Agro
Vazio Sanitário do Algodão começa nesta quarta-feira em São Paulo
Teve início nesta quarta-feira (10) o período de Vazio Sanitário do Algodão na Região II do estado de São Paulo. A medida, que se estende até 10 de novembro, tem como objetivo controlar a proliferação do bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis), considerada a principal praga da cotonicultura.
O calendário foi definido pela Resolução nº 30/2024 da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA). Durante esses dois meses, os produtores devem manter as áreas livres de plantas vivas e restos culturais.
Eliminação total das plantas é obrigatória
Para que a estratégia seja eficaz, é necessário realizar a eliminação completa das soqueiras, além de destruir eventuais rebrotes da planta, já que o algodão é uma espécie perene e de difícil erradicação.
O descuido nesse processo pode comprometer o controle da praga e ampliar os riscos de contaminação de áreas vizinhas.
Bicudo-do-algodoeiro ameaça a produtividade
O bicudo-do-algodoeiro é um inseto de alto poder destrutivo, atacando diferentes partes da planta, com preferência pelas estruturas reprodutivas. O inseto perfura os botões florais para se alimentar e depositar ovos, provocando a queda dessas estruturas.
Nos períodos de frutificação, quando a população da praga é mais elevada, o ataque às maçãs compromete fibras e sementes, causando redução significativa da produtividade.
Cadastro obrigatório no sistema GEDAVE
Além do cumprimento do vazio sanitário, os cotonicultores paulistas devem estar atentos à obrigatoriedade de cadastro das áreas de produção de algodão no sistema GEDAVE.
O responsável pela propriedade — seja proprietário, arrendatário ou ocupante — deve informar a data do plantio até 15 dias após o término da semeadura.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Economia brasileira volta a crescer em 2026, mas inflação elevada e juros altos mantêm desafios para o agronegócio
A economia brasileira voltou a apresentar sinais mais consistentes de recuperação no primeiro trimestre de 2026. Após dois períodos consecutivos de estagnação, o Produto Interno Bruto (PIB) registrou crescimento de 1,1% em relação ao trimestre anterior, resultado impulsionado principalmente pelo avanço do setor de serviços, pela recuperação do consumo das famílias e pelo bom desempenho da agropecuária.
A retomada da atividade econômica ocorre em um ambiente ainda marcado por desafios relevantes, como inflação acima da meta, juros elevados, incertezas fiscais e tensões geopolíticas que continuam influenciando os mercados globais e os custos de produção no campo.
Agropecuária contribui para a retomada econômica
O setor agropecuário manteve papel estratégico no crescimento da economia brasileira. No primeiro trimestre, a atividade avançou 1,8% na comparação anual e 2% em relação ao trimestre anterior, impulsionada pelo aumento da produtividade e pelo clima favorável em importantes regiões produtoras.
O destaque ficou para a soja, cuja produção atingiu novo recorde histórico, favorecida pela expansão da área cultivada e pelo bom desempenho das lavouras. Em contrapartida, culturas como milho e arroz apresentaram redução nas projeções de produção e produtividade, refletindo desafios específicos em algumas regiões do país.
A força do agronegócio continua sustentando exportações, geração de renda e fluxo cambial, fatores fundamentais para o equilíbrio da economia nacional.
Consumo das famílias ganha força
Outro fator que contribuiu para o crescimento do PIB foi a recuperação do consumo das famílias, que avançou 1,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O resultado reflete a combinação entre mercado de trabalho ainda aquecido, aumento da renda real dos trabalhadores e programas de estímulo ao consumo implementados pelo governo federal.
Apesar disso, economistas avaliam que o ritmo de expansão pode perder intensidade ao longo do segundo semestre diante dos efeitos dos juros elevados sobre crédito, investimentos e atividade econômica.
Inflação segue acima da meta e preocupa mercado
Se por um lado a economia voltou a crescer, por outro a inflação continua sendo um dos principais desafios para o país.
O IPCA-15 de maio registrou alta de 0,62%, acumulando avanço de 4,6% nos últimos 12 meses, patamar acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central.
Os principais responsáveis pela pressão inflacionária foram os alimentos e a energia elétrica. Entre os produtos que mais subiram estão batata, tomate, carnes e leite longa vida, itens diretamente ligados ao consumo das famílias e ao setor agropecuário.
Além disso, os riscos associados ao mercado internacional de energia e fertilizantes permanecem no radar. Um eventual agravamento das tensões no Oriente Médio pode elevar os custos de produção agrícola e pressionar ainda mais os preços dos alimentos.
Mercado de trabalho mostra desaceleração gradual
O mercado de trabalho continua apresentando indicadores positivos, mas já dá sinais de desaceleração.
Em abril, o saldo de empregos formais ficou em 85,9 mil vagas, número significativamente inferior às expectativas do mercado. Ainda assim, a taxa de desemprego caiu para 5,8%, a menor já registrada para o mês desde o início da série histórica.
A renda média do trabalhador alcançou novo recorde, chegando a R$ 3.732 mensais, contribuindo para a sustentação do consumo interno.
Exportações seguem fortalecidas
O setor externo continua sendo um dos pilares da economia brasileira em 2026.
As exportações cresceram impulsionadas principalmente pelas commodities, com destaque para petróleo, alimentos e produtos ligados ao agronegócio. O saldo comercial robusto ajudou a reduzir o déficit em transações correntes e reforçou a entrada de divisas no país.
O Investimento Estrangeiro Direto também segue em patamar elevado, demonstrando que o Brasil continua atraindo recursos internacionais mesmo em um cenário global marcado por incertezas.
Dólar pode voltar a subir até o fim do ano
Apesar da valorização recente do real, analistas avaliam que o dólar pode voltar a ganhar força nos próximos meses.
A expectativa é que a moeda norte-americana encerre 2026 próxima de R$ 5,35, influenciada pela redução do diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, pelo ambiente eleitoral doméstico e pelas incertezas fiscais.
Para o agronegócio, um dólar mais elevado tende a favorecer a competitividade das exportações, mas também aumenta os custos de insumos importados, especialmente fertilizantes, defensivos e combustíveis.
Perspectivas para o restante de 2026
As projeções apontam crescimento econômico de 1,8% em 2026 e aceleração para 2,4% em 2027. No entanto, a trajetória dependerá da evolução da inflação, da política monetária, do cenário fiscal e dos desdobramentos geopolíticos internacionais.
Para o agronegócio, o cenário continua misto: de um lado, a demanda global por alimentos e a força das exportações sustentam oportunidades; de outro, os custos de produção, a volatilidade cambial e os riscos climáticos seguem exigindo atenção redobrada dos produtores e investidores do setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
Paraná6 dias agoEm Pitanga, MPPR denuncia por quebra de sigilo funcional e corrupção passiva residente jurídico que se aproveitou do cargo para solicitar vantagem indevida
-
Política Nacional6 dias agoDavi promulga dispositivos reinseridos na LDO pelo Congresso
-
Brasil6 dias agoMTE divulga dados do Caged de abril nesta quinta-feira (28)
-
Agro3 dias agoJunho deve ter temperaturas elevadas e risco de seca no Centro-Sul
-
Agro4 dias agoCafé fecha maio com pressão sobre o arábica e valorização do conilon no Brasil e no mercado internacional
-
Esportes6 dias agoFluminense derrota Deportivo La Guaira no Maracanã e carimba vaga nas oitavas de final da Libertadores
-
Agro4 dias agoExportação recorde em maio injeta R$ 1,77 bilhão no campo e estanca queda
-
Educação7 dias agoBrasil e Rússia dialogam sobre intercâmbio acadêmico
