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Segunda fase do Vestibular 2024 da UEL tem abstenção de apenas 7,22%

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Pouco mais de 500 candidatos (511 no total) deixaram de comparecer neste domingo (26) à 2ª fase do Vestibular 2024 da UEL. Foram aplicadas as provas de Línguas e Literatura em Língua Portuguesa (20 questões objetivas); Língua Estrangeira (10 questões objetivas) e Redação (um texto dissertativo sobre a crise da água no mundo e uma produção curta sobre a administração do tempo). O gabarito provisório das questões já está disponível no portal da Cops.

A abstenção de pouco mais de 7% (de um universo de 7.075 estudantes) foi considerada abaixo da média. No último vestibular, realizado em março passado, o total de ausentes no primeiro dia chegou 12,6%. “O volume menor demonstra a relação de compromisso e pertencimento do estudante com a universidade e a preocupação do candidato em conseguir uma vaga no ensino superior”, disse a reitora Marta Favaro.

Marta também adiantou que a UEL deverá avaliar nos próximos dias um novo modelo de provas do Vestibular. Um Grupo de Trabalho fez uma avaliação do atual modelo – realizado em duas etapas – ouvindo professores e alunos do Ensino Médio, além de estudantes ingressantes da UEL nos anos 2019 e 2020. O objetivo é adequar o processo de seleção dos futuros universitários à realidade de candidatos e escolas. Desde 2012 a UEL aplica o atual modelo.

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Este ano os candidatos foram desafiados com duas questões de redação. A primeira trouxe o tema “a crise da água no mundo”, apresentando um pequeno texto introdutório e dois infográficos com informações sobre o consumo de água. A prova solicitava um texto dissertativo argumentativo de até 20 linhas sobre o assunto.

A segunda proposta de redação trouxe um artigo publicado na Folha de Londrina, de autoria do consultor Abraham Shapiro, sobre a realidade da vida moderna e o desafio para uma adequada administração do tempo. A questão pedia a redação de um pequeno texto conclusivo de até seis linhas.

Devido ao vestibular, nesta segunda-feira (27) não haverá aulas na UEL. Neste segundo dia, os candidatos realizam a prova discursiva de Conhecimentos Específicos, composta de 12 questões discursivas sobre o conteúdo de três disciplinas elencadas pelos colegiados de cada curso. As disciplinas de cada graduação constam do Manual do Candidato, disponível no portal da Cops.

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No caso do mais recente curso da UEL, Ciência de Dados e Inteligência Artificial, a prova do segundo dia será composta das disciplinas de Física, Matemática e Língua Portuguesa e Literatura, de acordo com Resolução do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE). 

Na terça, será aplicada a prova de Habilidades Específicas para os candidatos aos cursos de Arquitetura, Artes Visuais, Design de Moda e Design Gráfico. A primeira convocação do Vestibular será divulgada em 16 de janeiro de 2024.

Fonte: Governo PR

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IAT faz dispersão de 700 mil sementes de palmito-juçara para restaurar a Mata Atlântica

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O Instituto Água e Terra (IAT) promoveu nesta quarta-feira (3) uma ação de restauração ambiental da Mata Atlântica por meio da dispersão aérea de 700 mil sementes de palmeira-juçara (Euterpe edulis) em diferentes pontos do Litoral do Paraná. A ação, coordenada pelo Centro de Operações Aéreas do órgão ambiental (COA-IAT), ocorreu em quatro Unidades de Conservação de Proteção Integral: Parque Estadual do Rio da Onça (Matinhos), Estação Ecológica de Guaraguaçu (Paranaguá), Parque Estadual do Boguaçu (Guaratuba) e Parque Estadual Pico do Marumbi (Morretes, Piraquara e Quatro Barras).

As sementes são oriundas de coletas próprias do IAT e doações realizadas por parceiros como o Instituto de Estudos Ambientais Mater Natura, o Instituto Juçara de Agroecologia e a Associação de Produtores Orgânicos de Quedas do Iguaçu Produzindo Vida (APOQI). A iniciativa contou também com o apoio do Distrito 4730 do Rotary Club.

“Essas áreas foram escolhidas pelos gestores das Unidades de Conservação em coordenadas onde foram registrados crimes ambientais, incluindo a extração ilegal da planta. Não é um lançamento aleatório, ele será monitorado posteriormente para verificar a eficácia da ação”, explica o diretor-presidente do IAT, José Volnei Bisognin.

Além de contribuir para a conservação e valorização da planta, considerada uma espécie ameaçada por causa da extração ilegal, a iniciativa tem um propósito educativo, procurando sensibilizar a população para importância ecológica da Mata Atlântica e da conservação das espécies nativas.

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“Queremos que as pessoas entendam a importância da preservação dessa espécie, que é fundamental para o ecossistema da Mata Atlântica. Nós temos 19 viveiros espalhados pelo Estado que podem fornecer mudas para a população. Queremos cada vez mais que as pessoas colaborem com o plantio em suas casas para contribuir com a melhoria da qualidade ambiental do Estado”, destaca Bisognin.

“É uma ação que planejamos executar novamente no futuro, uma iniciativa importante para a regeneração do meio ambiente que precisa ser repetida sempre”, complementa o chefe da regional do IAT no Litoral, Altamir Hacke.

CARACTERÍSTICAS – A palmeira Juçara (Euterpe edulis Martius) é típica da Floresta Atlântica do Brasil e áreas subjacentes. Ocorre desde o estado do Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. Como produtos da planta, além de frutos, dos quais se extrai uma saborosa polpa, está o famoso palmito-juçara, exaustivamente explorado. Devido ao extrativismo predatório de seu palmito, passou a ser considerada oficialmente uma espécie em risco de extinção.

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Os frutos planta são muito consumidos por dezenas de espécies de aves e de mamíferos. Tucanos, jacutingas, jacus, sábias e arapongas são os principais dispersores das sementes. Já as cutias, antas, catetos e esquilos, entre outros animais, se alimentam das suas sementes e frutos.

“Buscamos com essa iniciativa o ressurgimento do palmito-juçara no Litoral do Paraná. Isso sim é pensar no meio ambiente, uma visão de futuro para a Mata Atlântica”, diz o governador do Distrito 4730 do Rotary, Marcelo Passos.

A germinação da semente do palmito-juçara é lenta e heterogênea. Por ser uma espécie plenamente adaptada a condições de sub-bosque (vegetação de baixa estatura que cresce em nível abaixo da floresta), forma com facilidade um denso banco de sementes, ficando no aguardo de condições favoráveis de luz e umidade para seu crescimento.

A juçara atinge uma altura de 10 metros a 20 metros e demora por volta de seis anos para chegar ao estágio reprodutivo. Tendo em vista essas características, a dispersão aérea de sementes é uma alternativa viável para intensificar a presença dessa árvore nos remanescentes de Mata Atlântica do Litoral paranaense.

Fonte: Governo PR

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