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Paraná servirá de modelo para novo programa habitacional do Rio de Janeiro

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O programa Casa Fácil Paraná, que já inspirou diversos estados e prefeituras, servirá agora de modelo para o Governo do Estado do Rio de Janeiro. O acordo para importação da política habitacional adotada no Paraná a partir de 2021 foi definido durante um encontro entre representantes dos dois estados no Rio Construção Summit, evento que reúne empresários, especialistas e gestores públicos ligados ao setor, que começou nesta terça-feira (19) e segue até esta quinta (21), na capital fluminense.

O termo de cooperação foi assinado pelo presidente da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), Jorge Lange, e o secretário estadual de Habitação de Interesse Social do Rio de Janeiro, Bruno Dauaire. O documento prevê que a empresa de economia mista vinculada ao Governo do Estado repassará à equipe da pasta fluminense os sistemas e metodologias aplicadas ao Casa Fácil, cujos primeiros passos serão discutidos em um encontro marcado para a primeira semana de outubro.

O foco principal da parceria é a transferência de conhecimento em relação à modalidade de concessão de subsídios financeiros. Criada em 2021 pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, ela já beneficiou mais de 30 mil famílias paranaenses com auxílio financeiro para custeio do valor de entrada em imóveis financiados pela Caixa Econômica Federal.

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Recentemente, o governador anunciou uma segunda etapa do programa cuja meta é atender mais 40 mil famílias até o fim de 2026. Entre as mudanças, estão o aumento de R$ 15 mil para R$ 20 mil no subsídio por imóvel e a ampliação de três para quatro salários mínimos na faixa de renda do público atendido.

O presidente da Cohapar representou os estados brasileiros em uma mesa de debates com o secretário nacional de Habitação, Hailton Madureira de Almeida; a vice-presidente de Habitação da Caixa, Inês Magalhães; o governador Claudio Castro e o prefeito Eduardo Paes. No encontro, Langue defendeu o modelo adotado pelo Governo do Paraná para redução do crescente déficit habitacional.

“O termo de cooperação técnica que assinamos com o Rio de Janeiro para oferecer toda a tecnologia e expertise dos programas e projetos habitacionais desenvolvidos no Paraná é uma forma de ampliarmos ainda mais este modelo que tem dado certo no Estado. Nosso objetivo é compartilhar esse conhecimento com cada vez mais governos estaduais e municipais para que o Casa Fácil seja levado para todo o Brasil”, afirmou.

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OUTRAS FERRAMENTAS – Também estão incluídos no pacote a ser exportado para o Rio de Janeiro as ferramentas e treinamentos necessários para a implantação do sistema de cadastro online de famílias, utilizado para gestão e seleção de beneficiários no Paraná há anos. Por fim, o governo paranaense também repassará informações sobre sistema e metodologias utilizados para a elaboração do Plano Estadual de Habitação de Interesse Social (PEHIS), que é feito de maneira digital em parceria com as prefeituras para diagnóstico das demandas de cada município.

RIO SUMMIT Ao longo de três dias, o Rio Construção Summit promove discussões sobre a conjuntura atual e as perspectivas para o aumento da produtividade da construção, a redução do déficit habitacional e o aprimoramento da infraestrutura. Com a reunião de líderes e especialistas nacionais e internacionais, o evento tem como objetivo estimular a inovação para transformar o futuro da construção civil no País.

Até esta quinta-feira, mais de 200 palestrantes, divididos em quatro palcos simultâneos compartilharão mais de 80 horas de conteúdo para um público de aproximadamente cinco mil pessoas formado por empresários, profissionais de engenharia e arquitetura, membros do poder público e estudantes.

Fonte: Governo PR

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Inverno de 2026 será mais quente e chuvoso do que a média, prevê o Simepar

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O inverno é a estação mais fria e mais seca do ano no Paraná. Em 2026, entretanto, a estação terá volumes de chuva acima da média, e temperaturas ligeiramente acima da média. É o que aponta o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná. O inverno de 2026 terá início às 5h24 de domingo (21) no Hemisfério Sul. 

A nova estação chega com o solstício de inverno. Domingo terá o dia mais curto e a noite mais longa do ano, devido à inclinação do eixo da Terra em relação ao sol. A climatologia aponta que, especialmente nas regiões Centro e Norte do Paraná, os volumes de chuva reduzem muito durante o inverno. 

“Historicamente, durante o inverno, sistemas de alta pressão associados ao avanço de massas de ar frio e seco atuam com maior frequência, tornando os intervalos entre eventos de precipitação mais prolongados. A passagem de sistemas frontais permanece como o principal mecanismo responsável pelas chuvas, com maiores acumulados normalmente registrados nas regiões Oeste e Sudoeste, enquanto os menores volumes ocorrem no setor Norte do Paraná”, explica Leonardo Furlan, meteorologista do Simepar.

Segundo o meteorologista, massas de ar polar oriundas da Antártica e do sul da América do Sul favorecem quedas acentuadas de temperatura e a ocorrência de geadas no Paraná, principalmente nas regiões Sul, Centro-Sul, Sudoeste, Campos Gerais e Região Metropolitana de Curitiba. Mas também há episódios de veranicos principalmente em agosto: períodos caracterizados por tempo seco e temperaturas elevadas para a época. Além disso, o inverno, assim como o outono, também é marcado pela ocorrência frequente de nevoeiros. 

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MUDANÇAS – Em 2026, entretanto, o inverno será influenciado por um fenômeno meteorológico de larga escala. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) americana confirmou na última quinta-feira (11) que as condições do El Niño já estão presentes no Oceano Pacífico equatorial. O fenômeno gradativamente se intensifica e atinge o ápice entre a primavera e o verão 2026/2027 do Hemisfério Sul.

Os dados constatados pela NOAA apontam que a temperatura da superfície do mar já está acima de 0,5°C desde maio e as previsões apontam que essa temperatura seguirá subindo. Além da superfície, o aquecimento também ocorre nos primeiros 200 metros de profundidade. 

O oceano e a atmosfera funcionam como um sistema acoplado. Quando os ventos alísios enfraquecem, as águas quentes do Pacífico se deslocam em direção à costa oeste da América do Sul. Esse aquecimento altera a circulação da atmosfera e modifica padrões de chuva e tempestades em várias partes do planeta.

“O El Niño aumentará no Paraná a frequência de chuvas e sistemas frontais, ocasionará menor amplitude térmica, mais ocorrências de nevoeiros e geadas menos generalizadas”, detalha Leonardo. 

Com isso, a previsão para o inverno de 2026 é de que a amplitude térmica diminua ao longo de julho, o frio diminua ao longo de agosto e as temperaturas fiquem ligeiramente acima da média no fim da estação, em setembro. A chuva ficará acima da média histórica durante todo o período, com volumes crescentes até a primavera. 

PREPARAÇÃO E MITIGAÇÃO DE DESASTRES – Para melhorar a capacidade de prevenção, o Simepar já iniciou o processo de contratação de mais meteorologistas e também os editais do Monitora Paraná e Monitora Litoral, que preveem a aquisição de novos radares meteorológicos e bóias oceanográficas, com apoio do Instituto Água e Terra (IAT). As aquisições são mediadas pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Sustentável (Sedest). 

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Os projetos também farão a concepção e implementação do Sistema de Modelagem Oceanográfica com a compra de uma bóia oceanográfica; além da implementação do Sistema de Alertas de Desastres (Early Warning System). Os equipamentos vão reforçar o setor de monitoramento que acompanha o nível dos rios e as condições oceanográficas – dados que ajudam a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) na tomada de decisões em caso de enxurradas, alagamentos ou ressacas.

Desde março, a Cedec reforçou as orientações repassadas aos municípios voltados à preparação e mitigação de ocorrências associadas a inundações, alagamentos e deslizamentos. Neste sentido, foram realizados dois simulados de desastre em Antonina e Morretes, no litoral do estado. Desobstrução de galerias, desassoreamento de rios, revisão de áreas de atenção e de abrigos são algumas das recomendações feitas às prefeituras. 

“Estamos acompanhando a formação deste fenômeno com muita atenção aqui no Paraná. A Defesa Civil integra ações que envolvem outras secretarias e todos os municípios do estado. Não temos como prever agora quais locais serão mais suscetíveis às ocorrências ligadas ao aumento expressivo de chuva. Naturalmente aquelas áreas onde há um histórico de tragédias precisam concentrar um plano reforçado para reduzir os impactos à população”, destaca o coronel Fernando Schunig, coordenador estadual da Defesa Civil.

Fonte: Governo PR

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