Paraná
Estado e Fazenda Rio Grande firmam convênio de R$ 96 milhões para viadutos na BR-116
O governador Carlos Massa Ratinho Junior e o secretário das Cidades, Guto Silva, assinaram nesta quinta-feira (11) o convênio com a prefeitura de Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, para a construção de dois viadutos sobre a BR-116. As obras vão resolver um gargalo histórico na região, dando mais agilidade ao trânsito e melhorando a mobilidade no trecho.
O convênio prevê que o Estado repasse R$ 89 milhões para o município executar a obra. O restante do investimento, de cerca de R$ 7 milhões, será aportado pela prefeitura de Fazenda Rio Grande como contrapartida. Com a autorização de licitação, o município agora prepara a documentação para publicar o edital para execução da obra.
“Essa é uma obra muito importante para Fazenda Rio Grande, uma cidade que cresce muito, passa de 150 mil habitantes, tem um parque industrial muito forte, mas que hoje está dividida ao meio pela rodovia. Estes viadutos vão unir a cidade, conectar bairros e dar mais segurança a todos que utilizam o trecho”, afirmou o governador Ratinho Junior.
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A obra vai contar com um viaduto na altura do km 125,5, interligando a Avenida das Américas à Rua Nelson Claudino dos Santos, e outro na altura do km 126,3, ligando a rua Carlos Eduardo Nichele à Rua Jatobá. O investimento também contempla as alças de acesso, sistema de drenagem, calçamento e paisagismo nos dois trechos.
Os viadutos substituirão semáforos, que atualmente fazem com que o trânsito entre os bairros Pinheiros e Eucalipto fique mais lento para os motoristas que trafegam na área urbana da BR-116 em Fazenda Rio Grande e em toda a região sul da Região Metropolitana de Curitiba.
“Fazenda Rio Grande cresceu e a BR-116 passou a fazer parte da cidade. Esta obra vai ajudar no fluxo dos moradores e fazer com que eles percam menos tempo trânsito, ganhando tempo para aproveitar com a família ou trabalhar. É uma obra que dá qualidade de vida às pessoas”, disse o secretário de Cidades, Guto Silva. Ele foi responsável pela contratação do projeto quando estava na Secretaria do Planejamento.
O investimento deve beneficiar mais de 100 mil pessoas de toda a Região Metropolitana de Curitiba que passam diariamente pelo trecho. Fazenda Rio Grande, em especial, é o município que mais cresceu nos últimos anos no Paraná, de acordo com dados do Censo. A ideia é dar uma estrutura viária adequada à cidade, acompanhando seu crescimento populacional.
“Esta é a obra mais importante da história da cidade, permitindo que as pessoas possam atravessar a cidade com mais agilidade e segurança. Nossa expectativa é que em cerca de dois anos ela esteja concluída, dando mais eficiência ao trânsito e salvando vidas”, afirmou o prefeito de Fazenda Rio Grande, Marco Marcondes.
O Governo do Estado também liberou R$ 48 milhões para obras de pavimentação urbana em Fazenda Rio Grande pelo Asfalto Novo, Vida Nova. Os recursos serão usados para asfaltar mais de 13 quilômetros de ruas na cidade.
REGIÃO METROPOLITANA – A Região Metropolitana de Curitiba tem uma série de obras de infraestrutura em andamento ou planejadas, com a execução do maior pacote de obras para a região dos últimos 30 anos. Entre as intervenções já em andamento estão a duplicação em concreto da ligação entre Mandirituba e São José dos Pinhais, que chegou a 25% de execução em agosto, a pavimentação do acesso a Doutor Ulysses e a ampliação da Rodovia dos Minérios em direção a Rio Branco do Sul.
No conjunto de obras incluídas nas concessões rodoviárias, já estão em execução a duplicação do Contorno Norte de Curitiba (PR-418) e o início dos trabalhos na PR-423, entre Araucária e Campo Largo. Somadas, essas intervenções ampliarão a segurança e a fluidez em importantes corredores logísticos da RMC, desafogando as BRs-277 e 376, que concentram grande parte do tráfego da região.
A concessionária Via Araucária, responsável pelo lote, prevê investimentos superiores a R$ 170 milhões nos próximos três anos somente no Contorno Norte, com a entrega de sete novos viadutos até 2027.
Outros projetos já estão contratados ou em fase de licitação e vão se somar ao pacote de obras estruturantes. Entre eles estão o Novo Contorno Sul de Curitiba, que ligará Araucária à BR-116 com pista em concreto, viadutos e ciclovia, a nova etapa de duplicação da Rodovia da Uva, duas trincheiras na Linha Verde em Curitiba e alças de acesso na BR-116, em Fazenda Rio Grande. Também está prevista a pavimentação da Estrada Antônio Fiorese, conectando Rio Branco do Sul a Colombo.
PRESENÇAS – Também estiveram presentes no evento o vice-governador Darci Piana, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Alexandre Curi; o chefe da Casa Militar, coronel Marcos Tordoro; o diretor-presidente da Amep, Gilson Santos; o deputado federal Toninho Wandscheer; os deputados estaduais Alisson Wandscheer, Marcia Huçulak, Paulo Gomes, Fábio Oliveira e Gilberto Ribeiro; e demais autoridades.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público do Paraná requer a suspensão da comercialização de lotes e a regularização integral de loteamento da década de 1990 em Quatro Barras
O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, ajuizou ação civil pública para garantir a regularização urbanística e ambiental integral do Loteamento Bosque Merhy. A ação pede, em caráter de urgência, a suspensão da venda de qualquer lote, bem como da cobrança e do recebimento de valores referentes a lotes eventualmente já comercializados, e busca a reparação de danos materiais e morais coletivos.
Áudio do Promotor de Justiça André Luiz de Araújo
São réus os dois loteadores do empreendimento e o Município de Quatro Barras, este último por suposta omissão no dever de fiscalizar. Registrado em 1995, com 133 lotes distribuídos em uma área de 561.076 m², o loteamento situa-se em região de manancial, integralmente inserida na Área de Proteção Ambiental (APA) do Iraí.
Problemas históricos – De acordo com a investigação do MPPR, o loteamento nunca foi integralmente concluído. Segundo relatórios técnicos, os loteadores não implantaram a infraestrutura básica que lhes cabia. As redes de água e esgoto foram executadas tardia e parcialmente pela Sanepar; a energia elétrica e a iluminação pública foram implantadas, de forma gradual, pela Copel. Em ambos os casos, os custos foram repassados ao Município e aos próprios moradores. Permanecem pendentes a drenagem pluvial, a pavimentação e a abertura integral das vias projetadas. Há, ainda, indícios de que áreas que deveriam permanecer preservadas, como um lago e um bosque protegido, teriam sido repassadas ao Município no lugar de áreas úteis à população, para simular o cumprimento do percentual mínimo de áreas públicas.
O histórico do empreendimento também registra intervenções recentes objeto de autuação ambiental. Em 2020, a retomada de obras em Área de Preservação Permanente (APP) foi autuada e embargada pelo Instituto Água e Terra (IAT), inclusive por descumprimento de embargo que remontava a 2001, o que resultou em multa de R$ 200 mil. Mais recentemente, vistoria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em maio de 2026, apontou indícios de nova supressão de vegetação em APP, em aparente descumprimento do embargo. A extensão exata e o volume dos danos ambientais ainda dependem de perícia judicial.
Pedidos urgentes – Diante da gravidade da situação, o Ministério Público formulou pedidos liminares, em caráter de urgência, requerendo ao Judiciário a imediata paralisação de qualquer obra e de qualquer supressão de vegetação na área, com o apoio da Polícia Militar Ambiental (Força Verde) na fiscalização. Também foram requeridas a indisponibilidade de bens dos loteadores, no valor mínimo de R$ 2 milhões, para assegurar as obras de regularização, o ressarcimento ao erário e a reparação dos adquirentes prejudicados, e a determinação para que o Município adote as medidas necessárias para fazer cessar e remover as irregularidades apontadas.
No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FEID).
No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos.
Processo 0001353-95.2026.8.16.0211
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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