Paraná
Sanepar conclui maior reservatório de água tratada da América Latina em duplo aço
Com design arrojado na cobertura em formato de cúpula, o novo reservatório no bairro Tatuquara, em Curitiba, foi finalizado e é um marco para a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) e para o Estado. Ele é o maior da América Latina construído com a tecnologia inovadora do aço de dupla camada, que acelera o tempo de construção e promove maior longevidade da estrutura. A obra vai reforçar o abastecimento para 130 mil pessoas de cinco bairros da região sul da Capital – Tatuquara, Umbará, Cidade Industrial, Sítio Cercado e Pinheirinho.
A previsão é que ele entre em operação em julho, após o final dos testes de uso da nova rede de distribuição instalada na região, com 27 quilômetros de novas tubulações, melhorando a qualidade da entrega da água tratada.
Essa nova estrutura visa garantir o abastecimento no presente e no futuro, ampliando a flexibilidade do Sistema Integrado de Abastecimento de Curitiba (Saic). A estrutura está interligada a outros três reservatórios (Miringuava, Passaúna e Iguaçu), o que permite direcionar água tratada de uma região para outra de Curitiba.
“Este reservatório amplia a segurança de água reservada na região de 15 milhões de litros para 25 milhões de litros para atender cinco bairros. Além disso, ele pode transferir água Tatuquara para a Fazenda Rio Grande e outras cidades da Região Metropolitana”, destaca a diretora de Investimentos da Sanepar, Leura Lucia Conte de Oliveira.
TECNOLOGIA AVANÇADA – Com 54 metros de diâmetro, 4,4 metros de altura e capacidade para armazenar até 10 milhões de litros, a nova estrutura reforça a capacidade de armazenamento de água tratada na região, que já conta com outro reservatório, em concreto, que comporta até 15 milhões de litros. Juntos, somam uma capacidade de 25 milhões de litros.
A Sanepar investiu R$ 40 milhões em toda a estrutura, sendo R$ 25 milhões nos 27 km de novas redes e duas novas bombas da elevatória, e R$ 15 milhões no reservatório.
“A Companhia está sempre em busca de novas soluções para assegurar a água tratada e, consequentemente, a saúde dos paranaenses, realizando investimentos expressivos. Estamos pensando especialmente no futuro, em que a previsão é que as intempéries climáticas se intensifiquem, o que traz novos desafios para manter a excelência da água que entregamos”, destaca o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley.
Feita em duas camadas de aço em peças que foram encaixadas uma a uma, coberta por alumínio e com base em concreto, a nova estrutura conta com uma tecnologia avançada que permitiu uma obra mais rápida, eficaz e sustentável. Além disso, assegura a manutenção da alta qualidade da água tratada pela Companhia e a durabilidade da estrutura.
Fonte: Governo PR
Paraná
Projeto de monitoramento inteligente vence Hackathon Sustentabilidade do IAT
Uma solução voltada ao monitoramento de visitantes em trilhas e áreas naturais conquistou o primeiro lugar no Hackathon Sustentabilidade promovido nessa terça-feira (9) pelo Instituto Água e Terra (IAT) durante o Festival Internacional de Turismo Cataratas (FITCataratas), em Foz do Iguaçu, na região Oeste. A proposta vencedora foi desenvolvida pelas estudantes Nathalia Rompp e Barbara Ribeiro, do curso de Tecnologia em Gestão Ambiental do Instituto Federal do Paraná (IFPR), campus Cascavel.
A iniciativa reuniu estudantes, especialistas e profissionais em uma maratona de 11 horas de inovação voltada à criação de soluções para desafios enfrentados pelas Unidades de Conservação do Paraná. O IAT é vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).
Ao longo do dia, os participantes passaram por etapas de inspiração, apresentação dos desafios, formação de equipes, ideação, desenvolvimento de propostas, mentorias técnicas, prototipação de Produtos Mínimos Viáveis (MVPs) e apresentações finais em formato pitch (rápidas e objetivas) para uma banca técnica especializada.
A avaliação ficou a cargo de Cristiane Santos, da Curitiba Convention & Visitors Bureau (CCVB), Alan Lessa, do IAT, e Rafael Campos, da Inspectrum Consultoria, que analisaram critérios como inovação, criatividade, potencial de gestão, aplicabilidade e viabilidade das propostas.
Batizado de Trilha, o projeto que conquistou o primeiro lugar recebeu uma premiação de R$ 5 mil ao apresentar uma solução voltada ao monitoramento de visitantes por meio da utilização de tecnologia NFC e sistemas de localização por rádio. A solução prevê a criação de pontos de controle ao longo dos percursos, permitindo acompanhar o deslocamento dos visitantes e fornecer informações em tempo real para as equipes responsáveis pela gestão das áreas protegidas.
A equipe Tria conquistou a segunda colocação e recebeu R$ 3 mil em premiação. O terceiro lugar ficou com a equipe Sentinela, premiada com R$ 2 mil.
A proposta surgiu a partir de um desafio apresentado pelos gestores das Unidades de Conservação durante o evento. Atualmente, o acompanhamento dos visitantes ainda depende, em muitos casos, de registros manuais, dificultando o monitoramento dos usuários ao longo das trilhas. “A principal dificuldade apresentada pelos gestores estava relacionada ao acompanhamento das pessoas dentro das trilhas. Nossa proposta foi utilizar tecnologias que já existem para melhorar esse monitoramento e aumentar a segurança dos visitantes”, explicou Nathalia Rompp.
SOLUÇÃO DE DESAFIOS – Para o diretor-presidente do Instituto Água e Terra, Volnei Bisogin, o principal resultado do Hackathon foi demonstrar como a inovação pode contribuir para solucionar desafios concretos da gestão ambiental. “Estou muito satisfeito com os resultados. O Hackathon trouxe soluções inovadoras para questões que fazem parte da nossa rotina, especialmente relacionadas ao controle e à segurança dos visitantes que frequentam as Unidades de Conservação”, afirmou.
Segundo ele, uma das preocupações permanentes do Instituto está relacionada ao acompanhamento dos visitantes que utilizam trilhas e áreas protegidas. “Já enfrentamos situações de pessoas desaparecidas em áreas naturais e sabemos da importância de aperfeiçoar nossos mecanismos de controle e monitoramento. As ferramentas apresentadas demonstram que a tecnologia pode ser uma grande aliada para tornar esse processo mais eficiente e seguro”, destacou.
Bisogin ressaltou ainda que as propostas apresentadas possuem potencial de aplicação prática nas unidades administradas pelo órgão ambiental. “Todas as tecnologias desenvolvidas durante o Hackathon apresentam aplicabilidade. Agora vamos avançar na avaliação técnica e no planejamento necessário para que essas soluções possam contribuir com a gestão das nossas unidades”, disse.
O diretor de Patrimônio Natural do IAT, Rafael Andreguetto, destacou que o objetivo do Hackathon foi identificar soluções que possam ser efetivamente utilizadas nas Unidades de Conservação estaduais. “A proposta foi buscar soluções replicáveis e aplicáveis, capazes de melhorar a gestão das Unidades de Conservação. As soluções apresentadas representam oportunidades concretas para aprimorar tanto a experiência dos visitantes quanto os processos de controle e gestão dessas áreas protegidas”, afirmou.
De acordo com Andreguetto, o encerramento da competição marca o início de uma nova etapa de desenvolvimento dos projetos. “Agora inicia-se uma fase de validação. As propostas vencedoras serão apresentadas em outras unidades de conservação para análise técnica. A partir daí, poderão avançar para processos de testagem e prototipagem, sempre considerando sua viabilidade operacional e de implantação”, explicou.
INOVAÇÃO COLABORATIVA – Para Jean Alex dos Santos, gerente de Áreas Protegidas do IAT e mentor do Hackathon, o evento demonstrou o potencial da inovação colaborativa na busca por soluções para desafios ambientais. “Foi uma experiência bastante enriquecedora. Em apenas um dia surgiram ideias muito interessantes, mostrando como soluções inovadoras podem ser desenvolvidas quando reunimos diferentes conhecimentos e perspectivas”, afirmou.
Segundo ele, os mentores atuaram apresentando desafios reais enfrentados pelas Unidades de Conservação e oferecendo suporte técnico aos participantes ao longo do processo. A interação entre estudantes, especialistas e gestores públicos também foi apontada como um dos pontos fortes da iniciativa. “Algumas das propostas apresentadas já começam a ser analisadas para possível desenvolvimento futuro. Esse é um dos grandes ganhos do Hackathon: transformar criatividade e conhecimento técnico em soluções com potencial de aplicação prática”, concluiu.
INTEGRAÇÃO – O primeiro Hackathon Sustentabilidade integrou a programação do FITCataratas e marcou uma nova etapa na aproximação entre inovação, tecnologia e gestão ambiental, conectando universidades, especialistas e poder público na construção de soluções para os desafios da conservação da natureza no Paraná. O festival vai até sexta-feira (12), em Foz do Iguaçu.
Fonte: Governo PR
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