Agro
Agroindústria do Rio Grande do Sul gera 340 mil empregos e movimenta US$ 10,7 bilhões em exportações
O Rio Grande do Sul concentra atualmente 14,7 mil indústrias ligadas ao agronegócio, responsáveis por 340,5 mil empregos e por movimentar US$ 10,7 bilhões em exportações, segundo levantamento do Sistema FIERGS. A relevância do setor é evidenciada na Expointer, considerada a maior feira agropecuária da América Latina, que ocorre em Esteio até domingo (7).
Durante o evento, a FIERGS promove ações voltadas a negócios, inovação e conhecimento, com destaque para o lançamento do Observatório da Agroindústria, marcado para quinta-feira (4). A plataforma digital reúne dados sobre o desempenho da agroindústria gaúcha, oferecendo informações sobre exportações, empregos e participação do setor na economia.
Agroindústria representa mais de um quarto da indústria do estado
De acordo com a FIERGS, 13,8 mil indústrias do estado são classificadas como agroindústrias, equivalendo a 27% do setor industrial gaúcho. Essas unidades geram 294,2 mil empregos, representando 34% da mão de obra industrial do Rio Grande do Sul, e movimentaram US$ 10 bilhões em exportações, correspondendo a 45,5% das vendas externas do estado. O Rio Grande do Sul é o quinto no número de agroindústrias do país e ocupa a terceira posição em exportação de produtos agroindustriais.
Insumos agropecuários impulsionam o setor
No segmento de insumos agropecuários — que inclui máquinas, fertilizantes, rações e medicamentos veterinários — o estado conta com 884 estabelecimentos, equivalentes a 1,7% das indústrias locais. Essa atividade emprega 46,3 mil pessoas e registrou exportações de US$ 682,3 milhões em 2024. O Rio Grande do Sul ocupa a segunda posição nacional nesse segmento, tanto em número de estabelecimentos quanto em exportações.
As máquinas e equipamentos agrícolas se destacam no cenário estadual. O Rio Grande do Sul é o segundo maior exportador do país, com vendas externas de US$ 446,6 milhões em 2024, atrás apenas de São Paulo. Panambi lidera em número de fábricas, com 35 unidades que empregam 5,7 mil trabalhadores. O estado ainda é responsável por 60% da produção nacional de tratores agrícolas.
Observatório da Agroindústria reforça estratégia do setor
O Observatório da Agroindústria é fruto da parceria entre o Conselho da Agroindústria (Conagro), a Unidade de Estudos Econômicos (UEE) e o Observatório da Indústria. A ferramenta foi criada para auxiliar o setor a identificar desafios e oportunidades, oferecendo dados estratégicos sobre exportações, empregos e impacto econômico da agroindústria gaúcha.
Segundo Claudio Bier, presidente do Sistema FIERGS, “o agronegócio vai muito além da lavoura. Tudo está conectado — agroindústria, agropecuária e insumos agrícolas. Não há lugar melhor para fortalecer as pautas do setor do que a Expointer”.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Fiscalização do Mapa identifica fábrica irregular de ração animal em Santa Catarina
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) identificou, durante fiscalização em Blumenau (SC), uma fábrica que produzia e comercializava produtos destinados à alimentação animal sem registro no órgão federal. A ação foi realizada após o recebimento de uma denúncia.
Durante a fiscalização, a equipe constatou que o estabelecimento possuía estrutura para produção, armazenamento, mistura, pesagem, ensacamento e comercialização de produtos destinados à alimentação animal. No local, foram encontrados misturadores, silos, transportadores de ingredientes, balanças e máquinas para fechamento de embalagens, além de matérias-primas e produtos destinados a diferentes espécies.
Também foram identificadas irregularidades nas condições de funcionamento do estabelecimento, como ausência de registro no Mapa, falhas de higiene, acúmulo de poeira e resíduos em equipamentos, presença de insetos e teias de aranha, circulação de animais nas áreas de armazenamento e deficiência no controle de pragas.
A fiscalização constatou ainda problemas relacionados à rastreabilidade e à identificação de produtos e lotes, além de condições inadequadas para o armazenamento de matérias-primas e produtos acabados.
As condições encontradas podem comprometer a qualidade e a segurança dos produtos destinados à alimentação animal. A presença de pragas, sujeira e outros agentes externos pode favorecer a contaminação por microrganismos. Já a ausência de mecanismos adequados de rastreabilidade dificulta a identificação da origem dos insumos e a adoção de medidas de controle em caso de problemas sanitários ou necessidade de recolhimento de produtos.
A fabricação de produtos destinados à alimentação animal deve atender a requisitos de registro, boas práticas de fabricação, controle de qualidade e rastreabilidade, estabelecidos pela legislação.
Diante das irregularidades constatadas, o Mapa adotou as medidas administrativas previstas na legislação, conforme as normas aplicáveis à fabricação e à comercialização de produtos destinados à alimentação animal.
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