Paraná
Oficina dá início à revisão coletiva do Plano de Manejo da Escarpa Devoniana
O Instituto Água e Terra (IAT), órgão ligado à Secretaria estadual do Desenvolvimento Sustentável, deu início ao processo de construção coletiva da revisão do Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) Estadual da Escarpa Devoniana. É a maior Unidade de Conservação (UC) do Paraná, com quase 400 mil hectares de área, distribuídos por 13 municípios.
A primeira oficina consultiva sobre a remodelação ocorreu nesta terça-feira (18), no Centro de Cultura de Ponta Grossa, nos Campos Gerais. O evento contou com o apoio técnico da STCP Engenharia de Projetos, empresa vencedora da licitação pública para a construção do Plano de Manejo.
O debate reuniu representantes do Poder Público, sociedade civil organizada, universidades, pesquisadores, cooperativas de alimentos e instituições ligadas ao meio ambiente, e serviu para coletar informações sobre a realidade atual da Unidade de Conservação. É com base nesse diagnóstico colaborativo que se reformará o Plano de Manejo da APA, indicando caminhos para o planejamento da gestão do parque.
A busca é pela construção de políticas públicas que promovam o desenvolvimento sustentável da região, conciliando o uso da terra à conservação ambiental. Uma outra oficina, desta vez com duração de três dias, está prevista para ocorrer no segundo semestre para finalizar o documento.
A Escarpa Devoniana é uma faixa com terreno elevado, que se estende do Norte, na divisa com São Paulo, até o Rio Iguaçu, quase chegando aos limites de Santa Catarina. Ocupa uma área de 392,3 mil hectares. Nas bordas a Leste e a Oeste é caracterizada por grandes paredões rochosos, que delimitam o primeiro e o segundo planalto do Paraná.
A APA da região compreende áreas dos municípios de Arapoti, Balsa Nova, Campo Largo, Carambeí, Castro, Jaguariaíva, Lapa, Palmeira, Piraí do Sul, Ponta Grossa, Porto Amazonas, Sengés e Tibagi.
“Esse debate marcou o início do processo construtivo do plano de manejo. Queremos encontrar soluções para os problemas da APA, encontrar esse diagnóstico. Não é possível avançar na pauta do desenvolvimento sustentável sem a elaboração e atualização desses planos de manejo”, afirmou o diretor de Patrimônio Natural do IAT, Rafael Andreguetto.
Ele explicou que o Plano de Manejo precisa ser reavaliado constantemente, em média a cada cinco anos. A elaboração segue orientações do Instituto Chico Mendes-ICMBio e tem como base a participação coletiva, unindo dados técnicos e científicos a informações de atores locais que influenciam ou são influenciados diretamente pela Escarpa Devoniana.
“Precisamos do interesse de todos os atores envolvidos no processo para chegarmos ao documento mais apropriado, para que a Escarpa Devoniana possa ser um elo de desenvolvimento econômico, social e sustentável”, disse Andreguetto.
Consultor ambiental da STCP, Sérgio Sakagawa destacou que um dos principais gargalos de uma gestão de APA é conciliar o desenvolvimento socioeconômico da região e a sanidade ambiental da Unidade de Conservação. “Desenvolvimento socioeconômico não pode ser antagônico à conservação ambiental. Um depende do outro. É nessa formatação que esperamos chegar a partir desta primeira oficina, em que vamos buscar melhorar o que já funciona e mudar o que não está funcionando”, disse.
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O QUE É – O Plano de Manejo é um documento que reúne um conjunto de atividades que poderão ser realizadas nos limites das Unidades de Conservação para que elas possam cumprir com o objetivo de proteger o ecossistema local.
Ele estabelece diretrizes básicas para o manejo das unidades, sendo reavaliado constantemente, de modo a manter-se sempre atualizado. Não se restringe apenas à área da unidade, mas avança para a vizinhança, prevendo parcerias com prefeituras, organizações da sociedade civil, moradores e empresas, tendo em vista a proteção ambiental das áreas naturais protegidas.
“O Ministério Público do Paraná vai participar e colaborar com a construção deste planejamento. Um dos focos do MP é justamente trabalhar com as prioridades dos Campos Gerais, neste caso o uso adequado da Escarpa Devoniana”, destacou Fábio Grade, promotor e coordenador regional do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema), órgão vinculado ao MPPR.
“Precisamos conduzir a área de preservação ambiental para que ela seja também produtiva, encontrando mecanismos de união de interesses, por isso essa discussão é tão importante”, acrescentou o presidente do Sindicato Rural de Ponta Grossa, Gustavo Ribas Netto.
“A Escarpa conta com elementos ambientais e econômicos, incorpora a parte produtiva do Paraná, mas também os elementos naturais e turísticos. É justamente a busca deste equilíbrio que estamos buscando, o caminho ideal da sustentabilidade”, explicou o chefe regional do IAT nos Campos Gerais e diretor do Parque Estadual da Escarpa Devoniana, Ivan Loureiro.
Fonte: Governo PR
Paraná
Excelência ambiental: Aterro da Sanepar mantém selo internacional ISO 14.001
Operado pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), o Aterro Sanitário de Resíduos Sólidos de Cianorte alcançou um marco de excelência ao renovar a certificação NBR ISO 14.001:2015, com registro de zero não conformidades em auditoria externa. A ISO 14.001 se refere a uma norma internacional que estabelece diretrizes para sistemas de gestão ambiental.
O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, destaca o compromisso ambiental como fundamento da sua atuação em todas as áreas da Companhia. “As atividades da Sanepar são pautadas no compromisso com a conservação ambiental. A gestão dos processos é feita com respeito e cumprimento de todas normas que têm o objetivo de promover a sustentabilidade”, diz.
O Aterro de Cianorte foi o pioneiro do Paraná e o primeiro do Brasil, sob a gestão de uma empresa estatal de saneamento, a obter essa certificação internacional. “Isto significa um resultado perfeito em relação às exigências da certificação. Também demonstra a maturidade e a alta competência da gestão ambiental no local, que mantém a certificação ISO 14.001, alcançada pela primeira vez em 2013 e mantida desde então”, explicou o gerente de Gestão Ambiental da Sanepar, Ronald Gervasoni.
ESTRATÉGIA E GESTÃO DE RISCOS – Para Gervasoni, o Sistema de Gestão Ambiental (SGA) da Sanepar aplicado no aterro é a chave para a excelência na operação. “O SGA é o framework da Companhia, sendo essencial para a sua sustentabilidade. Sua implementação vai além dos escopos certificados, sendo um alinhamento estratégico que blinda o negócio contra riscos operacionais e fortalece nossa governança ambiental em toda a Sanepar”, detalhou o gerente.
A metodologia do SGA proporciona a identificação e o gerenciamento de riscos ambientais, além de promover a conscientização dos empregados sobre a preservação ambiental. O resultado reflete diretamente a competência técnica e o empenho da equipe em zelar pela excelência operacional e pelo desenvolvimento responsável das atividades.
O desempenho foi reconhecido pelo Auditor Líder da QMS Certification, Neimar Ricardo. “O resultado de zero não conformidades nesta auditoria é de extrema importância e serve como um poderoso indicador da maturidade do SGA. Isso demonstra também, de forma inequívoca, a eficácia dos controles implementados pela Sanepar, o alto nível de excelência da equipe e a robustez do SGA do Aterro de Cianorte”, comentou Ricardo.
ENGAJAMENTO – Para os empregados do aterro, a manutenção da certificação ISO 14001 é garantia de que todos os processos operacionais sejam padronizados e acompanhados por sistemas de controle ambiental, em conformidade com as normas legais, promovendo segurança à população e respeito ao meio ambiente.
“Ela não apenas valida nossos padrões rigorosos de engenharia e controle ambiental, mas também assegura a prevenção contínua de contaminações, refletindo nosso compromisso com a excelência operacional”, afirmou o gerente da Sanepar que integra a alta direção do Comitê do Sistema de Gestão Ambiental do Aterro, Marcos Moretto.
Lutero Eduardo Lucio, químico responsável pela implementação do SGA no Aterro, reforça que a excelente performance na auditoria externa é mérito, em especial, da equipe operacional que trabalha no local e que conta com empregados dedicados como Marcio Benitz, Paulo Cesar Martins, José Jadir Correia Barros, Marcio Santos e Pedro Fortunato. “A excelência na gestão é resultado direto do envolvimento e da dedicação da equipe. Este resultado de zero não conformidades, após 13 anos de certificação, é um testemunho da responsabilidade e da competência”, comentou Lutero.
GESTÃO DO LIXO – O aterro de Cianorte é operado pela Sanepar desde 2002, por meio de concessão entre a Companhia e o município de Cianorte. O aterro trata ainda, com contratos específicos, os resíduos sólidos urbanos coletados nos municípios de Terra Boa, São Tomé, Indianópolis e Guaporema.
Além do Aterro de Cianorte, a Sanepar opera mais dois aterros no estado: em Apucarana, no Vale do Ivaí, e em Cornélio Procópio, no Norte Pioneiro, ambos operados com a mesma metodologia de gestão ambiental. Em Cornélio Procópio, assim como em Cianorte, a Sanepar atua também na coleta dos resíduos.
CERTIFICAÇÃO – Neste ano, a auditoria externa foi realizada pela QMS Brasil, na última semana de maio, com a participação de auditores externos, dos empregados do aterro, das áreas de gestão ambiental da Sanepar e do coordenador Industrial, Ismael Vasquez.
A QMS Certification é um organismo de certificação em processos de qualidade que teve origem na Austrália, atualmente com a matriz nos Estados Unidos e forte atuação global com presença em mais de 30 países.
Fonte: Governo PR
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