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Paraná

Secretaria da Saúde promove curso online sobre atenção aos povos indígenas

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Com objetivo de estimular a articulação entre as equipes de saúde e promover a troca de experiências sobre o cuidado em saúde dos povos indígenas, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), em parceria com a Escola de Saúde Pública do Paraná (ESPP) e Distrito Sanitário Especial Indígena Litoral Sul (DSEI LSUL), deu início nesta sexta-feira (15) ao curso “Dialogando sobre a saúde e equidade: Um olhar para os povos indígenas”.

Ele é voltado para profissionais dos pontos da Rede de Atenção à Saúde (RAS) de todas as esferas do Governo que atuam direta ou indiretamente com a saúde dos povos indígenas e conta até o momento com 180 inscritos. Ele será realizado em quatro encontros de forma on-line. 

Os temas abordados estão relacionados a todas as fases e ciclos de vida desta população e incluem promoção da saúde, imunização, medicina tradicional, saúde materno infantil, saúde mental e Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), entre outros.

“É muito relevante debater o cuidado em saúde considerando toda a diversidade sociocultural e particularidades epidemiológicas dos povos indígenas. Nosso papel é garantir o cuidado integral e o acesso à saúde com equidade para toda a população”, disse o secretário da Saúde, Beto Preto.

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A responsável por coordenar e executar a Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (PNASPI) é a Secretaria Especial de Saúde Indígena, do Ministério da Saúde, que, por sua vez, é composta pelos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) – no Paraná, o DSEI/LSul.

Junto com as Regionais de Saúde, municípios com aldeias indígenas e com o DSEI/LSul, a Sesa promove diversas ações e realiza constantes reuniões técnicas em que são discutidas estratégias para aprimorar a qualidade da assistência em saúde da população indígena.

POPULAÇÃO – De acordo com dados do Censo, o Paraná possui 30.460 indígenas autodeclarados, sendo 13.887 em terras de demarcação. São 345 cidades com registro de ao menos um indígena autodeclarado – 86% do total. 

As inscrições para participar do curso permanecem abertas e podem ser realizadas por este link.

Fonte: Governo PR

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Paraná

Paraná registra 1.802 atendimentos no projeto de Insulina Glargina para diabetes

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A Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa), a convite do Ministério da Saúde (MS), iniciou uma parceria com o órgão federal para implementação do projeto-piloto visando a ampliação do acesso à insulina Glargina. A iniciativa tem como objetivo fortalecer o cuidado e melhorar a qualidade de vida de pacientes com diabetes mellitus, principalmente daqueles que enfrentam dificuldades no controle da glicemia com os tratamentos convencionais.

O diabetes é uma doença crônica caracterizada pelo aumento dos níveis de glicose no sangue e exige acompanhamento contínuo, mudanças no estilo de vida e, em muitos casos, uso diário de medicamentos e insulina. A doença também é um importante fator de risco para complicações cardiovasculares, especialmente quando não há controle adequado da glicemia.

Implementado em fevereiro deste ano, o projeto já atendeu no Paraná 1.802 pacientes até o dia 20 de maio de 2026. O Estado recebeu uma remessa de 19.891 unidades de canetas reutilizáveis de insulina Glargina para atendimento da população contemplada pelo programa.

De acordo com o secretário da Saúde do Paraná, César Neves, o projeto busca ampliar a assistência aos pacientes e avaliar os resultados clínicos da utilização da medicação na rede pública de saúde. “A proposta é oferecer um tratamento mais eficiente para pacientes que apresentam dificuldades no controle glicêmico. O acompanhamento adequado contribui para reduzir complicações e melhorar significativamente a qualidade de vida dessas pessoas”, afirmou.

O tratamento contempla novos diagnósticos e a migração de pacientes que utilizam a insulina NPH, conforme indicação médica. O público atendido nesta fase inclui idosos com 80 anos ou mais com diabetes tipo 1 e tipo 2, além de crianças e adolescentes entre 2 e 17 anos com diabetes tipo 1. O projeto também prevê monitoramento dos pacientes atendidos, com avaliação médica e acompanhamento multiprofissional realizado pelas equipes de saúde.

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AÇÃO PROLONGADA – Segundo o médico endocrinologista e coordenador da Saúde do Adulto no Departamento de Atenção Primária à Saúde da SMS Curitiba, Alexei Volaco, a insulina Glargina é um análogo de insulina, ou seja, um medicamento que teve sua molécula modificada para alterar suas características de ação. “Essa modificação estrutural faz com que a insulina tenha absorção mais lenta após a aplicação subcutânea, proporcionando uma ação prolongada de até 24 horas, sem picos de ação”, explicou.

O endocrinologista reforça que o controle adequado do diabetes depende de fatores como alimentação equilibrada, prática de atividade física, adesão ao tratamento e acompanhamento regular. “O uso correto da insulina, aliado aos cuidados diários, ajuda a prevenir complicações graves da doença e proporciona mais segurança e qualidade de vida ao paciente”, completou.

PREVENÇÃO E IDENTIFICAÇÃO – Além da distribuição do medicamento, a iniciativa também destaca a importância da prevenção e da identificação precoce do diabetes. Entre os sinais mais comuns da doença estão sede intensa, aumento da vontade de urinar, fadiga, emagrecimento sem causa aparente e alterações na visão.

A paciente Martha Notburga Rosniecek, de 90 anos, que participa do projeto-piloto, relata melhora significativa no controle da glicemia após o início do tratamento com a insulina Glargina. ‘Estou me dando muito bem com essa nova insulina. Parece que ela é melhor do que a outra que eu usava. Depois que comecei o tratamento, meus exames melhoraram bastante e a glicemia ficou mais controlada no dia a dia. Isso me trouxe mais tranquilidade e segurança’, relatou.

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Segundo ela, o acompanhamento realizado pelas equipes de saúde também tem contribuído para melhorar a qualidade de vida. Hoje consigo acompanhar melhor os resultados e percebo que os níveis diminuíram bastante. Acho que melhorou muito”, afirmou Martha.

Para Antônio José Bertulino, de 83 anos, a utilização da insulina Glargina trouxe melhora significativa no controle da glicemia e mais qualidade de vida. “Antes eu tinha muita dificuldade para controlar o diabetes. Mesmo usando a outra insulina, a glicemia chegava a níveis muito altos. Depois que comecei a usar a insulina Glargina, melhorou bastante. Hoje, em alguns dias, a medição fica em 90, 87. Isso traz mais tranquilidade e segurança. Ter acesso gratuito a esse medicamento pela rede pública está sendo muito bom e fez diferença na minha saúde”, relatou.

PRODUÇÃO NACIONAL – A adoção desta estratégia pelo Ministério da Saúde (MS) é uma resposta à escassez global das insulinas humanas, NPH e regular, registrada desde 2023. Para reduzir a vulnerabilidade do país e fortalecer a produção nacional, foi formalizada em abril de 2025 a Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) de insulina Glargina.

Fonte: Governo PR

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