Paraná
Créditos de Biodiversidade: edital para inscrição de RPPNs vai até 1º de outubro
Na vanguarda entre os governos subnacionais, o Paraná conta com uma Política Estadual de Créditos de Biodiversidade desde outubro do ano passado. A estratégia visa ampliar o financiamento voltado para a preservação da natureza e tem despertado interesse do mundo todo nos últimos anos.
O primeiro edital de chamamento público, lançado em julho pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest) em parceria com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), está com inscrições abertas e prevê a negociação de R$ 2 milhões em créditos paranaenses de biodiversidade.
Os proprietários de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) têm até 1° de outubro para cadastrar o projeto. A lista final dos selecionados será publicada em 8 de dezembro. Para mais informações acesse AQUI.
“Esse é um projeto-piloto, com duração de dois anos e custeado pelo Governo do Estado, a base para fazer com que essa política tão importante avance no Paraná. Criamos um modelo paranaense de geração de incentivos financeiros por meio de serviços ambientais prestados à preservação, conservação e à restauração ambiental”, destaca a coordenadora de Patrimônio Natural e Educação Ambiental da Sedest e uma das idealizadoras do projeto, Nara Lucia da Silva.
Basicamente, os chamados créditos de biodiversidade são certificados que representam um saldo líquido positivo na conservação e restauração do meio ambiente, gerados a partir de projetos que protegem ou aumentam áreas naturais. Funcionam como um incentivo financeiro para que proprietários de terras e empresas valorizem os serviços ecossistêmicos, permitindo a venda desses créditos para outras companhias que queiram demonstrar compromisso com a preservação ambiental.
No modelo Paraná, 20 propriedades passarão por um processo de seleção, capacitando esses pontos para geração dos créditos de biodiversidade, que serão vendidos exclusivamente ao BRDE. As RPPNs escolhidas passarão por um diagnóstico, seguido da elaboração de um plano de ação. O crédito será gerado a partir dessa avaliação, que deverá ser realizada por uma entidade independente.
Os certificados gerados e validados serão vendidos a preço fixo. O pagamento será feito em duas etapas: a primeira, após a classificação inicial, e a segunda, ao final do segundo ano do projeto. Cada crédito será adquirido inicialmente por R$ 25, valor pago após a certificação do primeiro ano. Caso, ao final do segundo ano, se confirme a execução integral do plano de ação, o preço sobe para R$ 37,50 por crédito. O valor máximo por propriedade é de R$ 40 mil no primeiro ano, podendo chegar a R$ 60 mil no segundo, desde que os compromissos de melhoria ambiental sejam plenamente cumpridos.
“A metodologia realizada para a emissão desses créditos deve levar em conta diversos fatores, como a integridade da área e até o bioma que ela abriga. Por exemplo: uma área crítica para a preservação tem um impacto na quantidade de créditos gerados”, explica o agente profissional da Sedest e membro do comitê técnico do projeto-piloto, Tiago Henrique Palheta Nery da Silva.
INVESTIMENTO EM PRESERVAÇÃO – Nara Lucia da Silva ressalta que os créditos de biodiversidade permitem o cumprimento de compromissos ambientais por instituições que necessitam compensar seus impactos. Segundo ela, a implementação dessa política pública fortalece as políticas ambientais, contribui para o atendimento a acordos nacionais e internacionais e, ao mesmo tempo, gera incentivos econômicos aos proprietários de RPPNs.
“A iniciativa demonstra, de forma mensurável, os investimentos em conservação e o cumprimento dos compromissos ambientais assumidos pelo Estado perante a sociedade”, diz a coordenadora.
Fonte: Governo PR
Paraná
Alunos paranaenses do ensino médio participam da Genius Olympiad, nos EUA
As estudantes Beatriz Maria Ferreira dos Santos e Fernanda Graciele Jank, ambas de 17 anos, do Colégio Estadual Jardim Porto Alegre – Ensino Integral, em Toledo, embarcaram neste fim de semana para os Estados Unidos, onde participam da Genius Olympiad, uma das maiores feiras de ciências do mundo. A competição tem início nesta segunda-feira (08) e segue até 12 de junho.
A conquista é resultado do comprometimento das estudantes e do trabalho desenvolvido no colégio. No período destinado às atividades complementares do ensino integral, Beatriz e Fernanda desenvolvem pesquisas voltadas a desafios ambientais e agrícolas. As alunas estão acompanhadas pela técnica pedagógica do Integral, professora Ingrid Kautzmann.
Para o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, além de ampliar a permanência dos estudantes na escola, a Educação em Tempo Integral oferece oportunidades para aprofundar conhecimentos e desenvolver atividades que fazem diferença na formação acadêmica.
“A participação das estudantes em uma das maiores feiras de ciências do mundo reforça o reconhecimento do sucesso do Programa Paraná Integral e do trabalho inovador desenvolvido nas escolas estaduais”, afirma o secretário.
Beatriz investiga o uso de extratos vegetais para acelerar a germinação e o enraizamento de orquídeas cultivadas in vitro. A pesquisa busca ampliar a reprodução dessas plantas, cujo desenvolvimento é considerado lento e complexo, já que poucas sementes conseguem germinar naturalmente e a primeira floração pode levar de três a dez anos.
Já Fernanda desenvolveu uma pesquisa voltada ao controle biológico de pragas que afetam os bananais. Segundo a estudante, os extratos vegetais analisados apresentaram resultados mais acessíveis e menos agressivos ao meio ambiente e à saúde humana em comparação aos agroquímicos convencionais.
INTERCÂMBIO CULTURAL – A Genius Olympiad é uma competição internacional voltada a estudantes do Ensino Médio, com foco em questões ambientais e sustentabilidade. Realizada anualmente em Nova York, a feira reúne jovens de mais de 70 países para apresentar soluções inovadoras.
Além da premiação, com medalhas e reconhecimento internacional, o evento também é um espaço de intercâmbio cultural, permitindo que os participantes compartilhem experiências e debatam temas relacionados às mudanças climáticas e aos desafios do futuro.
Fonte: Governo PR
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