Paraná
Em Foz do Iguaçu, Polícia Penal entrega amigurumis para ONG e Delegacia da Mulher
A Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu III – Unidade de Progressão (PEF III-UP) recebeu a delegada Giovanna Antonucci Brito Oliveira, titular da Delegacia da Mulher no município, e a coordenadora pedagógica da ONG Criança de Valor, Josiane Voidginski. A reunião foi para apresentar o Projeto Amigurumi, desenvolvido pela Polícia Penal do Paraná (PPPR) e que tem como foco a ressocialização de pessoas privadas de liberdade por meio do trabalho e da qualificação profissional.
Os apenados recebem treinamento e acompanhamento para confeccionarem amigurumis, destinados a entidades beneficentes e órgãos públicos relacionados ao cuidado e à educação materno-infantil. O Amigurumi é uma técnica que surgiu no Japão nos anos 1980 reunindo habilidades do crochê e do tricô. É utilizada para a confecção de bonecos dos mais variados formatos e tamanhos. A palavra “amigurimi” refere-se à combinação de outras duas japonesas: “ami”, que significa trançado e “migurumi”, boneco de pelúcia.
O trabalho de ressocialização desenvolvido pela PEF III-UP já foi responsável pela entrega de quase mil brinquedos, todos distribuídos no Dia das Crianças para várias instituições. Nesta quinta-feira (16), durante a reunião com a delegada e a coordenadora da ONG, a PPPR fez a doação de mais 50 amigurumis a serem utilizados nas brinquedotecas da Delegacia da Mulher e da entidade Criança de Valor.
“É uma satisfação imensa para nós, da Polícia Penal, realizarmos mais uma entrega de amigurumis. Cada vez mais sentimos que o projeto ganhou o coração da cidade. Muitas instituições e pessoas vêm nos procurar interessadas no trabalho, querendo estabelecer parcerias e nos apoiar”, afirma o idealizador e coordenador do projeto, o policial penal José Roberto de Morais.
“A parceria com outras instituições é um dos pontos mais relevantes do Projeto Amigurumi, pois há a construção de um senso coletivo de responsabilidade e comprometimento, uma troca entre saberes e habilidades que visam muito mais do que o processo de ressocialização. Há nesta equação um componente muito importante: a relevância para a sociedade”, diz o coordenador regional da Polícia Penal em Foz do Iguaçu, Cássio Rodrigo Pompeo.
Ele enfatiza a importância do projeto para impactar positivamente a sociedade. “Muitas coisas nos deixam orgulhosos enquanto policiais, mas este projeto prova ser algo especial. Ele impacta as pessoas de uma forma única, criando laços de amizade entre a instituição e a sociedade”, destaca.
“O projeto é uma ideia que contribui para a ressocialização. Tanto se fala em punir pessoas que cometem crimes mas pouco se fala em ressocializar, em inserir no mercado de trabalho”, destaca a delegada Giovanna Antonucci Brito Oliveira.
Outras atividades também são desenvolvidas na PEF III-UP, onde vários canteiros de trabalho são gerenciados pela Polícia Penal e alguns contam com parcerias com a iniciativa privada.
Fonte: Governo PR
Paraná
Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre
O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .
Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.
Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.
GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.
O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.
“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.
Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.
IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.
Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.
A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.
Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.
Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.
Fonte: Governo PR
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