Connect with us


Brasil

Sol, praia, cultura e natureza: pesquisa revela os destinos e experiências preferidos dos brasileiros

Publicado em

Fernando de Noronha (PE), Porto de Galinhas (PE) e Lençóis Maranhenses (MA) lideram o ranking dos destinos turísticos que mais despertam o interesse dos brasileiros. O dado faz parte de um levantamento realizado pelo Ministério do Turismo (MTur), em parceria com a Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, que mapeou as preferências de viagem no país.

De acordo com a pesquisa, entre os principais destinos desejados, também se destacam Salvador (BA), Gramado (RS), Foz do Iguaçu (PR) e Maragogi (AL), reforçando a diversidade de atrativos naturais, culturais e históricos espalhados pelo Brasil.

Para o ministro do Turismo, os resultados confirmam a força do setor e o potencial do país. “O levantamento mostra que o Brasil é imbatível em diversidade de destinos e experiências. Temos sol e praia, mas também roteiros religiosos, culturais, gastronômicos e de aventura que encantam viajantes. Nosso papel é fortalecer essa oferta, ampliando o acesso, a conectividade e a promoção do Brasil como destino turístico de excelência”, destacou.

Já em relação às experiências turísticas preferidas, o turismo de sol e praia aparece na liderança com 62% da preferência dos brasileiros. Em seguida, estão o turismo religioso/espiritual (18%), o cultural/histórico (14%), além do esportivo (13%) e do turismo de aventura (13%), que incluem atividades como canoagem, trilhas e rapel.

Leia mais:  "Fortalecer a PF é fortalecer o Estado Democrático de Direito", afirma ministro na formatura de novos agentes

PREFERÊNCIA DOS ESTRANGEIROS – Os destinos brasileiros têm se consolidado como atrativo para estrangeiros também durante a baixa temporada. No ranking, o Rio de Janeiro tem a liderança, com alta de 50% em relação ao mesmo período do ano anterior. São Paulo registrou crescimento de 208%, consolidando-se como uma das cidades de maior destaque. Búzios (+19%), Florianópolis (+46%) e Porto de Galinhas (+108%) completam o top 5. Os dados são do levantamento da Booking.com, que mostra crescimento expressivo nas buscas de viajantes internacionais por cidades brasileiras em setembro de 2025.

Por Fábio Marques

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo 

Fonte: Ministério do Turismo

Comentários Facebook

Brasil

População quilombola passa a contar com política nacional de saúde integral

Published

on

Para organizar a resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) às necessidades da população quilombola, foi pactuada nesta quinta-feira (27/08), a Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola (PNASQ) no âmbito do SUS. A medida contou com a aprovação de gestores locais, estaduais e federais da saúde, durante a 8ª Reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), em Brasília (DF).

A PNASQ foca na superação de barreiras estruturais de acesso à saúde e no combate ao racismo e às desigualdades étnico-raciais que atingem as comunidades tradicionais. Para o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, a normativa busca incorporar as especificidades do território, cultura, identidade quilombola e trajetória ancestral ao planejamento e organização do cuidado no SUS.

“Essa política é resultado de uma luta histórica dos povos quilombolas pelo reconhecimento de suas vulnerabilidades, combate ao racismo e defesa da equidade em saúde. Hoje selamos a responsabilidade compartilhada entre estados, municípios e a união pela garantia do direito à saúde, à redução das desigualdades e à melhoria das condições de saúde e qualidade de vida dessa população”, destacou Massuda.

 A aprovação da política também foi comentada por lideranças quilombolas que atuam pela ampliação do acesso à saúde e pelo reconhecimento da cultura e identidade quilombola. Para Marinho da Estiva, coordenador Nacional da Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), a expectativa é que a política possa acolher e cuidar das comunidades com respeito à sua história. “A gente espera que o nosso povo, as nossas práticas, os nossos saberes ancestrais na saúde do nosso povo quilombola sejam respeitados, nos postos de saúde, hospitais, pelas pessoas que estão na ponta”, reforçou.

Leia mais:  No Salão do Turismo, público poderá fazer uma viagem pelos sabores do Brasil

 As responsabilidades pela implementação da política serão compartilhadas e organizadas entre os três entes, cabendo à União a coordenação das ações da política – define diretrizes, apoia de forma técnica, informa e monitora; aos estados a articulação e apoio aos municípios para promoção da regionalização; e aos municípios a implementação, com planejamento, qualificação da atenção e promoção da participação social. A PNASQ utilizará os instrumentos do próprio SUS para viabilizar as suas ações, com financiamento também compartilhado entre as três esferas de gestão.

Participação social e equidade A política recebeu contribuições de gestores e da sociedade civil, por meio de consulta pública, conferências de saúde e recomendação do Conselho Nacional de Saúde (CNS), além de contar com um amplo e qualificado processo de diálogo com lideranças quilombolas, em uma agenda participativa e democrática de construção conjunta das propostas.

 “Estou dentro desse processo desde o começo. O Ministério da Saúde nos ouviu, nós sentamos e conversamos sobre a nossa política. E nós tivemos essa vitória. Para nós, ter essa conquista e chegar até onde nós chegamos, é um dia de muita alegria, de honra, mas sabemos que a caminhada está só começando. Sei que temos muitos desafios pela frente”, comemorou a quilombola Tereza de Jesus da Silva, integrante do Coletivo Nacional de Saúde Quilombola Graça Epifânio, da CONAQ.

Leia mais:  Exposição inédita do MTE dá rosto às vítimas de acidentes de trabalho e reforça urgência da prevenção

 Próximos passos

Com a pactuação federativa, o próximo passo para implementação da PNASQ é a construção de um plano operativo nacional, que definirá as prioridades, ações, metas, indicadores e responsabilidades dos gestores. Também serão criados instrumentos de monitoramento e avaliação da política, com estratégias, orientações e ferramentas para apoiar gestores na implementação e no enfrentamento das iniquidades e desigualdades as quais estão expostas as populações quilombolas.

Comunidades quilombolas

Para o SUS, as comunidades quilombolas são povos tradicionais definidos por sua ancestralidade, cultura e uma territorialidade que vai além da regularização das terras, servindo como espaço coletivo de reprodução social e identidade. Segundo o Censo de 2022, o Brasil possui mais de 1,3 milhão de quilombolas distribuídos por 1.696 municípios, com a maior concentração na Região Nordeste e, especificamente, no estado da Bahia.

 Apesar desse contingente, apenas 12,6% da população quilombola reside em territórios oficialmente delimitados. Diante disso, a PNASQ estende sua cobertura também aos contextos urbanos e favelas, reconhecendo que a autoidentificação e os vínculos étnico-raciais e comunitários independem de o território ser rural ou formalmente titulado.

Para garantir a integralidade do cuidado, é fundamental que as especificidades quilombolas sejam integradas aos processos de regionalização e regulação do SUS, assegurando o acesso a consultas especializadas, urgências e assistência farmacêutica.

Tatiany Volker Boldrini
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262