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Dia Mundial da Saúde: hábitos simples e acompanhamento periódico geram longevidade

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Neste domingo, 7 de abril, em que se comemora o Dia Mundial da Saúde, o Governo do Paraná ressalta o impacto positivo de hábitos de vida mais saudáveis, na perspectiva de envelhecer melhor, com qualidade de vida. Alimentação adequada, prática frequente de atividade física, acompanhamento periódico da saúde, sono de qualidade e convívio social são alguns dos fatores que influenciam a longevidade.

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a população mundial está envelhecendo, o que culminou na Década do Envelhecimento Saudável 2021-2030, declarada pela Assembleia Geral das Nações Unidas. No Paraná, a população idosa é de 1,9 milhão de pessoas, o equivalente a 16%.

Dentro desse panorama, a Secretaria da Saúde trabalha numa perspectiva de atendimento integral, acompanhando as ações municipais. “Temos uma série de políticas públicas para que o envelhecimento aconteça com saúde no Paraná, para que a população receba todo o acolhimento, atendimento e atenção necessária em todas as fases da vida”, diz o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

Segundo ele, a Atenção Primária tem um papel fundamental nesse ciclo, pois é onde o cuidado em saúde acontece mais próximo do cidadão. Em 2023, as equipes da saúde nos municípios realizaram 27.347.165 atendimentos individuais e 41.354.630 procedimentos nos estabelecimentos. São 653 postos e 2.059 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) nos 399 municípios.

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No cuidado à pessoa idosa, a Atenção Primária à Saúde também assume um papel relevante no reconhecimento e atenção daquelas que se encontram em condição de fragilidade, que necessitam de assistência diferenciada, ou seja, por meio de atendimento e acompanhamento de rotina, como também se beneficiando de atividades de promoção da saúde e prevenção.

“Longevidade é mais do que viver por muito tempo, é viver mais e com boa saúde, e isso implica em alguns cuidados que podem garantir uma vida mais longa, saudável e com qualidade. A promoção da saúde em todas as fases do curso da vida contribui para o processo de envelhecer mais ativo e com qualidade, o que impactará significativamente em maior autonomia e capacidade funcional na velhice”, afirma o secretário.

A Secretaria da Saúde lista algumas dicas para uma vida longa e com qualidade:

– Inclua atividade física na rotina, movimente-se. Tenha em mente que fazer qualquer atividade física, no tempo e no lugar em que for possível, é melhor do que não fazer nada.

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– Alimentação saudável, preferindo alimentos frescos e mais naturais, comida feita em casa.

– Aproveitar os momentos de lazer e cultivar o convívio social e familiar.

– Ter um sono de qualidade, o que impõe organizar o ambiente para descansar e uma rotina de horários.

– Evite fumar. Caso seja uma pessoa tabagista, procure tratamento no serviço de saúde para parar de fumar.

COMEMORAÇÃO – O Dia Mundial da Saúde é uma data criada em 1948 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que tem como objetivo conscientizar a população a respeito da qualidade de vida e dos diferentes fatores que afetam a saúde populacional. Essa data foi estabelecida para coincidir com a de fundação da OMS e foi comemorada, pela primeira vez, em 1950.

Fonte: Governo PR

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Vínculo e integração: Paraná aumenta em 19% os atendimentos em saúde mental no SUS

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O cuidado com a saúde mental no Paraná tem passado por uma profunda transformação nos últimos anos, consolidando um modelo de atendimento que prioriza a integração, a prevenção e o vínculo com a população. Por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o Governo do Paraná estruturou uma robusta Rede de Atenção Psicossocial (Raps), que garante desde o acolhimento inicial nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) até tratamentos especializados e internamentos. Somente em 2025 foram investidos mais de R$ 23 milhões diretamente na Linha de Cuidado em Saúde Mental.

No ano passado, foram realizados 2.551.463 atendimentos, o que representa um crescimento de 19% se comparado ao ano anterior – 2.144.086 registros. Os serviços nessa área correspondem à atenção a pessoas com sofrimento ou transtornos mentais, além daquelas com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas.

Para o secretário estadual da Saúde, César Neves, os números consolidam a política pública de descentralização do atendimento e o foco de levar o atendimento mais próximo do cidadão paranaense, objetivo que é a marca da atual gestão.

“A saúde mental é uma prioridade absoluta para o Governo do Paraná. Estamos trabalhando incansavelmente para descentralizar o atendimento, garantindo que cada cidadão paranaense, independentemente de onde resida, encontre acolhimento e tratamento adequado na rede pública. O nosso objetivo é que o SUS seja um porto seguro para quem enfrenta qualquer tipo de sofrimento psíquico”, afirmou o secretário.

A rede de atendimento do Estado conta atualmente com 163 Centros de Atenção Psicossocial (Caps), em diversas modalidades, que funcionam como o eixo do atendimento especializado. Além disso, a estrutura dispõe de sete unidades do Serviço Integrado de Saúde Mental (SIMPR), 41 equipes Multiprofissionais de Atenção Especializada em Saúde Mental (eMAESM), ambulatórios distribuídos por todas as regiões de saúde e Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT).

Para casos que exigem internamento, o Estado disponibiliza 1.651 leitos em hospitais especializados em psiquiatria e 73 leitos de saúde mental em hospitais gerais.

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CUIDADO TRANSVERSAL – A transversalidade é outro conceito central. O tema foi amplamente debatido durante o evento “Saúde em Movimento 2026”, promovido pela Sesa, e que reuniu especialistas para discutir como o cuidado em saúde mental permeia a todas as etapas da assistência ao cidadão, incluindo a saúde da mulher, oncologia e acompanhamento de doenças crônicas.

A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa e coordenadora do PlanificaSUS Paraná, Maria Goretti David Lopes, esclarece que a saúde mental não pode ser uma ilha no sistema de saúde e deve fazer parte da prática de todos os profissionais que atuam no cuidado das pessoas.

“A mente e o corpo estão interligados. Precisamos olhar para a pessoa de forma integral, compreendendo que o sofrimento emocional afeta a vida. Nossas equipes estão sendo preparadas para ter essa visão ampla e humanizada em cada atendimento realizado”, destacou a diretora.

ONDE BUSCAR ATENDIMENTO – Para aqueles que enfrentam problemas de saúde mental, o Paraná oferece múltiplos pontos de acesso à rede de atendimento. As portas de entrada são as Unidades Básicas de Saúde (UBS). Dependendo da complexidade do caso, a pessoa pode ser encaminhada para os Centros de Atenção Psicossocial (Caps), clínicas ambulatoriais especializadas ou equipes multiprofissionais de atenção especializada.

“O ponto de entrada no Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo problemas de saúde mental, é sempre a unidade básica de saúde. Na unidade de atenção primária à saúde a pessoa é acolhida e atendida pelos profissionais que estão lá”, explicou a chefe da Divisão de Atenção à Saúde Mental da Sesa, Suelen Gonçalo.

“Dependendo das necessidades do indivíduo, o tipo de atendimento é determinado pelos recursos disponíveis no município, podendo haver encaminhamento para o Caps ou ambulatórios especializados em casos mais graves”, complementou.

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Para situações de emergência ou crise, o cidadão pode procurar as Unidades de Pronto Atendimento (UPA), acionar o Samu pelo número 192 ou procurar diretamente um Caps que funcione 24 horas.

Os agentes comunitários de saúde também desempenham papel fundamental, buscando ativamente as pessoas em seus territórios e facilitando o acesso ao cuidado. Além disso, existem grupos de apoio e atividades coletivas organizadas em cada município, como caminhadas, grupos terapêuticos e ações comunitárias que contribuem para o cuidado integrado e humanizado.

Apesar dos avanços, o estigma ainda é uma barreira significativa para a busca por tratamento. “Há estigma e preconceito em relação aos problemas de saúde mental. As famílias desempenham um papel fundamental nesse processo, devendo estar presentes nos momentos de maior vulnerabilidade e buscar os serviços do SUS caso a pessoa em sofrimento não consiga dar o primeiro passo”, reforçou Suelen Gonçalo.

QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL – Um dos principais pilares dessa transformação no atendimento é a qualificação permanente dos profissionais da saúde, impulsionada pelo projeto PlanificaSUS Paraná – Saúde Mental na APS (Atenção Primária à Saúde). A iniciativa, que conta com a parceria do Hospital Israelita Albert Einstein e do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), já capacitou mais de 18 mil trabalhadores da Atenção Primária à Saúde, apenas em 2025.

O Paraná é destaque nacional por ser o primeiro estado a expandir a metodologia do PlanificaSUS para 100% de seu território. O objetivo é preparar profissionais da saúde que não são especialistas, como médicos, enfermeiros e agentes comunitários de saúde para o reconhecimento e manejo de transtornos mentais e uso problemático de álcool e outras drogas.

A capacitação utiliza o Manual de Intervenções mhGAP (MI-mhGAP) da Organização Mundial da Saúde (OMS), que oferece protocolos clínicos para profissionais não especializados.

Fonte: Governo PR

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