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Série Ouro da Orquestra Sinfônica terá convidados especiais a partir de maio

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A Orquestra Sinfônica do Paraná estreia em maio uma série de concertos com convidados brasileiros e internacionais. A chamada Série Ouro contempla as quatro sinfonias do compositor alemão Johannes Brahms até setembro. Os ensaios começaram nesta semana. Serão oito apresentações, sendo o programa da noite de quinta-feira o mesmo da manhã do domingo seguinte. A cada ciclo, a obra de Brahms será acompanhada pela de outro compositor romântico: Chopin, Tchaikovsky, Liszt e Hekel Tavares.

A primeira apresentação do “Ciclo das Quatro Sinfonias de Brahms” será no dia 09 de maio (quinta), às 20h30, no auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão). No programa, a “Sinfonia nº 1” se une ao “Concerto n° 1” para piano e orquestra de Frederic Chopin, com o solista russo Dmitry Shiskin. O mesmo programa será apresentado no Dia das Mães, no domingo (12), às 10h30.

Os quatro solistas convidados para se apresentar junto com a Orquestra Sinfônica do Paraná têm renome mundial. Dmitry é um dos maiores pianistas do mundo da sua geração. Ele nasceu na Sibéria e estudou na tradicional Gnessin Moscow School of Music. Depois frequentou o Conservatório Tchaikovsky de Moscou, o Conservatório Vincenzo Bellini, na Itália, e a Musikhochschule, na Alemanha. Já colaborou com a Orquestra Nacional Russa, Orquestra Filarmônica de Varsóvia e Orquestra Sinfônica de Tóquio.

Nos dias 6 e 9 de junho, o convidado é o violinista brasileiro Guido Sant’Anna, que acabou de ganhar a edição da competição internacional Fritz Kreisler, na Áustria. “É um dos concursos mais importantes do mundo para violino. Ele vai tocar o concerto de Tchaikovsky, que é um dos mais famosos da literatura para concertos de violino”, diz o maestro Roberto Tibiriçá, diretor musical e regente titular da Sinfônica do Paraná. Ele já se apresentou em Bruxelas, Viena, Madri, Londres, Moscou e Berlim.

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A “Sinfonia nº 3” será apresentada dias 29 de agosto e 1º de setembro, acompanhada de dois concertos para piano com solo da ucraniana Valentina Litsitsa, que já participou de recitais no Royal Albert Hall, em Londres, na Filarmônica de Berlim, no Théâtre des Champs Elysées em Paris, no Grande Salão do Conservatório de Moscou e no Carnegie Hall em Nova York. Ela também tem um canal famoso no YouTube, com mais de 700 mil inscritos. 

O último concerto da série, dias 26 e 29 de setembro, terá o pianista brasileiro Cristian Budu no palco do Guairão. Ele venceu o Concurso Internacional Clara Haskil, na Suíça, uma das mais importante por parte de um pianista brasileiro dos últimos anos. Ele já solou à frente da Orquestra Sinfônica de Lucerna, Orquestre de la Suisse Romande, Orquestra Sinfônica da Rádio de Stuttgart, Orquestra Filarmônica de Montevideo e Orquestra Filarmônica de Mendoza. Também se apresentou-se como solista em salas e festivais de todo o mundo.

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SÉRIE OURO – A condução da Série Ouro será do maestro Roberto Tibiriçá. “Um dos objetivos da iniciativa é marcar a volta dos concertos noturnos. E resolvemos fazer o ciclo das quatro sinfonias de Brahms, que são as obras mais icônicas do repertório romântico de uma orquestra sinfônica. Elas são tocadas por orquestras em qualquer lugar do mundo”, explica.

“No primeiro concerto vamos ter Chopin; depois temos o concerto de Tchaikovsky, que é um romântico para violino. Por fim serão dois concertos de Liszt para piano e o concerto de Hekel Tavares, que é o único concerto romântico escrito para piano por um compositor brasileiro”, detalha.

ORQUESTRA – A Orquestra Sinfônica do Paraná é mantida pelo Governo do Estado e integra os corpos artísticos do Centro Cultural Teatro Guaíra. A realização da Série Ouro de concertos tem parceria com o Instituto de Apoio à Orquestra Sinfônica do Paraná (IAOSP). A programação da Orquestra para 2024 está disponível na página do Teatro Guaíra. Os ingressos a partir de R$ 10,00 (meia-entrada) estarão à venda em breve, sempre na bilheteria do Teatro Guaíra e pelo site DeuBalada.com.

Fonte: Governo PR

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MPPR lança segunda fase de operação contra loteamentos irregulares em Ibiporã, com o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão em Londrina

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O Ministério Público do Paraná deflagrou nesta terça-feira, 2 de junho, a segunda fase da Operação Miragem, que investiga a suposta exploração de loteamentos clandestinos e intimidações a agentes públicos responsáveis pela fiscalização e investigação desses loteamentos. O Núcleo Regional de Londrina, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em atuação conjunta com a 1ª Promotoria de Justiça de Ibiporã, cumpriu mandados de prisão preventiva, de busca e apreensão e de busca pessoal em investigação sobre uma associação criminosa voltada à exploração de loteamentos clandestinos, lavagem de capitais, falsidade ideológica e fraude processual. Além disso, o grupo criminoso estaria fazendo ameaças e atos de intimidação direcionados a autoridades públicas e agentes de fiscalização.

Acesse álbum com imagens

Acesse áudio do Promotor de Justiça Jorge Fernando Barreto da Costa

As apurações apontam que o principal investigado liderava a implantação e a comercialização do loteamento clandestino Recanto Água Bonita, em área rural de Ibiporã. O empreendimento ilegal abrangia uma área total de 68.100 m², subdividida ilegalmente em 62 lotes de aproximadamente 1.000 m² cada, comercializados sem qualquer licença ambiental ou alvará urbanístico.

Outro investigado liderava a implantação e a comercialização do loteamento clandestino Recanto dos Sonhos, também na área rural de Ibiporã. O empreendimento ilegal abrangia uma área de 36.300 m², subdividida ilegalmente em 23 lotes também comercializados irregularmente, sem licença ambiental ou alvará urbanístico.

Fraude processual – Em relação ao loteamento Recanto Água Bonita, decisão judicial cível havia determinado a imediata paralisação das atividades e a apresentação em juízo de todos os contratos envolvendo os adquirentes. Entretanto, os líderes do esquema orquestraram uma fraude processual para ocultar e destruir provas, transferindo clandestinamente os contratos físicos para caixas guardadas em um sítio na zona rural e fazendo a exclusão dos arquivos digitais armazenados em nuvem. Para induzir o juízo a erro, protocolaram uma manifestação falsa afirmando que os documentos haviam sido integralmente perdidos em razão de uma suposta “corrosão e falha material do disco rígido” do computador da empresa.

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Lavagem de dinheiro – Mesmo proibidos expressamente por ordem judicial cível de receber qualquer valor decorrente da venda dos lotes, os investigados continuaram cobrando e recebendo as parcelas das vítimas. Para contornar os bloqueios judiciais das contas da empresa original, os requeridos constituíram uma empresa de fachada em nome da irmã do líder do grupo, que atuava como “laranja”. Os compradores eram induzidos em erro por meio de comunicados que alegavam uma falsa “instabilidade bancária” na conta principal e instruíam o direcionamento dos pagamentos via Pix para o CNPJ da empresa de fachada ou para a conta do escritório de advocacia da investigada. O rastreamento financeiro demonstrou que os valores eram rapidamente integrados ao patrimônio pessoal da própria advogada do grupo por meio de transferências eletrônicas sucessivas.

Ameaças e intimidação – As investigações revelaram que alguns dos integrantes do grupo adotaram posturas reiteradamente intimidatórias contra autoridades locais. Apurou-se que o líder da associação criminosa proferiu uma promessa direta de violência e morte contra o Promotor de Justiça do caso, afirmando textualmente em arquivos de áudio que iria “sumir com ele, literalmente”. Os investigados também passaram a monitorar a vida privada da autoridade, rastreando perfis em redes sociais de familiares, planejando eventual aproximação. Além disso, em conversas com outro loteador irregular da região, os alvos planejaram atos coordenados de violência, chegando inclusive a cogitar o sequestro e a morte de fiscais municipais de Ibiporã e um atentado contra o Fórum local (disparos de arma de fogo contra o transformador de energia do edifício, possivelmente com a finalidade de sabotar a realização de uma audiência pública sobre os loteamentos ilegais).

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Bloqueio de valores – As medidas judiciais foram deferidas pelo Juízo das Garantias e pelo Juízo Criminal de Ibiporã. Além das prisões preventivas, o Judiciário determinou o levantamento da inviolabilidade profissional e dos instrumentos de trabalho da advogada investigada. Foi ainda determinado o bloqueio de quaisquer valores depositados em contas bancárias relacionadas ao empreendimento irregular Recanto Água Bonita, bem como de investimentos e aplicações dos investigados e de suas empresas, além do sequestro de bens móveis e imóveis até o montante atualizado de R$ 3,5 milhões – o valor é o produto direto auferido com o esquema criminoso e visa assegurar o ressarcimento dos danos causados às 62 famílias lesadas, bem como a satisfação de multas e custas processuais.

Matéria anterior:

08/01/2026 – MPPR cumpre mandados de busca e apreensão em operação que investiga diversos crimes ligados a loteamento irregular em Ibiporã

Coletiva de imprensa
Às 9h30, na sede do Gaeco de Londrina (Rua Capitão Pedro Rufino, 605 – Jardim Europa), os responsáveis pela operação estarão disponíveis para atendimento à imprensa.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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