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Seminário atualiza profissionais da saúde sobre a tuberculose e enfatiza a prevenção

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Atualizar profissionais da saúde e estudantes da área sobre a tuberculose (TB), uma das doenças infecciosas que mais mata no mundo, é o objetivo do seminário realizado por meio da parceria da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e a Faculdade Pequeno Príncipe, nesta quarta e quinta-feira (17 e 18), em Curitiba. O foco é a prevenção.

Participam do II Seminário de Tuberculose técnicos de referência desta doença das 22 Regionais de Saúde, do Laboratório Central do Estado do Paraná (Lacen-PR), do Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), da Polícia Penal do Paraná (PPPR) e da Vigilância Epidemiológica e Promoção à Saúde estadual e municipais.

Fernanda Dockhorn, do Ministério da Saúde, falou sobre o papel do Paraná no fortalecimento das ações em relação à doença. “O Estado é um exemplo para nós, pois segue as diretrizes nacionais e discute, permanentemente, os pontos a serem trabalhados dentro da Rede. A articulação é muito importante”, disse ela.

O consultor nacional da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Tuberculose e Hanseníase no Brasil, Kleydson Andrade, foi um dos palestrantes e destacou a conscientização, discussão e promoção da educação em saúde voltada a essa doença milenar, que ainda causa óbitos no Brasil. “A prevenção é o caminho, mas também requer esforços coordenados e deve unir forças com outras esferas, como a justiça e assistência social. Ela tem tratamento preventivo e muito eficaz e pode evitar até 92% dos casos da doença”, alertou.

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ESTRATÉGIA GLOBAL – Dentre os assuntos abordados no encontro estão a estratégia global para o enfrentamento da tuberculose, a doença em populações vulneráveis, farmacologia clínica e na abordagem do paciente, as novas tecnologias dentro do Sistema Único da Saúde (SUS) para diagnóstico, além da troca de experiências entre os profissionais.

DOENÇA – Problema de saúde pública, a tuberculose acomete principalmente os pulmões, mas pode atingir outros órgãos ou sistemas, como a pleura, gânglios linfáticos e ossos. O tratamento dura no mínimo seis meses, é gratuito e dispensado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), assim como o seu diagnóstico, que pode ser realizado nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).   

O Brasil é um dos 30 países com a maior carga de tuberculose no mundo e faz parte da lista de daqueles prioritários para a TB e dos compromissos internacionais pela eliminação da doença, dentro dos Objetivos de Sustentável das Nações Unidas (ONU). Em 2023, foram diagnosticados mais de 80 mil casos novos da doença, com incidência de 37 casos por 100 mil habitantes.

No Paraná, entre 2021 e 2023, houve um aumento de 22,6% no número de casos. Foram 2.650 novos registros, que correspondem à incidência de 22,8/100 mil habitantes, em 2023. Em relação ao coeficiente de mortalidade, considerando que tem tratamento e o óbito é evitável, houve um aumento no Paraná de 29%, com 158 mortes em 2019 e 205, em 2022.

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“O Plano Estadual pelo Fim da Tuberculose tem como metas reduzir o coeficiente de incidência para menos de 10 casos por 100 mil habitantes no Paraná até 2030 e o número de óbitos em 95%”, ressaltou a diretora da Atenção e Vigilância, Maria Goretti Lopes. “O fortalecimento do cuidado integral às pessoas e comunidades, com estratégias a serem implementadas na Rede de Atenção à Saúde do Paraná (RAS), em alinhamento com o Plano Nacional para o enfrentamento, são prioridade para a Sesa nesta área da saúde”, complementou a diretora.  

A Secretaria da Saúde alerta para sintomas e cuidados que devem ser tomados em relação à tuberculose:

 – Tosse por três semanas ou mais pode ser tuberculose. A recomendação é procurar a UBS mais próxima da residência

 – O tratamento deve ser realizado até o final

 – Os profissionais devem estar atentos às pessoas com sintomas respiratórios

 – O diagnóstico e tratamento estão disponíveis no SUS

 – Toda a criança deve ser vacinada ao nascer com a BCG

 – O acolhimento e o vínculo com a pessoa com tuberculose fazem toda a diferença para adesão ao tratamento e cura da doença

 – Pessoas vivendo com HIV/Aids (PVHA) têm mais chance de adoecer por TB

 – Estigma e discriminação podem afastar as pessoas do tratamento

Fonte: Governo PR

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Em oito anos, Paraná investe R$ 2,8 bilhões e diversifica alimentação escolar

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A Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR), por meio do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), investiu entre 2019 e 2026 cerca de R$ 2,8 bilhões em alimentação na rede estadual de ensino. No período, foram adquiridos mais de 267 milhões de quilos de gêneros alimentícios destinados à preparação das refeições servidas diariamente aos estudantes paranaenses. Para dimensionar o volume adquirido, a quantidade seria suficiente para abastecer uma cidade de 15 mil habitantes por 61 anos, considerando consumo médio diário de 800 gramas de alimentos por pessoa.

A rede escolar passou por uma significativa diversificação, incorporando alimentos inéditos, ampliando a oferta de produtos orgânicos e valorizando ingredientes da agricultura familiar. Nesse intervalo, foram introduzidos ao menos 15 novos itens, incluindo frutas pouco comuns na alimentação escolar, alimentos embalados com tecnologias de conservação, produtos orgânicos e alimentos regionais.

De acordo com o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, garantir alimentação escolar de qualidade é uma das prioridades da educação pública paranaense. Hoje, essa política atende cerca de 1,2 milhão de estudantes matriculados em mais de 2 mil escolas estaduais, com a oferta de aproximadamente 1,5 milhão de refeições todos os dias.

“Ao longo dos últimos anos, ampliamos os investimentos, fortalecemos a agricultura familiar, expandimos a oferta de alimentos orgânicos e incorporamos novos produtos aos cardápios escolares. Esse conjunto de ações tem garantido refeições mais variadas, nutritivas e alinhadas às necessidades dos estudantes paranaenses”, afirma.

DIVERSIDADE COM QUALIDADE – Entre as principais incorporações estão as frutas congeladas produzidas a partir de espécies nativas brasileiras. Desde 2025, foram distribuídas 81 toneladas de frutas como juçara, guabiroba, jerivá e jabuticaba, além de goiaba, manga, mamão, acerola, framboesa silvestre e limão-caipira, totalizando investimento de quase R$ 2 milhões.

Outra fruta inserida nos cardápios foi a pitaia, ainda pouco comum na alimentação escolar brasileira. Desde sua inclusão, em 2023, já soma 58 toneladas, com investimento de mais de R$ 1 milhão.

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Um dos destaques foi o pão caseiro orgânico, que se tornou o principal alimento orgânico incorporado à alimentação escolar em volume de compras. Nos últimos dois anos, foram adquiridas 293 toneladas do produto, com investimento superior a R$ 8 milhões. Já a água de coco teve rápida expansão. Introduzida em 2024, já soma 800 toneladas distribuídas às escolas e aporte de R$ 6 milhões. 

As barrinhas de frutas ganharam espaço como opção de lanche e acumulam aproximadamente 485 toneladas distribuídas, com investimento de R$ 23 milhões. Outros itens que fazem a alegria dos alunos nessa refeição são o pão de queijo e o doce de leite que também passaram a integrar o cardápio em 2025 e acumularam 330 toneladas distribuídas na rede estadual. O aporte foi de R$ 4 milhões.

Entre as inovações estão o arroz e o feijão embalados em atmosfera modificada (ATM). Somente em 2026 foram comprados cerca de 2 milhões de quilos dos produtos, com investimento de R$ 13 milhões. A tecnologia utiliza embalagens com gases inertes e baixa concentração de oxigênio, aumentando a conservação dos alimentos e reduzindo a proliferação de microrganismos.

A política de diversificação também ampliou a presença de produtos orgânicos, incluindo arroz polido, feijão preto, feijão carioca, açúcar demerara e farinha de mandioca. 

Grande parte desses novos produtos é fornecida por agricultores familiares paranaenses. Entre os alimentos estão biomassa de banana verde, café torrado e moído, chá-mate tostado, amora, framboesa, ervilha-torta, milho para pipoca, canjica branca e o pinhão. Tradicional na cultura paranaense, a semente movimentou R$ 311 mil em compras da agricultura familiar nos últimos sete anos e teve mais de 36 toneladas distribuídas para 470 escolas estaduais.

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Para a diretora-presidente do Fundepar, Eliane Teruel Carmona, a evolução dos cardápios demonstra o compromisso da rede estadual com a qualidade da alimentação escolar. “A inclusão de frutas nativas, produtos orgânicos e alimentos regionais amplia as experiências alimentares dos estudantes e aproxima os alunos da diversidade agrícola do Paraná. Além dos benefícios nutricionais, essa política fortalece a agricultura familiar e contribui para a formação de hábitos alimentares mais saudáveis”, disse.

CONTROLE E QUALIDADE – A alimentação escolar conta com um sistema rigoroso de inspeção para garantir a qualidade dos produtos adquiridos. O controle abrange todas as etapas da cadeia de abastecimento, da produção à entrega nas escolas, garantindo padrões sanitários, nutricionais e de rastreabilidade.

A fiscalização inclui o cumprimento de normas de higiene, armazenamento e transporte, além da exigência de certificação para produtos de origem animal e certificação de produtos orgânicos. Nutricionistas da rede estadual também acompanham se os alimentos atendem os cardápios escolares, considerando valor nutricional e diversidade alimentar.

Outro ponto central é a rastreabilidade, que permite identificar a origem dos produtos e acompanhar todas as etapas da cadeia de abastecimento. O modelo também prioriza fornecedores locais, fortalecendo a agricultura familiar e a economia regional.

“Todo alimento adquirido para a alimentação escolar passa por um processo rigoroso de controle e fiscalização. Acompanhamos desde a origem dos produtos até a entrega nas escolas, garantindo que os estudantes recebam alimentos seguros, de qualidade e em conformidade com os padrões nutricionais exigidos pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar”, afirma Andrea Bruginski, responsável técnica pelo PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) no Fundepar.

Fonte: Governo PR

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