Paraná
Universidade do Paraná recebe primeira rede privada 5G em instituição de ensino superior
O Centro Universitário Santa Cruz (UniSantaCruz) e a Ligga Telecom lançaram em Curitiba, nesta quarta-feira (21), a primeira rede privada 5G em uma instituição de ensino superior no Brasil. Com o suporte da empresa Databahn Solutions, a rede foi instalada dentro do campus da universidade e vai atender os mais de 18 mil alunos da UniSantaCruz, com duas antenas 5G que irão distribuir o sinal de internet para todas as salas por meio de modens.
A iniciativa é um marco tecnológico para o Paraná e vai gerar um impacto positivo no desenvolvimento tecnológico, transformando a comunidade acadêmica, a indústria de telecomunicações e o setor de inovação, refletindo diretamente no avanço da educação e no processo de modernização e transformação digital do Estado.
Segundo o secretário estadual da Inovação, Modernização e Transformação Digital, Marcelo Rangel, a implementação da rede é o início de um processo de inovação que vai gerar oportunidades de operação em diversos setores como saúde, educação e infraestrutura. “O Paraná já é considerado o Estado mais inovador do Brasil e hoje nós subimos mais um degrau, temos no nosso portfólio a primeira instituição de ensino superior com uma rede privada de 5G. Estamos falando de uma transformação na vida dos professores, dos estudantes e da comunidade”, disse.
A implementação da rede privada de 5G vai permitir que alunos e professores da instituição de ensino superior possam explorar e testar produtos e projetos tecnológicos com mais estabilidade, menor consumo de energia, maior confiabilidade e velocidade de conexão.
“Estamos muito felizes de poder implementar esse projeto pioneiro aqui na universidade. Isso não seria possível de acontecer sem o auxílio da Ligga Telecom, que nos visualizou e nos viu como principal parceiro para esse pontapé. Acredito que vai ser uma informação educacional não só para nós da UniSantaCruz, mas sim para todo o País”, comentou a presidente do Centro Universitário Santa Cruz, Amanda Brito.
Para o diretor presidente da Ligga Telecom, Wendell de Oliveira, o projeto é importante para o desenvolvimento de soluções que irão trazer mais oportunidade e competitividade para as empresas. “O Paraná é o Estado mais inovador do Brasil, Curitiba é a cidade mais inteligente do mundo e essa iniciativa vem para validar o que sempre falamos. Ainda tem muito a ser feito, esse é o primeiro de possíveis centenas de outros projetos”, afirmou.
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CEP DIGITAL E CONECTIVIDADE RURAL – A Secretaria da Inovação, Modernização e Transformação Digital tem implementado diversas ações visando levar um maior acesso de conexão de internet em diversas regiões do Estado.
O Programa de Conectividade Rural iniciou o projeto de implementação de ações de curto prazo em fevereiro. A primeira ação aconteceu durante o Show Rural Coopavel, em Cascavel. Foram implementadas Provas de Conceito (POCs) de rede de wi-fi com o objetivo de melhorar a cobertura de internet no evento, atingindo pela primeira vez 100% da área com acesso a internet.
Outro projeto é o CEP Rural Digital, que pelo processo de georreferenciamento vai facilitar o acesso de serviços de saúde e segurança pública em propriedades rurais do Estado, proporcionando mais cidadania aos moradores das áreas rurais mais distantes. A tecnologia aplicada no projeto vai emitir códigos únicos e confidenciais indicando a localização exata da entrada das propriedades. Com isso, será possível a localização por aplicativos de navegação, como Google Maps e Waze, facilitando o acesso a elas.
O CEP Rural Digital também vai permitir que serviços particulares, como entregas de produtos e encomendas, cheguem com mais facilidade.
Fonte: Governo PR
Paraná
MPPR lança segunda fase de operação contra loteamentos irregulares em Ibiporã, com o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão em Londrina
O Ministério Público do Paraná deflagrou nesta terça-feira, 2 de junho, a segunda fase da Operação Miragem, que investiga a suposta exploração de loteamentos clandestinos e intimidações a agentes públicos responsáveis pela fiscalização e investigação desses loteamentos. O Núcleo Regional de Londrina, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em atuação conjunta com a 1ª Promotoria de Justiça de Ibiporã, cumpriu mandados de prisão preventiva, de busca e apreensão e de busca pessoal em investigação sobre uma associação criminosa voltada à exploração de loteamentos clandestinos, lavagem de capitais, falsidade ideológica e fraude processual. Além disso, o grupo criminoso estaria fazendo ameaças e atos de intimidação direcionados a autoridades públicas e agentes de fiscalização.
Acesse áudio do Promotor de Justiça Jorge Fernando Barreto da Costa
As apurações apontam que o principal investigado liderava a implantação e a comercialização do loteamento clandestino Recanto Água Bonita, em área rural de Ibiporã. O empreendimento ilegal abrangia uma área total de 68.100 m², subdividida ilegalmente em 62 lotes de aproximadamente 1.000 m² cada, comercializados sem qualquer licença ambiental ou alvará urbanístico.
Outro investigado liderava a implantação e a comercialização do loteamento clandestino Recanto dos Sonhos, também na área rural de Ibiporã. O empreendimento ilegal abrangia uma área de 36.300 m², subdividida ilegalmente em 23 lotes também comercializados irregularmente, sem licença ambiental ou alvará urbanístico.
Fraude processual – Em relação ao loteamento Recanto Água Bonita, decisão judicial cível havia determinado a imediata paralisação das atividades e a apresentação em juízo de todos os contratos envolvendo os adquirentes. Entretanto, os líderes do esquema orquestraram uma fraude processual para ocultar e destruir provas, transferindo clandestinamente os contratos físicos para caixas guardadas em um sítio na zona rural e fazendo a exclusão dos arquivos digitais armazenados em nuvem. Para induzir o juízo a erro, protocolaram uma manifestação falsa afirmando que os documentos haviam sido integralmente perdidos em razão de uma suposta “corrosão e falha material do disco rígido” do computador da empresa.
Lavagem de dinheiro – Mesmo proibidos expressamente por ordem judicial cível de receber qualquer valor decorrente da venda dos lotes, os investigados continuaram cobrando e recebendo as parcelas das vítimas. Para contornar os bloqueios judiciais das contas da empresa original, os requeridos constituíram uma empresa de fachada em nome da irmã do líder do grupo, que atuava como “laranja”. Os compradores eram induzidos em erro por meio de comunicados que alegavam uma falsa “instabilidade bancária” na conta principal e instruíam o direcionamento dos pagamentos via Pix para o CNPJ da empresa de fachada ou para a conta do escritório de advocacia da investigada. O rastreamento financeiro demonstrou que os valores eram rapidamente integrados ao patrimônio pessoal da própria advogada do grupo por meio de transferências eletrônicas sucessivas.
Ameaças e intimidação – As investigações revelaram que alguns dos integrantes do grupo adotaram posturas reiteradamente intimidatórias contra autoridades locais. Apurou-se que o líder da associação criminosa proferiu uma promessa direta de violência e morte contra o Promotor de Justiça do caso, afirmando textualmente em arquivos de áudio que iria “sumir com ele, literalmente”. Os investigados também passaram a monitorar a vida privada da autoridade, rastreando perfis em redes sociais de familiares, planejando eventual aproximação. Além disso, em conversas com outro loteador irregular da região, os alvos planejaram atos coordenados de violência, chegando inclusive a cogitar o sequestro e a morte de fiscais municipais de Ibiporã e um atentado contra o Fórum local (disparos de arma de fogo contra o transformador de energia do edifício, possivelmente com a finalidade de sabotar a realização de uma audiência pública sobre os loteamentos ilegais).
Bloqueio de valores – As medidas judiciais foram deferidas pelo Juízo das Garantias e pelo Juízo Criminal de Ibiporã. Além das prisões preventivas, o Judiciário determinou o levantamento da inviolabilidade profissional e dos instrumentos de trabalho da advogada investigada. Foi ainda determinado o bloqueio de quaisquer valores depositados em contas bancárias relacionadas ao empreendimento irregular Recanto Água Bonita, bem como de investimentos e aplicações dos investigados e de suas empresas, além do sequestro de bens móveis e imóveis até o montante atualizado de R$ 3,5 milhões – o valor é o produto direto auferido com o esquema criminoso e visa assegurar o ressarcimento dos danos causados às 62 famílias lesadas, bem como a satisfação de multas e custas processuais.
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Coletiva de imprensa
Às 9h30, na sede do Gaeco de Londrina (Rua Capitão Pedro Rufino, 605 – Jardim Europa), os responsáveis pela operação estarão disponíveis para atendimento à imprensa.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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