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Temporada França-Brasil 2025 chega ao Museu Paranaense com programação gratuita

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No dia 18 de setembro, às 19h, o Museu Paranaense recebe a Temporada França-Brasil 2025, com entrada gratuita. A programação multidisciplinar reúne roda de conversa, exposição e apresentação musical, destacando a diversidade das relações entre Brasil e França e seus profundos vínculos históricos com o continente africano.

Intitulado “Coisas vivas”, o evento inicia com uma mesa de conversa que explora as relações entre ecologia e estruturas sociorraciais e reúne olhares múltiplos: o de Maya Mihindou, artista e jornalista franco-gabonesa cuja trajetória transita entre artes visuais e ativismo; o de Blick Bassy, músico camaronês que articula sua prática artística a uma forte dimensão política; e o de Diambe, artista não binárie, que explora diferentes suportes e materiais em suas criações. A mediação será de Renato Menezes, curador da Pinacoteca de São Paulo.

A noite prossegue com a apresentação musical de Blick Bassy, que resgata a língua nativa bàsàa em suas composições, interseccionando ancestralidade, ativismo e sonoridades transatlânticas. Em seguida, será inaugurada a exposição “Coisas vivas”, que permanece em cartaz até 26 de outubro.

A mostra reúne obras de Ayrson Heráclito, artista que percorre diversas linguagens e investiga as conexões entre o continente africano e as diásporas negras nas Américas, e de Diambe, cujo trabalho incorpora matérias vivas – tecidos, raízes alimentares amefricanas, gravuras e coreografias – em experimentações que aproximam arquiteturas e movimentos espontâneos.

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A exposição traz perspectivas afrodiaspóricas que desafiam paradigmas ocidentais dominantes. Segundo o curador Renato Menezes, os trabalhos de Ayrson e Diambe se entrecruzam, operando “tanto na chave da crítica à economia simbólica do colonialismo quanto na chave da proposição de uma alternativa no trato das coisas vivas baseado no cuidado e na cura”.

Para a diretora do Museu Paranaense, Gabriela Bettega, receber a temporada é um marco importante. “O evento reforça o propósito do MUPA de se consolidar como um espaço de relações, aberto à negociação de diferenças e à circulação de múltiplas vozes e perspectivas. É significativo que esse diálogo internacional aconteça aqui, aproximando pessoas de diferentes lugares, práticas e tradições, que nos interconectam a temporalidades distintas, convidando-nos a refletir sobre o passado, questionar o presente e imaginar futuros possíveis”.

Realizado em parceria com Agir pour le Vivant, Institut Français e Aliança Francesa, e com a cortesia pelo empréstimo das obras em mostra da Galeria Simões de Assis, o evento propõe articular práticas artísticas a partir de perspectivas antirracistas e emancipatórias, convidando o público a imaginar novas alianças e solidariedades por meio da arte, da memória e da escuta.

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TEMPORADA FRANÇA-BRASIL 2025 – A Temporada França-Brasil 2025 celebra os 200 anos de relações bilaterais entre os países. Estruturada em torno de três grandes eixos – Clima e transição ecológica; Diversidade das sociedades e diálogo com a África; Democracia e Estado de Direito –, a iniciativa ocorre de abril a setembro de 2025 na França e de agosto a dezembro de no Brasil.

Além de fortalecer os laços culturais, a Temporada também busca dinamizar a cooperação em áreas como economia, pesquisa, educação e esporte, com atenção especial à juventude e aos intercâmbios profissionais.

Serviço:

Abertura | “Coisas vivas” – Temporada França-Brasil no MUPA

Data: quinta-feira, 18 de setembro, às 19h

Local: Museu Paranaense

Rua Kellers, 289, São Francisco – Curitiba

Entrada gratuita. Classificação indicativa: 14 anos

Saiba mais em: www.museuparanaense.pr.gov.br / Instagram @museuparanaense

Fonte: Governo PR

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Equipes do Brasil atuam contra o tempo para localizar sobreviventes na Venezuela

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Os integrantes do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) que fazem parte da equipe brasileira de busca e resgate seguem atuando contra o tempo para localizar sobreviventes sob os escombros deixados pelo terremoto que atingiu a Venezuela na última quarta-feira (24). Na região de La Guaira, no litoral venezuelano, os bombeiros trabalham em turnos operacionais de 12 horas, com paradas apenas para hidratação devido ao calor intenso, concentrando esforços na localização de vítimas que ainda possam estar vivas em estruturas colapsadas.

Desde a chegada ao país, na noite de sexta-feira (27), a missão brasileira – coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil, por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) – atua em uma das áreas mais afetadas pelo desastre. As equipes realizam o reconhecimento das edificações atingidas, avaliam a estabilidade das estruturas e empregam cães de busca e equipamentos especializados para localizar e sinalizar possíveis vítimas sob os escombros, orientando as operações de resgate.

O DESAFIO DAS BUSCAS – Mesmo cinco dias após o terremoto, ainda existe a possibilidade de encontrar sobreviventes. De acordo com o CBMPR, o desabamento de edificações pode formar os chamados “espaços vitais” — pequenos vazios criados entre lajes, vigas e outros elementos estruturais que permitem a sobrevivência de pessoas soterradas. Nesses casos, vítimas com poucos ferimentos podem permanecer vivas por vários dias, desde que consigam respirar, embora o risco aumente com o passar do tempo em razão da desidratação e do esgotamento físico.

Por isso, as equipes concentram os esforços no emprego de cães de busca e de equipamentos especializados capazes de localizar vítimas que permanecem em áreas profundas das estruturas colapsadas. Segundo o líder da equipe paranaense na missão, tenente-coronel Ícaro Gabriel Greinert, as vítimas de mais fácil localização já foram resgatadas pelas equipes venezuelanas nos primeiros dias após o desastre e, agora, o trabalho das equipes internacionais é muito mais técnico e demorado.

“As vítimas superficiais normalmente já foram retiradas pelas equipes locais. Nós entramos em uma fase de busca técnica no interior das edificações colapsadas. São manobras demoradas, prédio por prédio, utilizando cães e equipamentos especializados para localizar pessoas que possam estar em espaços vitais sob os escombros”, explica.

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Além da complexidade das buscas, os bombeiros também enfrentam riscos constantes durante a operação. Antes de entrar nas estruturas colapsadas, as equipes precisam estabilizar e escorar os escombros para reduzir o risco de novos desabamentos, permanecendo atentas à ocorrência de tremores secundários.

“Hoje tivemos um tremor secundário de magnitude 5,1 que conseguimos sentir durante a operação. Quando você está no interior dos escombros, qualquer movimentação pode provocar um novo colapso sobre os bombeiros. Por isso trabalhamos sempre com escoramentos e protocolos rigorosos de segurança”, afirma o bombeiro.

CENÁRIO DE DESTRUIÇÃO – A área mais atingida pelo terremoto se estende por aproximadamente 60 km entre Caracas e o litoral venezuelano. Segundo o tenente-coronel Gabriel Greinert, em alguns pontos da região turística de La Guaira há edifícios de 10 a 15 pavimentos completamente destruídos, tornando a operação ainda mais complexa.

Atualmente, cerca de 30 equipes internacionais participam das operações de busca e resgate, organizadas em diferentes setores de atuação, e a força-tarefa brasileira esteve entre as primeiras a chegar ao país para reforçar os trabalhos.

“O deslocamento aqui é muito difícil por causa dos escombros. Levamos mais de uma hora para percorrer poucos quilômetros. Não há energia elétrica na região, existe dificuldade para conseguir combustível e praticamente todas as famílias foram afetadas. As pessoas estão dormindo nas ruas porque muitas casas desabaram ou ficaram comprometidas. É um sentimento de muita tristeza, mas também de gratidão entre aqueles que conseguiram sobreviver”, relata o oficial.

Segundo ele, apesar da atuação das equipes locais desde os primeiros momentos após o terremoto, o cenário ainda é de grande impacto humanitário. “Todos perderam alguém, seja um familiar, um amigo ou um conhecido. Ainda há um grande trabalho sendo realizado pelas autoridades locais para atendimento às vítimas e apoio à população”, afirma.

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PLANEJAMENTO OPERACIONAL – A missão brasileira foi mobilizada para permanecer na Venezuela por até 15 dias. O planejamento prevê que os dez primeiros sejam dedicados às buscas por sobreviventes em estruturas colapsadas. A partir desse período, conforme a evolução do cenário, as equipes poderão passar a atuar em ações de apoio humanitário à população afetada.

MISSÃO BRASILEIRA – A mobilização teve início poucas horas após o terremoto que atingiu a Venezuela. O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná enviou dez bombeiros militares, dois cães de busca e cerca de quatro toneladas de equipamentos especializados. Eles se reuniram aos demais integrantes da missão brasileira em São Paulo, de onde decolaram para o país afetado em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB). Ao todo, 44 brasileiros embarcaram na missão, incluindo bombeiros, equipes de apoio da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e profissionais da área da saúde.

Os bombeiros paranaenses integram a BRA-01, equipe brasileira especializada em Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas (BREC), formada pelos Corpos de Bombeiros Militares do Paraná, São Paulo e Minas Gerais e em processo de certificação internacional junto ao Grupo Consultivo Internacional de Busca e Resgate (Insarag), vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU).

A participação do Paraná na equipe brasileira é resultado de um processo de preparação iniciado com a criação da Força-Tarefa de Resposta a Desastres do CBMPR, em 2017. Nos últimos anos, bombeiros paranaenses participaram de exercícios e intercâmbios técnicos com o Exército Brasileiro e corporações estrangeiras, incluindo atividades de certificação na Austrália e de observação de protocolos internacionais em Singapura.

“Essa atuação na Venezuela demonstra que o investimento contínuo na nossa força-tarefa colocou o Paraná entre as corporações brasileiras preparadas para integrar o BRA-01 e atuar em operações internacionais de alta complexidade. Esse é o resultado de anos de treinamento, aperfeiçoamento técnico e integração com os padrões internacionais de busca e resgate”, afirma o comandante-geral do CBMPR, coronel Antonio Geraldo Hiller Lino.

Fonte: Governo PR

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