Agro
Bolsas da China se recuperam, mas registram pior semana desde abril
As ações chinesas reagiram nesta sexta-feira (5) e recuperaram boa parte das perdas da sessão anterior. Apesar da alta, os índices do país ainda encerraram a semana com o pior desempenho em cinco meses, refletindo o arrefecimento da euforia recente no mercado.
Recuperação após forte realização de lucros
O índice de Xangai avançou 1,2% no pregão, superando o nível psicológico dos 3.800 pontos, mas acumulou queda semanal de 1,2%. Já o CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, ganhou 2,2% no dia, mas fechou a semana em baixa de 0,8% — sua maior retração desde julho.
Setor de tecnologia impulsiona ganhos
Após liderarem as perdas na quinta-feira, as ações de tecnologia foram destaque na recuperação. O segmento de inteligência artificial registrou alta de 5%, enquanto as empresas de semicondutores subiram 3%, amenizando parte das perdas acumuladas.
Compras nas quedas e medidas do governo
Operadores relataram que investidores aproveitaram o movimento de correção para recompor posições, após a realização de lucros ligada ao recente desfile militar da China. O mercado também reduziu a preocupação gerada por reportagem da Bloomberg, que apontou a possibilidade de medidas de Pequim contra especulação excessiva.
Na véspera, o Banco Central da China anunciou que injetaria 1 trilhão de iuanes (cerca de US$ 140 bilhões) no sistema bancário por meio de operações compromissadas reversas. A medida foi interpretada como um gesto para manter a liquidez “razoavelmente ampla” e acalmar os investidores.
Desempenho das principais bolsas da Ásia
Além da recuperação chinesa, outras bolsas asiáticas também fecharam em alta:
- Tóquio (Nikkei): +1,03%, a 43.018 pontos
- Hong Kong (Hang Seng): +1,43%, a 25.417 pontos
- Xangai (SSEC): +1,24%, a 3.812 pontos
- Xangai e Shenzhen (CSI300): +2,18%, a 4.460 pontos
- Seul (Kospi): +0,13%, a 3.205 pontos
- Taiwan (Taiex): +1,30%, a 24.494 pontos
- Cingapura (Straits Times): +0,31%, a 4.310 pontos
- Sydney (S&P/ASX 200): +0,51%, a 8.871 pontos
Cotação do câmbio
No mercado de moedas, a taxa de câmbio foi de US$ 1 = 7,1529 iuanes chineses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
STF valida mudança em parque nacional e libera avanço da Ferrogrão com exigências ambientais
O Supremo Tribunal Federal decidiu pela constitucionalidade da Lei 13.452/2017, que alterou os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para permitir o avanço da Ferrogrão (EF-170), projeto ferroviário considerado estratégico para o escoamento da produção agrícola brasileira entre o Mato Grosso e os portos do Pará.
A decisão foi tomada no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo Partido Socialismo e Liberdade. O processo teve relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
Construção da Ferrogrão dependerá de licenciamento ambiental
A maioria dos ministros acompanhou o voto do relator e concluiu que não houve irregularidade no processo legislativo que resultou na aprovação da lei.
Apesar de validar a norma, o STF estabeleceu que a construção da Ferrogrão permanece condicionada ao cumprimento de todas as exigências legais e ambientais, incluindo a obtenção de licenças ambientais e medidas de proteção às terras indígenas localizadas na área de influência do empreendimento.
A decisão também autoriza o Poder Executivo Federal a editar decreto para compensação ambiental da área retirada do parque nacional.
Lei retirou área do Parque Nacional do Jamanxim
A Lei 13.452/2017 excluiu aproximadamente 862 hectares do Parque Nacional do Jamanxim para implantação dos leitos ferroviários e das faixas de domínio da Ferrogrão e da BR-163.
O projeto ferroviário prevê ligação entre importantes regiões produtoras do Mato Grosso e os corredores logísticos do Pará, ampliando a capacidade de transporte de grãos destinados à exportação.
AGU destaca avanço logístico e redução de emissões
Durante o julgamento, a Advocacia-Geral da União destacou que os estudos relacionados ao empreendimento foram atualizados, incluindo análises de viabilidade técnica, econômica e ambiental.
A AGU argumentou ainda que, respeitadas as exigências legais, a Ferrogrão pode representar avanço relevante para a infraestrutura logística nacional, com potencial de geração de empregos, aumento da competitividade do agronegócio e redução de custos no transporte de cargas.
Outro ponto defendido pela União foi a possibilidade de diminuição do fluxo de caminhões na BR-163, fator que poderia reduzir impactos sobre a malha rodoviária e contribuir para menor emissão de gases de efeito estufa.
Ferrogrão segue no centro do debate ambiental e logístico
Considerada uma das principais obras de infraestrutura planejadas para o setor agropecuário, a Ferrogrão continua cercada de debates envolvendo desenvolvimento econômico, preservação ambiental e impactos sobre comunidades indígenas.
O projeto é visto pelo setor produtivo como peça estratégica para ampliar a eficiência logística do corredor de exportação do Norte do país, especialmente para soja, milho e farelo produzidos no Centro-Oeste brasileiro.
Ao mesmo tempo, organizações ambientais e representantes indígenas seguem cobrando garantias relacionadas à preservação da floresta amazônica e ao cumprimento rigoroso da legislação socioambiental.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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