudantes e de suas famílias. Durante o atendimento nas escolas, parceiros do MEC na execução do programa prestaram serviços de tira-dúvidas e solução de problemas. “Em Roraima, realizamos diversas ações formativas e de governança para fortalecer o aspecto educacional do programa. Também fizemos atendimentos abertos à comunidade escolar, focalizados nos estudantes, para identificar quais são as suas pendências no Pé-de-Meia e podermos atuar em conjunto com nossos parceiros: Receita Federal, Caixa Econômica Federal e Cadastro Único”, explica.
Outras instâncias públicas ofertaram atendimento para a promoção da cidadania, como o Ministério da Igualdade Racial (MIR) e a Secretaria Nacional de Juventude (SNJ), que apresentaram políticas voltadas para os jovens, como o programa Juventude Negra Viva, além de efetuarem a emissão da ID Jovem.
O MEC deu início à iniciativa no final de julho, em Salvador (BA). As caravanas percorrerão as cinco regiões do Brasil nos próximos meses para conversar com profissionais das redes de ensino, gestores escolares e estudantes que recebem a poupança do ensino médio.
Pé-de-Meia – Instituído pela Lei nº 14.818/2024, o Pé-de-Meia é um programa de incentivo financeiro-educacional na modalidade de poupança, destinado a promover a permanência e a conclusão escolar de estudantes matriculados no ensino médio público. Seu objetivo é democratizar o acesso à educação e reduzir a desigualdade social entre os jovens, estimulando a mobilidade social. Os estados, os municípios e o Distrito Federal prestam as informações necessárias à execução do incentivo, possibilitando o seu acesso aos estudantes matriculados nas respectivas redes de ensino.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)
Fonte: Ministério da Educação
Educação
Com nota do Enem, Fies e Prouni democratizam acesso à graduação
Para garantir que cada vez mais jovens brasileiros tenham acesso à educação superior, o Ministério da Educação (MEC) criou o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Ambos utilizam as notas do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), cujas inscrições se encerram na sexta-feira, 12 de junho, para oferecer bolsas de estudos e vagas para financiamento estudantil em instituições de ensino superior. As bolsas do Prouni são de dois tipos: aquelas que cobrem totalmente o valor da mensalidade e as que cobrem 50% da mensalidade. Já com o Fies, as condições de financiamento beneficiam os estudantes, especialmente aqueles que comprovem possuir renda familiar mais baixa. Com isso, esses programas têm conseguido ampliar o acesso à educação superior no Brasil.
O Enem é a principal porta de entrada para o ensino superior. Para participar, os interessados devem fazer a inscrição na Página do Participante. As provas serão aplicadas nos dias 8 e 15 de novembro em todos os estados da federação.
Prouni – O programa foi concebido em 2004 para oferecer bolsas de estudos em instituições privadas de ensino superior. Os estudantes são beneficiados com bolsas integrais, que cobrem 100% dos valores das mensalidades, e parciais, de 50% do valor da mensalidade do curso. Duas vezes por ano, o Prouni abre inscrições para selecionar estudantes com base nas notas obtidas em uma das duas edições mais recentes do Enem.
Para participar, é necessário ter nota média superior a 450 pontos e ter tirado acima de zero na redação. As inscrições para a edição do segundo semestre de 2026 serão abertas em julho. Pode participar quem realizou o Enem em 2024 e/ou 2025 e não tenha diploma de nível superior. Para obter a bolsa, é exigida de quem for pré-selecionado a comprovação de renda média familiar de um salário mínimo e meio para as bolsas integrais e três salários mínimos para parciais de 50%.
Os critérios de classificação e a ordem deles devem ser observados, como ter cursado o ensino médio em escola pública ou ter sido bolsista em escola particular, entre outros.
O Prouni não oferece apenas uma bolsa de estudos, ele transforma vidas, amplia horizontes e cria oportunidades para pessoas que sonham em ter uma formação de qualidade.” Jéssica Rodrigues, cirurgiã-dentista, ex-prounista
Nos mais de 20 anos desde a criação, a política já beneficiou mais de 3,7 milhões de pessoas, com destaque para mulheres e pessoas negras. A edição do primeiro semestre de 2026 registrou o recorde na oferta de bolsas com mais de 594,5 mil oportunidades entre integrais e parciais.
Uma das pessoas que teve sua vida transformada foi Jéssica Rodrigues, de 30 anos, que se formou em odontologia com a ajuda do programa. Ela conta que a família não conseguiria custear o curso. “Em fevereiro deste ano, concluí minha graduação e me tornei cirurgiã-dentista, uma conquista que representa anos de dedicação, perseverança e esperança. O Prouni não oferece apenas uma bolsa de estudos, ele transforma vidas, amplia horizontes e cria oportunidades para pessoas que sonham em ter uma formação de qualidade”, afirma.
Fies – O Fundo de Financiamento Estudantil foi criado em 2001 para conceder financiamento para cursos superiores em instituições privadas que tenham avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).
Sara da Rocha, de 21 anos, está realizando o sonho de cursar medicina por meio do Fies. “Optei por usar minha nota do Enem para começar o curso pelo programa. Fui bastante influenciada tanto pelos relatos positivos de amigos que já participavam do Fies, quanto pelos conselhos dos professores do pré-vestibular. O programa tem grande potencial e, sem ele, vários estudantes, que se tornaram ótimos profissionais, teriam desistido do ensino superior”, diz.
Anualmente, o Fies realiza dois processos seletivos regulares, sendo um para o primeiro semestre e outro para o segundo, além de etapas para o preenchimento de vagas remanescentes. Podem participar aqueles que fizeram pelo menos uma edição do Enem desde 2010 e que tiveram média superior a 450, sem zerar a redação, e que tenham renda familiar mensal bruta de até três salários mínimos por pessoa.
São reservadas vagas para pretos, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência, em proporção à população desses grupos em cada estado, conforme Censo do IBGE. Em 2024, o MEC também passou a desenvolver o Fies Social, destinado ao atendimento das necessidades de estudantes de baixa renda, reforçando o papel social do financiamento estudantil. Com isso, a pasta reserva 50% das vagas em todos os processos seletivos e concede até 100% de financiamento para os estudantes inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) que possuam renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo.
O programa tem grande potencial e, sem ele, vários estudantes, que se tornaram ótimos profissionais, teriam desistido do ensino superior.” Sara da Rocha, estudante de medicina pelo Fies
Enem – Instituído em 1998, o exame surgiu como uma forma de avaliar o desempenho escolar dos estudantes concluintes do ensino médio. No entanto, a partir de 2009, ele assumiu o papel de principal porta de entrada na educação superior, com suas notas podendo ser utilizadas para o Prouni, o Fies e o Sistema de Seleção Unificada (Sisu).
Instituições de ensino públicas e privadas também utilizam o Enem para selecionar estudantes, como critério único ou complementar de seleção. Os resultados individuais do Enem podem, ainda, ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que possuem convênio com o Inep para aceitar as notas do exame. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)
Fonte: Ministério da Educação
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