Curitiba
Curitiba tem 43 árvores protegidas e consideradas imunes de corte
Curitiba tem 43 árvores imunes de corte, portanto protegidas por decreto desde 2009. Além do porte, a raridade da espécie na cidade e a importância socioeconômica ou cultural são critérios que podem ser usados para incluir uma árvore na lista. A relação das árvores imunes de corte não é fechada, sempre cabe mais um. Servidores do município que trabalham com arborização são boas fontes para indicar exemplares para a lista.
Mas qualquer cidadão também pode sugerir e, caso a árvore do seu terreno seja aceita, ele ficará responsável por ela e ainda terá o benefício de uma redução de 10% no valor do IPTU. As árvores protegidas estão identificadas com uma placa, o que permite que qualquer pessoa aprecie suas formas exuberantes ou sua raridade. Uma das mais conhecidas é o exemplar de ipê amarelo na Rodoviária de Curitiba.
Araucária
O Dia Nacional da Araucária, comemorado nesta segunda-feira (24), foi marcado pelo plantio de 200 novas mudas da árvore em Curitiba. Foram 20 mudas de araucária em cada uma das 10 regionais da cidade. A ação é resultado de uma parceria do Departamento de Produção Vegetal da Secretaria Municipal do Meio Ambiente com as administrações, que já aconteceu no ano passado. As mudas foram fornecidas pelo Horto Municipal.
“Escolhemos os locais também em conjunto. Buscamos extensas áreas verdes, longe de fios de alta tensão, pensando no desenvolvimento das árvores”, contou o diretor José Roberto Roloff.
Curitiba
Curitiba tem um bairro gigante que supera municípios da Região Metropolitana
A Cidade Industrial de Curitiba (CIC) carrega o título de bairro mais populoso da capital paranaense e figura entre os cinco maiores do Brasil. Segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 172.510 moradores, número superior ao de Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, que têm 127 mil e 118.730 habitantes, respectivamente.
Além da densidade populacional, a CIC se destaca pelo tamanho territorial, com 43 km² de extensão. Oficialmente fundada em 1973, a Cidade Industrial nasceu de uma parceria entre a Urbs e o Governo do Paraná.
A ideia era criar uma área planejada para receber indústrias e, ao mesmo tempo, oferecer moradia para trabalhadores. As primeiras casas começaram a surgir nos anos 1980 e, desde então, a região nunca parou de crescer.
Nos anos 1970, o bairro parecia isolado às margens da BR-116. Hoje, no entanto, faz parte do coração econômico da capital, com conexões diretas para o interior do Paraná.
Bairros mais populosos de Curitiba
Atualmente, a CIC lidera o ranking dos bairros mais populosos de Curitiba, seguida por Sítio Cercado, Cajuru, Uberaba e Boqueirão. Somadas, essas cinco regiões concentram 503.664 habitantes, ou seja, quase 30% de toda a população curitibana.
Na outra ponta, bairros como Riviera, Lamenha Pequena e Cascatinha mal chegam a somar 10 mil moradores.
Boom de investimentos após a pandemia
Desde 2022, a CIC tem atraído grandes investimentos em diferentes setores. Estima-se que cerca de R$ 2 bilhões já tenham sido confirmados em projetos industriais para os próximos três anos
A região também foi a mais procurada da cidade para abertura de empresas no primeiro semestre de 2022. Segundo a prfeitura, 2.761 novos negócios se instalaram ali, número maior que o registrado no Centro e no Sítio Cercado.
Atualmente, o bairro reúne aproximadamente 20 mil empresas, responsáveis por mais de 80 mil empregos diretos e indiretos, de acordo com a Associação das Empresas da CIC.
Entre os investimentos mais expressivos estão os R$ 1,5 bilhão da Volvo em pesquisa e desenvolvimento até 2025; os R$ 200 milhões da Fiocruz na construção de uma fábrica de vacinas; e outros R$ 200 milhões da alemã Horsch, que pretende implantar uma unidade de máquinas agrícolas na região.
Desafios do maior bairro de Curitiba
Apesar da relevância econômica e social, a CIC enfrenta desafios típicos de grandes centros urbanos. O bairro aparece em segundo lugar no ranking de crimes contra o patrimônio em 2025, com 2.545 ocorrências registradas apenas no primeiro semestre, ficando atrás apenas do Centro.
Além da questão da segurança, o trânsito intenso e as demandas por urbanização acompanham o crescimento acelerado da região.
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