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A pedido do MPPR, Judiciário condena Câmara Municipal de Ortigueira a exonerar servidores comissionados para regularizar seu quadro de pessoal

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A Câmara Municipal de Ortigueira, nos Campos Gerais, foi condenada pelo Judiciário a adotar diversas providências para regularizar seu quadro de servidores, adequando sua força de trabalho ao previsto na legislação e a entendimentos recentes da jurisprudência. A sentença, expedida pela Vara da Fazenda Pública de Ortigueira, atende pedido do Ministério Público do Paraná, que ajuizou ação civil pública contra o Legislativo após constatar elevada quantidade de cargos comissionados, em desproporcionalidade com os cargos efetivos.

Ao propor a medida judicial, ainda em 2021, a Promotoria de Justiça de Ortigueira argumentou que a Câmara Municipal era composta por 11 vereadores e 44 servidores, todos ocupantes de cargos em comissão, de diferentes funções, entre elas, três assessores para cada agente político, uma “proporção injustificável […] em Município de pequeno porte como o de Ortigueira”. Além disso, o MP apontou haver servidores classificados em concurso público para provimento efetivo que jamais foram nomeados.

Ajustes – A principal providência determinada na decisão judicial foi a exoneração, no prazo de 30 dias, de 11 assessores parlamentares, limitando-se um cargo de assessoramento por vereador. Além disso, a Câmara deverá comprovar, no mesmo prazo, que o atual espaço físico da Casa comporta o número de servidores existentes, devendo ser exonerados servidores comissionados que excedam a capacidade das instalações. Em 90 dias, o Legislativo deverá promover os atos necessários para a investidura de servidores efetivos, conforme orientação do Tribunal de Contas do Estado do Paraná, e deixar de efetuar novas nomeações de comissionados assim que ultrapassar o limite estabelecido pela legislação.

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Em caso de descumprimento da decisão judicial, haverá a incidência de multa diária no valor de R$ 500.

Processo número 001326-64.2021.8.16.0122

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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MPPR cumpre mandados de prisão contra dez pessoas denunciadas por crimes ligados a loteamentos clandestinos rurais em Campo Magro e Almirante Tamandaré

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O Ministério Público do Paraná cumpriu nesta semana dez mandados de prisão contra pessoas denunciadas na Operação Fundo Falso, investigação conduzida pela 5ª Promotoria de Justiça de Almirante Tamandaré, em conjunto com o Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que apura atuação de organização criminosa na prática de diversos crimes relacionados à comercialização de loteamentos irregulares em imóveis rurais.

Entre os denunciados e alvo de um dos mandados de prisão, está um vereador do município de Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba, apontado como um dos líderes do grupo criminoso. As ordens judiciais foram cumpridas nesta quarta-feira, 16 de setembro, com o apoio do Núcleo de Curitiba do Gaeco. Dos dez alvos, três ainda não foram localizados e são considerados foragidos. O pedido para a decretação das prisões preventivas foi feito pelo Ministério Público na ocasião do oferecimento da denúncia, no dia 25 de agosto último.

De acordo com as apurações sobre os fatos, o grupo atuava de forma organizada para as práticas ilícitas, que consistiam na permanente busca ativa por imóveis rurais, predominantemente nos municípios de Campo Magro e Almirante Tamandaré, em especial imóveis sem incidência de atos ostensivos de exercício de posse pelos seus proprietários, ou imóveis de propriedade de pessoas idosas ou em processo de inventário. Em seguida, os investigados atuavam para obter informações e cópias de documentos de suas matrículas e registros e de eventuais certidões de óbito dos proprietários. Eram feitas simulações de vendas desses imóveis para intermediários, com a falsificação de documentos, e, a partir destes, a comercialização dos loteamentos irregulares.

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Para a manutenção das condutas criminosas, que, segundo as apurações, estão em curso desde 2021, os envolvidos praticavam ameaças e outros atos intimidatórios frente aos reais proprietários ou a pessoas que descobriam o esquema criminoso.

Outro aspecto identificado a partir das apurações foi o de que o grupo se valia da posição ocupada pelo vereador em Campo Magro para viabilizar a realização de obras públicas nos referidos locais onde fracionavam ilegalmente os imóveis rurais, além da obtenção de informações privilegiadas e antecipadas sobre as fiscalizações a serem realizadas pela municipalidade ou de interferência para impedir fiscalizações. As condutas denunciadas foram identificadas a partir de extensa análise de provas colhidas em fases anteriores da operação, incluindo trocas de mensagens de texto e áudios que comprovam as práticas apuradas.

Foram identificados, pelo menos, quatro loteamentos clandestinos nos municípios de Almirante Tamandaré e Campo Magro. Além dos dez integrantes da organização criminosa, houve oferecimento de denúncia em face de outras duas pessoas investigadas por participações no esquema ilícito, as quais tiveram determinadas judicialmente a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. Também foram requeridas medidas cautelares pelo Ministério Público para o fim de bloquear os bens dos denunciados, o que igualmente foi deferido pelo Juízo.

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Processo 0007837-42.2025.8.16.0024

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
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(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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