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Em Espigão Alto do Iguaçu, Ministério Público do Paraná denuncia por maus-tratos homem acusado de matar três filhotes e tentar ferir outros cães

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Em Quedas do Iguaçu, no Centro Sul do estado, o Ministério Público do Paraná denunciou por maus-tratos um homem que teria matado três filhotes de cachorro com extrema crueldade e tentado agredir outros animais da ninhada. O caso ocorreu em Espigão Alto do Iguaçu, município que integra a comarca, e o denunciado, que teve a prisão decretada logo após os atos, segue detido.

Áudio da promotora de Justiça Mariana Pinheiro Souza

Segundo a denúncia oferecida pela 1ª Promotoria de Justiça de Quedas do Iguaçu, no final da tarde do dia 25 de agosto, no Centro da cidade, o denunciado “praticou atos de maus-tratos contra animais domesticados, ocasionando a morte de três filhotes de cachorro”. A denúncia detalha que o homem colocou os animais num tanque e passou a atirar pedras e tijolos contra os cães. Na sequência, tentou atingir a mãe e outros dois filhotes da ninhada com um pedaço de madeira, mas eles sobreviveram, porque o acusado foi contido por pessoas que testemunharam os fatos.

Além da condenação com base na Lei de Crimes Ambientais, a Promotoria requer a fixação de valor mínimo para reparação dos danos materiais e morais coletivos causados pela infração, nos termos do art. 387, inciso IV, do Código de Processo Penal, sugerindo o valor de R$ 5 mil a serem destinados à associação de proteção animal que resgatou os animais sobreviventes.

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Processo 0002762-62.2025.8.16.0140

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

Fonte: Ministério Público PR

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Ministério Público do Paraná e órgãos de fiscalização visitam propriedades rurais e estabelecimentos agrícolas em operação de combate a crimes ambientais no estado

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O Ministério Público do Paraná, em conjunto com diversos órgãos ambientais e das forças de segurança, realizou nesta semana, de 14 a 17 de abril, a Operação Estoque Limpo II, voltada a combater crimes ambientais no estado. A força-tarefa fiscalizou a destinação de embalagens vazias e as condições de armazenamento e utilização de produtos irregulares ou ilícitos, inclusive de origem contrabandeada, em desacordo com a legislação ambiental, visando prevenir a contaminação do solo e da água e eventuais riscos à saúde pública. Os alvos foram propriedades rurais e estabelecimentos agrícolas em Boa Esperança, Campina da Lagoa, Goioerê, Moreira Sales, Quarto Centenário, Rancho Alegre D’Oeste, Ubiratã e Juranda, municípios no Centro Ocidental do estado.

Acesse álbum com fotos da Operação

A operação mobilizou equipes do Núcleo de Campo Mourão do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema), do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção ao Meio Ambiente (unidade do MPPR), da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), do Instituto Água e Terra (IAT) e da Polícia Militar.

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Resultados – Nos quatro dias de diligências, as equipes fiscalizaram 45 propriedades e três estabelecimentos comerciais do ramo agropecuário, sendo identificadas irregularidades relacionadas ao acondicionamento de embalagem vazias em 21 propriedades. Foram lavrados 47 termos de fiscalização e cinco autos de infração, sendo também expedido um auto de prisão em flagrante pelo crime de produção, armazenamento e transporte de agrotóxicos ou produtos de controle ambiental não registrados ou não autorizados. Além disso, 1.162,7 litros de agrotóxicos impróprios para uso foram retirados de circulação. Em três propriedades, foram localizados animais domésticos em situação de vulnerabilidade, sendo também registrado um boletim de ocorrência por maus-tratos a animais.

Um dos casos de maior gravidade ocorreu no município de Quarto Centenário, onde foi constatado o descarte inadequado de embalagens vazias de agrotóxicos, muitas delas depositadas a céu aberto diretamente sobre solo permeável, além de outras armazenadas em “big bags”, também expostas ao tempo e em contato direto com o solo, com risco de contaminação ambiental.

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Verificou-se ainda a reutilização indevida dessas embalagens para alimentação de animais, prática proibida pelas normas sanitárias e ambientais devido ao risco de intoxicação. Outra irregularidade apurada foi a queima de embalagens de agrotóxicos, incluindo um recipiente do produto estrangeiro B-Boxing, caracterizando não apenas descarte irregular, mas também uso de produto não registrado ou não autorizado. Em relação aos animais, foram encontrados seis cães e cinco gatos (sendo dois filhotes) em condições inadequadas que configuravam situação de maus-tratos, o que motivou o recolhimento por parte de organização não-governamental de Goioerê com atuação na área de proteção animal. Foram ainda localizadas cinco calopsitas mantidas em ambiente insalubre, sem acesso a alimentação e água.

As investigações prosseguirão, e os responsáveis pelas propriedades flagradas com irregularidades poderão responder criminalmente por crimes ambientais, como o armazenamento de substâncias tóxicas ilegais e maus-tratos contra animais.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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