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Representantes do Mapa cumprem agenda de trabalho na Expointer

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O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura (Mapa), Guilherme Campos, e o superintendente do Mapa no Rio Grande do Sul, José Cleber Souza, participaram no último sábado (30) da Expointer, considerada a maior feira de exposição de animais da América Latina, realizada no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, no município de Esteio (RS).

O roteiro incluiu reuniões com a Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS) e a Federação da Agricultura do estado (Farsul) para tratar sobre a negociação das dívidas agropecuárias. A agenda contou com a participação do superintendente do Ministério do Desenvolvimento Agrário no RS, Milton Ferreira.

Para o secretário Guilherme Campos, as reuniões tiveram papel essencial na construção de novas políticas públicas voltadas ao apoio dos produtores rurais gaúchos. “Existe toda boa vontade, mais do que isso, todo empenho do Ministério da Agricultura para que isso aconteça”, destacou.

O superintendente José Cleber ressaltou a importância de retomar este processo de diálogo e de convergência, iniciado com a criação do grupo de trabalho destinado a elaborar um diagnóstico e estabelecer propostas. “Dialogamos sobre sugestões de aperfeiçoamento de proposta apresentada na semana passada e sobre a adoção de práticas que podem evitar futuras frustrações e impactos na capacidade de pagamento. Estabelecemos compromisso de trabalhar conjuntamente alinhados por estes dois objetivos”, disse.

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Na casa da Fetag no parque da Expointer, a comitiva do Governo Federal conversou com o presidente Carlos da Silva e o secretário-executivo Kaliton Prestes. Já na casa da Farsul, foram recebidos pelo presidente Gedeão Silveira e pelo diretor Domingos Lopes.

Ainda, conversaram com a imprensa no estande do Mapa, no Pavilhão Internacional. Na ocasião, falaram sobre a negociação das dívidas, evolução do Plano Safra 25/26 e adoção de práticas que tornem a agropecuária gaúcha menos vulnerável aos eventos climáticos.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

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A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

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A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

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Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

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