Paraná
Universidades estaduais conquistam prêmio do Crea-PR com projetos de extensão
As universidades estaduais de Ponta Grossa (UEPG), de Maringá (UEM) e do Oeste do Paraná (Unioeste) conquistaram o Prêmio de Extensão Universitária do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR) de 2023. A premiação foi entregue durante o 30º Fórum de Docentes e Discentes, realizado pela entidade com programação voltada para temas como tecnologia, empregabilidade e empreendedorismo. O evento começou na terça-feira (29) e terminou nesta quinta (31), em Curitiba.
Promovido anualmente, o objetivo do fórum é incentivar a integração entre a academia e o mercado, a partir de debates com professores, estudantes e representantes governamentais e do segmento produtivo empresarial. O Crea-PR é vinculado ao Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), sendo responsável pela regulamentação e fiscalização, em nível estadual, de empresas e profissionais de Engenharia, Agronomia, Geologia, Geografia e Meteorologia.
Implementada neste ano, a premiação extensionista abrange seis categorias: Agrimensura, Agronomia, Civil, Elétrica, Mecânica e Multidisciplinar. A UEPG obteve o primeiro lugar na modalidade Agrimensura com um projeto de extensão para assessoria na elaboração dos planos diretores participativos dos municípios de Cerro Azul e Doutor Ulysses, na Região Metropolitana de Curitiba; Guaraqueçaba, no Litoral; e Laranjal, na região Central do Paraná.
Segundo o coordenador do projeto premiado, professor Márcio José Ornat, do Departamento de Geociências da UEPG, as ações de extensão auxiliam na formação profissional de estudantes. “Os projetos de extensão proporcionam formação prática para os universitários, eles adquirem experiências profissionais ao longo da graduação. A elaboração dos planejamentos participativos, por exemplo, foi protagonizada pelos alunos, dialogando com a população em todas as etapas”, afirma.
Ele explica que essa iniciativa de extensão da UEPG foi idealizada para atender municípios com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) médio e baixo. Juntas, as quatro cidades beneficiadas pelo projeto somam uma população de 34.861 habitantes, de acordo com o Censo Demográfico de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na mesma modalidade, a UEM conquistou o terceiro lugar com um projeto da Congeojr, empresa júnior do curso de Geografia que oferta consultorias em diferentes áreas, como educação ambiental, geoprocessamento, levantamento topográfico, entre outras.
A Unioeste ficou na terceira posição da categoria Agronomia com um projeto de ressocialização de detentos da Penitenciária Industrial de Cascavel, em parceria com Departamento de Polícia Penal do Estado do Paraná (Deppen). Essa atividade de extensão consiste na aplicação de aulas para pessoas privadas de liberdade sobre plantio, cultivo, adubo, irrigação, entre outros conteúdos na área de produção orgânica de alimentos. O projeto contribui para a redução da pena e a distribuição da produção aos familiares dos detentos.
PROGRAMAÇÃO – Na abertura do Fórum de Docentes e Discentes, o secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Nelson Bona, destacou a importância da formação profissional para atender as demandas de mercado, sem perder de vista os avanços tecnológicos. “Quanto mais alinhada a formação com os desafios do mercado de trabalho, mais preparados estarão os profissionais para atuar em temas que envolvem os avanços das tecnologias”, salientou.
A programação técnica do evento contou com palestras de gestores da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti). Eles apresentaram programas, projetos e ações estratégicas do Governo do Estado para fomentar a produção científica e tecnológica das áreas relacionadas com o Crea-PR, inclusive no campo da pesquisa acadêmica.
Um deles foi o Escritório de Projetos Executivos de Engenharia e Arquitetura (Projetek), que desenvolve projetos de obras públicas para os pequenos municípios paranaenses. Atualmente, o Projetek atende 31 cidades de várias regiões e contribui para impulsionar a economia local e regional.
Fonte: Governo PR
Paraná
Capacitação de monitores e pedagogos dos colégios cívico-militares avança para o interior
A Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) inicia nesta terça-feira (28), em Toledo, no Oeste do Estado, mais uma etapa do ciclo de capacitação voltado a monitores militares e equipes pedagógicas dos colégios cívico-militares (CCMs). A formação presencial integra o calendário anual de qualificação dos profissionais e já contemplou profissionais de Curitiba, Região Metropolitana de Curitiba, Litoral, Ponta Grossa, Guarapuava, Francisco Beltrão, Pato Branco, Laranjeiras, União da Vitória, Dois Vizinhos e Irati.
A programação segue ao longo do primeiro semestre, distribuída em polos regionais pelo interior do estado, com previsão de alcançar cidades como Cianorte, Maringá, Londrina e Apucarana. A expectativa é capacitar, até o fim de junho, mais de 1.100 monitores e pedagogos que atuam nas 345 instituições da rede estadual de colégios cívico-militares.
A capacitação direciona os profissionais para estratégias de aproximação com as famílias, tratadas como fator central para o desempenho dos estudantes. Durante os encontros, monitores e equipes pedagógicas são orientados sobre como ampliar a presença de pais e responsáveis na rotina escolar, desde a condução de reuniões até a criação de um ambiente mais acolhedor e participativo.
Segundo o secretário da Educação, Roni Miranda, a capacitação inclui atividades práticas e dinâmicas voltadas à comunicação assertiva e ao fortalecimento do vínculo com as famílias. “A programação conta com a participação de pedagogos e psicólogos, que abordam temas como direitos humanos, mediação de conflitos e a promoção de um ambiente escolar mais acolhedor”.
O modelo descentralizado, de acordo com a coordenadora dos Colégios Cívico-Militares da Seed-PR, Soraia Cristina Azevedo, permite ampliar o alcance da formação e garantir a participação de profissionais de diferentes regiões. A iniciativa integra a estratégia da Seed-PR de fortalecer a relação entre escola e comunidade, com foco na ampliação da participação de pais e responsáveis no processo educacional. Nesse contexto, a formação aborda, entre os principais eixos, o papel da família no desempenho dos estudantes e a construção de um clima escolar positivo. “A partir do momento que os pais ou responsáveis estão presentes, nós temos um comprometimento muito maior do estudante”, afirma a coordenadora.
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O treinamento tem como foco a organização do trabalho conjunto entre equipe pedagógica e monitores, com ênfase na melhoria do ambiente escolar e no apoio ao professor em sala de aula. Soraia destaca que a iniciativa busca assegurar melhores condições para o ensino, pois a ideia é organizar a escola de forma que o professor tenha mais tranquilidade para dar aula e que o estudante tenha um melhor aprendizado.
FORMAÇÃO – Na avaliação do militar estadual Ricardo Gravina, do Colégio Estadual Cívico Militar General Antônio Sampaio, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, os encontros presenciais, aliados às capacitações virtuais mensais, são fundamentais para o alinhamento de conduta e para garantir um serviço de excelência nas escolas. “A gente tem muito a ensinar, mas, sobretudo, muito a aprender. Cada troca de experiência e cada exemplo compartilhado se transformam em prática no dia a dia. Mesmo após cinco anos no programa, sigo saindo das formações com novos aprendizados, que levo e replico com os estudantes”.
Para a monitora Lilian Marisol Meira Daniel, do Colégio Estadual Cívico Militar Rocha Pombo, em Araucária, Região Metropolitana de Curitiba, as capacitações são fundamentais para a atuação dos monitores, especialmente pela troca de experiências e pelo alinhamento com a prática pedagógica nas escolas. “A gente aprende muito, troca experiências com os colegas, é de suma importância. Não tem como trabalhar sem esse tipo de feedback, de instrução. É um choque de realidade, sair da nossa área e vir para a escola, mas é uma experiência ímpar, de muito aprendizado e também de gratificação por poder contribuir com a formação dos alunos”.
Já a pedagoga Fernanda de Almeida Carvalho, do Colégio Estadual Cívico Militar João Ribeiro de Camargo, em Colombo (RMC), a capacitação tem papel central na integração entre as equipes e no fortalecimento das práticas pedagógicas e disciplinares. Em sua primeira formação externa no modelo, ela destaca o caráter formativo e colaborativo do encontro. “Confesso que o evento me surpreendeu. Todas as falas, palestras e rodas de conversa têm sido relevantes. É um momento de aprender, mas também de troca de experiências”, afirma.
Segundo ela, o alinhamento entre a equipe pedagógica e os monitores é um dos pontos-chave para o funcionamento do modelo. “Há um diálogo muito claro sobre como caminhar de forma coletiva, buscando êxito tanto na questão pedagógica quanto na disciplinar, que não são coisas desassociadas”, diz.
A pedagoga também aponta impactos positivos do programa no ambiente escolar. “Já senti uma mudança gigantesca na escola, uma mudança positiva. Os pais abraçaram o projeto, a comunidade tem participado mais, e isso reflete diretamente no dia a dia dos estudantes”.
FORMAÇÃO CONTINUADA – O modelo de capacitação integra a política permanente de qualificação dos profissionais que atuam nos colégios cívico-militares do Paraná. Ao longo do ano, a formação é estruturada em encontros presenciais por polos e reuniões formativas mensais online, voltadas a demandas práticas identificadas no cotidiano das escolas.
De acordo com a coordenadora Soraia, o processo formativo é contínuo e envolve tanto monitores quanto equipes pedagógicas. “As ações são planejadas para acompanhar as necessidades das unidades e garantir alinhamento na atuação dos profissionais ao longo do ano”.
O programa de CCMs segue em expansão no Estado e mantém alta adesão da comunidade escolar. Mesmo com a ampliação da rede, a procura por vagas permanece elevada, com cerca de 20 mil estudantes em lista de espera.
Além da formação, a Secretaria realiza acompanhamento sistemático das escolas por meio dos Núcleos Regionais de Educação. Técnicos atuam no suporte às equipes, contribuindo para a identificação de demandas e o direcionamento de ações pedagógicas.
Fonte: Governo PR
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