Paraná
Seguro Rural do Estado garantiu apoio aos produtores de diversas culturas em 2023
Atividade dependente de condições climáticas e de fatores não controláveis, a agropecuária tem no seguro rural um auxiliar para a proteção da renda. Para baratear os custos, o Governo do Paraná é um dos que conta com um programa estadual de subvenção econômica ao prêmio do seguro, complementar ao oferecido pela União.
O objetivo é ampliar o acesso ao seguro agrícola, garantir ao segurado a cobertura de perdas decorrentes de fenômenos climáticos e adversos que afetam as lavouras, incorporar o seguro rural como instrumento para a estabilidade da renda agropecuária e promover o uso de tecnologias adequadas e modernas da gestão do empreendimento.
De acordo com a engenheira agrônoma Gianna Maria Cirio, responsável técnica pelo controle das operações, em 2023, dos R$ 12,7 milhões disponíveis, foram pagos R$ 5,95 milhões em subvenções. Estiveram sob a garantia do seguro os proprietários de 2.056 apólices, cobrindo 102 mil hectares.
O atendimento contemplou ameixa, batata inglesa, caqui, cebola, cevada, feijão, kiwi, maçã, melancia, milho, nectarina, pecuária, pera, pêssego, tangerina, tomate, trigo sequeiro e uva.
Os triticultores foram os que mais procuraram essa garantia para suas culturas, com 78% dos recursos, o que corresponde a R$ 4,6 milhões. Outros 4,5%, ou R$ 270 mil, foram segurados pelos produtores de milho segunda safra. Entre as outras principais culturas que se beneficiaram do valor restante estão uva, cebola, maçã, cevada e pecuária.
Segundo o economista do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Francisco Simioni, a estiagem na primavera de 2022 obrigou os produtores a estender a semeadura da soja até o final de novembro e a colheita até o final de fevereiro, prejudicando o calendário agrícola para plantio do milho.
“Esse fator elevou substancialmente o risco e cerca de 50% a 60% da área cultivada ficou suscetível, com probabilidade de sinistros acima de 40%, por geada ou seca”, ponderou Simioni. “Essas variáveis reduziram drasticamente a contratação de seguro para o cereal em todas as regiões produtoras no Paraná, configurando-se como a principal causa da não utilização de todo o recurso disponibilizado para o ano civil’.
Já o desempenho na contratação de seguro para os cereais de inverno foi normal. Para trigo e cevada esse mecanismo deve ser fundamental, considerando o inverno com temperaturas mais elevadas e a ocorrência de excesso de chuva na colheita. “Possivelmente elevará o número de pedidos de vistorias para detectar a necessidade de indenizações de perdas considerando redução de produtividade e qualidade”, salientou o economista.
A Subvenção Estadual ao Prêmio de Seguro Rural é limitada ao percentual máximo de 20% do prêmio total. Pode ser de até R$ 4,4 mil por CPF/CNPJ, por cultura ou espécie animal, e até R$ 8,8 mil por CPF/CNPJ por ano civil. Os recursos são do Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE), administrados pela Fomento Paraná.
Fonte: Governo PR
Paraná
Com recordes, aeroportos do Paraná registram 2,6 milhões de viajantes no 1º trimestre
O setor do transporte aéreo paranaense começa o ano registrando grandes taxas de movimentação e batendo recordes. No primeiro trimestre deste ano (janeiro, fevereiro e março), os principais aeroportos paranaenses registraram, juntos, mais de 2,6 milhões de passageiros. O resultado é 7% maior que o mesmo período do ano passado, quando os terminais somaram 2,4 milhões de pessoas.
Compõem o saldo os aeroportos Afonso Pena (em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba), Foz do Iguaçu (Oeste), Maringá (Noroeste), Cascavel (Oeste) e Londrina (Norte). As informações são da Motiva (que administra três terminais no Estado) junto de Prefeituras, e foram compiladas pelo Viaje Paraná – órgão de promoção vinculado à Secretaria do Turismo (Setu-PR).
O Aeroporto Internacional Afonso Pena registrou uma movimentação superior a 1,4 milhão de passageiros nos primeiros três meses deste ano, que representa um crescimento próximo de 5% em relação ao primeiro trimestre de 2025, quando 1,3 milhão de pessoas embarcaram ou desembarcaram no terminal.
A partir de julho, o aeroporto terá mais uma importante rota que vai reforçar o fluxo de turistas no Estado. Será o início das operações do voo direto Lisboa – Curitiba, a primeira rota intercontinental ligando a Europa ao Paraná. Operada pela TAP Air, a linha terá três frequências semanais, às terças, quintas e domingos.
“Mais de 395 mil turistas estrangeiros visitaram o Estado no primeiro trimestre e muitos usaram a nossa malha aérea. Agora, com a chegada de mais esse voo sem escalas, ligando Portugal até o Paraná, a tendência é que mais estrangeiros conheçam o Estado, visitem nossos destinos e impactem toda uma cadeia econômica que o turismo representa”, disse Irapuan Cortes, diretor-presidente do Viaje Paraná.
Analisando o histórico, o Afonso Pena superou os 6 milhões de passageiros ao longo de todo o ano de 2025, crescimento de 7% na comparação com 2024. Desde 2022, quando o terminal registrou 3,9 milhões de passageiros, o volume acumulado cresceu mais de 50%.
De acordo com o gerente do aeroporto, Eden Pisani Júnior, o avanço reflete ajustes e respostas diretas do mercado. “Esse crescimento está diretamente relacionado ao aumento da oferta de voos e a consolidação do aeroporto como hub nacional. Há um movimento consistente de demanda, tanto corporativa quanto de lazer, que tem sustentado esses resultados ao longo dos últimos ciclos”, disse.
TERRA DAS CATARATAS – O Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu bateu recorde de movimentação para o período. Ao todo, no primeiro trimestre de 2026, foram cerca de 695 mil passageiros, número 20% maior que o registrado no ano passado, que foi de 577 mil. O saldo deste ano também superou em 5% o recorde anterior (661 mil), que havia sido registrado em 2019, ano pré-pandemia.
“A homologação da extensão da pista, entregue em outubro do ano passado, tem permitido que as companhias aéreas operem com maior capacidade técnica. O Aeroporto de Foz conta hoje com a segunda maior pista do Sul do Brasil, de 2.705 metros de comprimento”, afirmou Vinícius Bueno, gerente do terminal aéreo.
A pista do aeroporto, ampliada graças a um convênio firmado pelo Governo do Estado e Itaipu Binacional, acarreta em maior segurança, possibilidade de receber aviões com mais passageiros e carga, além de permitir voos com destino ou origem de locais mais distantes. A infraestrutura também foi melhorada com obras de mais de R$ 340 milhões entregues pela Motiva em 2025, permitindo receber viajantes com mais conforto, atraindo novas rotas e voos diretos.
FLUXO NACIONAL E REGIONAL – Outros aeroportos de fluxo importante ao Estado também tiveram boa movimentação. No Noroeste, o Aeroporto Regional de Maringá bateu recorde histórico no primeiro trimestre de 2026, com 206,9 mil passageiros, superando em quase 9% o ano passado, que teve 189,9 mil viajantes (último recorde do período).
No Oeste, o Aeroporto Regional de Cascavel teve 8% de aumento no primeiro trimestre deste ano, com 118,8 mil passageiros, frente ao mesmo período de 2025, com 109,2 mil pessoas. Enquanto na região Norte do Paraná, o Aeroporto de Londrina teve saldo de 159,9 mil passageiros entre embarques e desembarques.
Fonte: Governo PR
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