Agro
Exportações de grãos devem superar 16,5 milhões de toneladas em setembro
As exportações brasileiras de soja, milho e farelo devem fechar setembro em alta, segundo projeções da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), divulgadas nesta quarta-feira (10.09). A estimativa para a soja em grão foi revisada de 6,75 milhões para 7,43 milhões de toneladas, avanço de 10,1% em relação à semana passada e de 43,9% sobre setembro do ano passado, quando foram embarcadas 5,16 milhões de toneladas. Apesar da revisão, o volume segue abaixo das 8,12 milhões de toneladas registradas em agosto, em linha com o ritmo mais lento da entressafra.
No milho, a previsão passou a variar entre 6,20 milhões e 7,73 milhões de toneladas, com média de 6,96 milhões, alta de 9,3% sobre a estimativa anterior e 6,2% acima do total exportado em setembro de 2024. A Anec ressalta que fatores logísticos podem reduzir o volume efetivamente embarcado.
O farelo de soja também ganhou fôlego, com a projeção ajustada de 1,94 milhão para 2,11 milhões de toneladas, crescimento de 8,8% frente à semana passada e de 30,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Até agosto, o acumulado do derivado já chegava a 17,43 milhões de toneladas.
Os dados de line-up, que refletem os carregamentos programados nos portos, mostram embarques de 2,27 milhões de toneladas de soja na semana de 7 a 13 de setembro, um salto de 43,7% frente à semana anterior. As maiores movimentações ocorreram em Santos, Paranaguá e São Luís/Itaqui. Para o milho, estão previstos 1,94 milhão de toneladas, alta de 19,7%, liderados por Santos, Barcarena e Santarém. Já o farelo deve atingir 418,4 mil toneladas, queda de 13,4% na comparação semanal, com destaque para Santos, Paranaguá e Aratu.
No acumulado de janeiro a setembro, considerando as estimativas deste mês, o Brasil deve alcançar 102,74 milhões de toneladas de soja em grão, 19,54 milhões de toneladas de farelo de soja e 30,10 milhões de toneladas de milho. Somando também o trigo, o total pode chegar a 153,9 milhões de toneladas no período.
A expectativa é de que setembro encerre com 16,5 milhões de toneladas embarcadas, alta de 23,6% em relação ao mesmo mês do ano passado. A Anec alerta, no entanto, que os números podem variar até o fechamento do mês em razão de fatores climáticos, logísticos e operacionais nos portos brasileiros.
Fonte: Pensar Agro
Agro
Soja: demanda externa sustenta mercado, mas realização de lucros limita avanços em Chicago
Soja oscila entre suporte da demanda externa e realização de lucros; mercado acompanha exportações e clima nos EUA
O mercado da soja segue movimentado nesta semana, influenciado por fatores internacionais e pelo avanço da comercialização no Brasil. Após registrar valorização e atingir os maiores níveis das últimas duas semanas na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros passaram por um movimento de realização de lucros nesta quinta-feira (18), refletindo ajustes técnicos dos investidores.
No pregão anterior, a oleaginosa encontrou sustentação na confirmação de vendas privadas de 372 mil toneladas para destinos não revelados, sendo 312 mil toneladas da nova safra e 60 mil toneladas da safra antiga. A notícia reforçou a percepção de demanda ativa no mercado internacional e deu suporte às cotações.
Os contratos mais próximos encerraram a quarta-feira em leve alta. O vencimento julho avançou 0,18%, fechando a US$ 11,32 por bushel, enquanto agosto subiu 0,20%, para US$ 11,3675 por bushel. No complexo soja, o farelo permaneceu estável em US$ 304,80 por tonelada curta, enquanto o óleo recuou 1,89%, para 71,54 centavos de dólar por libra-peso.
Mercado realiza lucros após altas recentes
Nesta quinta-feira, porém, o cenário mudou. Após as valorizações recentes impulsionadas por rumores de interesse da China em embarques norte-americanos para o último trimestre do ano, investidores optaram por realizar parte dos ganhos.
Com isso, os principais vencimentos passaram a operar em queda, com perdas entre 7 e 9 pontos. O contrato julho recuava para US$ 11,23 por bushel, enquanto novembro era negociado próximo de US$ 11,41 por bushel.
Além da realização técnica, o mercado aguarda a divulgação do relatório semanal de exportações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que pode trazer novas indicações sobre o ritmo da demanda internacional. As expectativas apontam para vendas combinadas entre 300 mil e 700 mil toneladas.
Outro fator importante no radar dos investidores é a divulgação dos novos números de área plantada nos Estados Unidos, prevista para o fim deste mês, considerada uma das informações mais relevantes para a formação dos preços no segundo semestre.
Clima no cinturão agrícola dos EUA segue no foco
As condições climáticas também continuam influenciando as negociações. O mercado monitora atentamente o desenvolvimento das lavouras no Corn Belt, principal região produtora dos Estados Unidos.
Embora as condições atuais sejam consideradas favoráveis para o desenvolvimento da safra, previsões indicam possibilidade de estresse hídrico em algumas áreas produtoras. Essa preocupação limita movimentos de queda mais intensos e mantém os agentes atentos aos próximos boletins meteorológicos.
Brasil registra mercado regionalizado
No Brasil, os preços apresentaram comportamento misto entre as principais regiões produtoras. No Rio Grande do Sul, a colheita foi tecnicamente encerrada, consolidando uma produção de 18,13 milhões de toneladas. A produtividade média ficou em 2.707 quilos por hectare, resultado 14,8% inferior à estimativa inicial da safra.
No porto de Rio Grande, a soja foi negociada a R$ 132 por saca. Em Santa Catarina, as cotações avançaram em diversas praças acompanhadas pelo mercado, enquanto a chegada de uma forte massa de ar polar elevou as preocupações com geadas sobre as culturas de inverno.
No Paraná, os preços apresentaram oscilações pontuais e a referência em Paranaguá ficou em R$ 130 por saca. Já em Mato Grosso do Sul, parte das regiões registrou valorização, enquanto o Estado segue cumprindo o período de vazio sanitário da soja até 15 de setembro.
Esmagamento recorde em Mato Grosso
Em Mato Grosso, maior produtor nacional da oleaginosa, o setor industrial registrou um novo recorde. O esmagamento alcançou 1,28 milhão de toneladas em maio, refletindo a forte demanda da indústria processadora.
Ao mesmo tempo, produtores intensificam a comercialização e o escoamento dos estoques remanescentes da soja para liberar espaço nos armazéns para a chegada da safra de milho segunda safra, cuja colheita ganha ritmo em diversas regiões do Estado.
Perspectivas
O mercado da soja permanece sustentado por fatores positivos relacionados à demanda internacional, especialmente diante das expectativas envolvendo a China e as exportações norte-americanas. No entanto, a volatilidade continua elevada, com investidores atentos aos indicadores do USDA, ao clima nos Estados Unidos e ao ritmo da comercialização no Brasil.
A combinação desses fatores deverá continuar definindo a direção dos preços nas próximas semanas, em um cenário de oferta global ampla, mas ainda sujeito a oscilações provocadas por clima, logística e demanda internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
Política Nacional6 dias agoSenado analisa propostas de agenda legislativa sobre direitos das mulheres
-
Política Nacional6 dias agoComissão aprova proibição de leilão e penhora de espaços culturais tombados
-
Esportes7 dias agoAlisson iguala marca histórica de Gylmar e Taffarel ao iniciar sua terceira Copa como titular
-
Brasil5 dias agoMinistério da Saúde e fãs da banda BTS se unem para incentivar a doação de sangue
-
Educação6 dias agoMEC debate cooperação em educação com países lusófonos
-
Brasil6 dias agoSeminário destaca avanço da parceria do SUS com hospitais de excelência para ampliar o acesso à saúde
-
Paraná6 dias agoPoupatempo Paraná ultrapassa a marca de 2 milhões de atendimentos
-
Esportes4 dias agoAlemanha revive placar histórico e atropela Curaçao na estreia da Copa do Mundo
