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Exportações brasileiras de suco de laranja recuam no primeiro semestre da safra 2025/26 com queda de 23% na receita

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As exportações brasileiras de suco de laranja encerraram o primeiro semestre da safra 2025/26 (julho a dezembro) em queda. De acordo com dados divulgados pela CitrusBR, o volume exportado atingiu 394.764 toneladas de FCOJ equivalente a 66 Brix, redução de 8,1% em comparação às 429.407 toneladas embarcadas no mesmo período da safra 2024/25.

Em valor, o recuo foi ainda mais expressivo: a receita totalizou US$ 1,44 bilhão, queda de 23,2% frente aos US$ 1,87 bilhão registrados no mesmo intervalo do ciclo anterior.

Estados Unidos ampliam participação e se tornam principal destino

Mesmo com o cenário de queda geral, os Estados Unidos ampliaram sua participação nas compras do suco brasileiro e se consolidaram como o principal destino.

Entre julho e dezembro de 2025, o país importou 217.970 toneladas, um aumento de 34,9% em relação às 161.641 toneladas do mesmo período da safra anterior.

Em receita, as exportações para o mercado norte-americano somaram US$ 746,2 milhões, crescimento de 10,4% frente aos US$ 675,8 milhões registrados no mesmo período de 2024.

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Demanda europeia desacelera e pressiona preços

A Europa manteve a segunda posição entre os destinos das exportações, representando 39,3% do total. Entretanto, o desempenho no continente foi negativo: o volume embarcado caiu 31,9%, para 155.287 toneladas, ante 228.022 toneladas no primeiro semestre da safra anterior.

O faturamento acompanhou essa tendência, somando US$ 601,5 milhões, retração de 41,9% frente aos US$ 1,03 bilhão do mesmo período de 2024/25.

Segundo Ibiapaba Netto, diretor-executivo da CitrusBR, “os altos preços da safra passada tiveram um efeito negativo sobre a demanda, e será necessário tempo para que o consumidor volte à categoria, à medida que os preços no varejo europeu se ajustem”.

China e Japão registram forte recuo nas compras

As exportações para a China também diminuíram de forma significativa. No primeiro semestre da safra 2025/26, o país importou 10.426 toneladas, volume 45,8% menor do que as 19.223 toneladas registradas no mesmo período anterior. A receita caiu 17,7%, totalizando US$ 43 milhões, ante US$ 52,2 milhões do ciclo passado.

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O Japão seguiu a mesma tendência de retração. As importações somaram 5.218 toneladas, queda de 54,4% em relação às 11.441 toneladas embarcadas no período anterior. O faturamento foi de US$ 25,5 milhões, representando uma diminuição de 59,5% em comparação aos US$ 62,9 milhões apurados entre julho e dezembro de 2024.

Outros destinos também recuam

Os demais mercados somaram 5.864 toneladas exportadas e US$ 24,4 milhões em receita no primeiro semestre da safra 2025/26. Em comparação com o mesmo período da safra 2024/25, as quedas foram de 32,3% em volume e 47,7% em faturamento.

Resumo geral:

O desempenho negativo das exportações brasileiras de suco de laranja na safra 2025/26 reflete a redução na demanda internacional, principalmente na Europa e na Ásia, e a correção dos preços após o pico registrado no ciclo anterior. Apesar disso, o mercado norte-americano segue como o principal impulsionador das vendas externas do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Abertura da Colheita do Arroz 2027: áreas experimentais no RS entram em fase de preparo com forrageiras de inverno

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Os organizadores da 37ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas já iniciaram o preparo das áreas experimentais que serão utilizadas na edição de 2027. O trabalho está sendo realizado na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS), com foco na manutenção da qualidade biológica e química do solo.

A estratégia faz parte do manejo contínuo das lavouras demonstrativas e visa garantir melhores condições agronômicas para o cultivo do arroz na próxima safra de verão.

Manejo do solo começa meses antes da colheita

Embora o público associe a Abertura da Colheita do Arroz principalmente ao plantio e à colheita em si, o processo produtivo das áreas experimentais envolve etapas antecipadas de preparação do solo.

Após a realização da 36ª edição do evento, em fevereiro deste ano, as áreas que receberam as vitrines tecnológicas e a Lavoura Breno Prates passaram por novo ciclo de manejo.

Atualmente, os espaços estão sendo semeados com forrageiras de inverno, utilizadas como cobertura vegetal para preservação do solo até o próximo ciclo produtivo.

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A 37ª edição da Abertura da Colheita está prevista para ocorrer entre os dias 16 e 18 de fevereiro de 2027.

Forrageiras de inverno garantem qualidade do solo

O uso de plantas de cobertura é uma das principais estratégias adotadas no sistema de produção das áreas experimentais. O objetivo é manter a estrutura do solo protegida, além de preservar sua fertilidade e atividade biológica.

Segundo o diretor técnico da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), André Matos, o manejo com coberturas de inverno é essencial para garantir a sustentabilidade das áreas destinadas ao cultivo de arroz.

“A gente usa sempre essas coberturas de inverno visando a proteção do solo, com a preservação da qualidade biológica e química do mesmo. E, esse ano, fomos apoiados pelas empresas PGW e Raix, com coberturas modernas que estão sendo cada vez mais aprimoradas na sua utilização, visando a contribuição para a safra de verão”, explicou.

Mix de espécies reforça sustentabilidade do sistema

Neste ciclo de preparo, foi utilizado um mix de forrageiras e sementes de trevo, estratégia que contribui para melhorar a estrutura do solo, ampliar a fixação biológica de nitrogênio e reduzir a degradação ao longo do período de entressafra.

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As áreas experimentais funcionam como vitrines tecnológicas, permitindo a avaliação de práticas de manejo que podem ser aplicadas em larga escala pelos produtores de arroz no Rio Grande do Sul e em outras regiões de terras baixas.

Tecnologia e manejo antecipado fortalecem produção de arroz

O preparo antecipado das áreas reforça a importância da adoção de tecnologias de manejo conservacionista no cultivo de arroz irrigado.

Além de contribuir para a produtividade futura, as práticas adotadas pela Embrapa Clima Temperado e pela Federarroz buscam aumentar a eficiência do sistema produtivo e promover maior sustentabilidade agrícola.

Com isso, a preparação para a Abertura da Colheita do Arroz 2027 já começa a ganhar forma, consolidando o evento como referência nacional na difusão de tecnologias para a orizicultura brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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