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Em parceria com colégio, Polícia Penal leva alunos de enfermagem para atender apenados, em Piraquara

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A Polícia Penal do Paraná (PPPR), em parceria com o Colégio Estadual Campos Sales, de Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, promoveu nesta semana ações voltadas à saúde das pessoas privadas de liberdade (PPLs) custodiadas na Penitenciária Central do Estado – Unidade de Progressão (PCE-UP), localizada no Complexo Penitenciário de Piraquara, também na RMC. As atividades são alinhadas com a campanha Novembro Azul, sobre cuidados com a saúde do homem.

A parceria entre a PPPR e o Campos Sales possibilita um campo de estágio para 25 alunos do primeiro período do curso técnico em enfermagem. A iniciativa atende a disciplina de Introdução à Assistência em Enfermagem. Entre as atividades estiveram triagem e medidas preventivas e orientações referentes à saúde do homem, destinadas a todos os custodiados da unidade penal. 

O professor e enfermeiro Francisco Luiz Slomp disse que foi possível identificar casos de hipertensão e diabetes durante os atendimentos realizados na PCE-UP, o que demanda uma atenção especial a estes indivíduos. “Os alunos comunicam os primeiros ou principais agravos da saúde identificados nos custodiados através da entrevista e da aferição de sinais vitais. Pudemos identificar alguns casos destas doenças e realizar encaminhamento das pessoas para testes rápidos de hepatite B, hepatite C, HIV e sífilis”, informou.

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Todos os testes foram realizados dentro da unidade, sem necessidade de levar os apenados a uma unidade de saúde. Segundo Slomp, nenhum dos testes rápidos realizados nestes dois dias de evento diagnosticou doenças sexualmente transmissíveis ou hepatite.

“As ações promovidas neste evento, além de conscientizar quanto à importância e a necessidade dos cuidados com a saúde dos homens, também vêm ao encontro aos valores da Unidade de Progressão, com execução de pena humanizada, oportunizando às pessoas privadas de liberdade o efetivo acesso a medidas ressocializadoras e restaurativas”, destacou o diretor da PCE-UP, Marcelo Adriano da Cunha.

Para a agente de execução e técnica de enfermagem da PCE-UP, Andreza Keini Fonseca da Silva Camargo, ações como esta são necessárias para identificar necessidades individuais e coletivas dos custodiados. “A proposta do setor de saúde com o evento Novembro Azul buscou conhecer e acompanhar a saúde integral e propor um atendimento humanizado e individual”, disse. Segundo ela, a meta é alcançar a totalidade de PPLs para conhecer a demanda coletiva da unidade e realizar ações preventivas e corretivas.

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Fonte: Governo PR

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Tribunal do Júri de Guaíra condena a 31 anos e três meses de prisão homem denunciado pelo MPPR por feminicídio de adolescente indígena

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O Tribunal do Júri de Guaíra, no Oeste do estado, condenou nesta sexta-feira, 24 de julho, um homem de 68 anos denunciado pelo Ministério Público do Paraná pelo feminicídio de uma adolescente de 17 anos, integrante da comunidade indígena Avá-Guarani. A pena fixada foi de 31 anos e 3 meses de reclusão, em regime inicial fechado. O réu, que já estava preso preventivamente, permanecerá recolhido para o cumprimento da condenação.

Áudio do Promotor de Justiça Renan Guilherme Góes de Lima

O crime ocorreu em 20 de fevereiro de 2025, na Aldeia Tekoha Yhovy, em Guaíra. Conforme apurado nas investigações, o denunciado foi até a residência da vítima e, aproveitando-se do momento em que ela estava sozinha na companhia de duas crianças, desferiu diversos golpes de arma branca contra a adolescente, que morreu no local. Após o crime, o autor fugiu.

Denúncia – Na denúncia, o Ministério Público sustentou que o homicídio foi praticado por razões da condição do sexo feminino, no contexto de relação íntima de afeto e de menosprezo à condição de mulher, configurando o crime de feminicídio. Também foram reconhecidas as qualificadoras do emprego de meio cruel e do recurso que dificultou a defesa da vítima, surpreendida em sua própria residência.

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Durante o julgamento, os integrantes do Conselho de Sentença acolheram integralmente as teses apresentadas pelo Ministério Público, condenando o réu por feminicídio qualificado, conforme descrito na denúncia. Os jurados rejeitaram os argumentos da defesa, que buscava afastar a qualificadora do feminicídio e sustentava a ocorrência de legítima defesa.

Indenização – Na sentença, o Juízo também fixou indenização mínima de R$ 50 mil aos familiares da vítima pelos danos decorrentes do crime.

Justiça – O julgamento foi integralmente acompanhado por representantes da comunidade indígena Avá-Guarani. O crime chocou toda a comunidade e a presença foi modo encontrado pelos indígenas para demonstrar a busca pela justiça e respeito à memória da adolescente.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

Fonte: Ministério Público PR

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