Paraná
Sanepar forma nova turma de mulheres em curso de manutenção hidrossanitária
Conseguir realizar pequenos reparos e serviços hidráulicos foi a razão pela qual a dona de casa Francimara de Moura Silva fez o curso de Manutenção Hidrossanitária para Mulheres, ofertado pela Sanepar. No início de agosto, ela e mais 19 mulheres se formaram encanadoras em treinamento dado por técnicos da Companhia, em Prudentópolis.
O curso faz parte do Projeto de Trabalho Social (PTS) desenvolvido no município, em paralelo às obras de ampliação do sistema de coleta e tratamento de esgoto, que contempla cerca de 400 imóveis na cidade. A capacitação foi feita em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social e com os Centros de Referência em Assistência Social (CRAS) locais.
“Achei interessante esta iniciativa só para nós, pois, como foi falado também no curso, a mulher cada dia mais tem se empoderado. E mesmo quando a mulher tem apoio e companheirismo do homem, nem sempre ele está em casa para ajudar. Meu marido passa o dia fora a trabalho e eu me encontro sozinha em casa. Às vezes tinha algum reparo, algum serviço emergencial que eu não sabia o que fazer. Hoje eu sei. Posso ir numa loja de material de construção, posso comprar e eu mesma fazer. Eu me senti muito satisfeita com este curso”, diz Francimara.
Além de ensinar a executar manutenções e reparos nas instalações hidrossanitárias residenciais (água e esgoto), mostrar como identificar vazamentos em sanitários, pias e lavatórios, consertar torneiras, registros, tubos e conexões, os profissionais da Sanepar apresentam a forma correta da interligação dos imóveis à rede coletora de esgoto, a instalação adequada da caixa-d’água e da caixa de gordura e como fazer higienização dessas instalações.
“Também falamos sobre planejar todos esses trabalhos de forma limpa, organizada, econômica e executar dentro dos padrões de segurança e da Norma NBR 8160/1999 da ABNT. Ainda divulgamos os canais de comunicação da Sanepar e sempre abordamos o papel da mulher na sociedade e no saneamento”, ressalta a gestora socioambiental da Sanepar, Luciana Garcia.
“Esta capacitação foi pensada exclusivamente para o público feminino, considerando o fato de que as mulheres estão cada vez mais conquistando novos espaços, e temos um cenário de muitas mulheres chefes de família, que são responsáveis, além da renda, por todas as decisões e atividades no âmbito familiar”, destaca o técnico em Edificações da Sanepar, Emerson Luis Affonso, idealizador do curso e responsável pelas aulas práticas.
INTERAÇÃO E APRENDIZADO – Mais do que reproduzir uma sala de aula, Luciana e Emerson fazem do curso um ambiente de troca de experiências pessoais e profissionais. “Fizemos uma dinâmica para identificar as motivações que as trouxeram para o curso, e 80% delas destacaram que foi em busca de aprendizado. Também querem a aplicação pessoal do conhecimento nas suas casas, na casa de familiares, e têm curiosidade pelo tema”, diz Luciana.
“Nos cursos que realizávamos para o público em geral, as mulheres não vinham ou eram pouco presentes, se sentiam intimidadas, não participavam efetivamente das aulas. Ao mesmo tempo, em campo, elas sempre nos abordavam nas nossas visitas e vistorias com muitas dúvidas e curiosidades, interessadas e motivadas a aprender. Então, o curso foi proposto para cobrir esta lacuna que identificamos, atraindo o público feminino”, comenta Emerson.
Ana Janaína de Lima Vaz é uma das 20 mulheres que fez o curso. “Achei muito útil, porque não só em casa a gente pode usar, mas também para ter uma forma de renda e autonomia, não ficar dependendo do marido, do filho, do pai para realizar um serviço. Agora, já consigo fazer bastante coisa sozinha. Isso é muito valioso”, diz.
Lucia Raiter Szwed também ficou satisfeita por levar para casa muito aprendizado. “A gente não conhecia, ou fazia de um jeito pensando que era o certo e estava fazendo errado. Agora, aprendemos como se instala uma rede de esgoto, para onde mandar a água da chuva, onde fazer a caixa de gordura, como fazer consertos. Aprendemos muita coisa. E com ótimos professores”, complementa.
NOVA OPORTUNIDADE – Nesse momento estão abertas as inscrições para um novo curso, também em Prudentópolis, com foco em pessoas que já atuam como encanadores e tenham conhecimento básico de hidráulica em instalações prediais de água fria e buscam aprimorar os conhecimentos. O curso será nesta quinta-feira, dia 10 de agosto, na sede do CRAS da Vila Mariana. O treinamento inicia às 8h30 e dura o dia todo. As inscrições podem ser feitas diretamente no CRAS, que fica na Rua Anildo Santini, 642, em Prudentópolis, ou com preenchimento da ficha de inscrição neste link.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ponte de Guaratuba aposenta ferry boat após mais de 60 anos de travessias
A liberação definitiva do tráfego de veículos pela Ponte de Guaratuba, na manhã deste domingo (3), significou também a aposentadoria do ferry boat que fazia a travessia da Baía de Guaratuba há mais de 60 anos. O serviço iniciou a operação na década de 1960 como uma alternativa para ligar as duas margens da baía, já que o acesso a Guaratuba só era possível por Santa Catarina ou utilizando embarcações menores apenas para pedestres.
O contrato de concessão do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) com a empresa responsável pelo serviço permanece por mais 90 dias. Com o encerramento da travessia, as áreas de entorno, que eram utilizadas para a atracagem, serão fechadas para finalização da obra. “Agora é a aposentadoria do ferry boat. Depois de mais de 60 anos ele está em condições de se aposentar porque as pessoas vão passar por cima da ponte”, disse o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Fernando Furiatti.
O primeiro ferry boat a fazer a travessia na Baía de Guaratuba é de 1960, criado pelo governador Moisés Lupion. A embarcação, de madeira, media 27 metros de comprimento por 10 metros de largura e contava com dois motores GM de 130 cavalos. A balsa transportava 12 veículos e cerca de 100 pessoas e não comportava ônibus.
Com a construção da ponte, que tem 1.240 metros de extensão e recebeu investimento de R$ 400 milhões do Governo do Estado, as estruturas que abrigam hoje o ferry boat terão nova função. O governo planeja uma revitalização completa do local e construir um complexo náutico para fomentar o turismo no Litoral.
HISTÓRICO – Antes da implantação do ferry boat, o acesso dos moradores de Guaratuba a Caiobá, às demais praias do Estado e também a Curitiba era muito precário. Era preciso dar a volta por Garuva, em Santa Catarina, usando uma estradinha de terra que ficava praticamente intransitável quando chovia. O asfalto só chegou em 1966. Outra opção, mais rápida, era fazer a travessia por barcos, serviço que era operado por pequenas lanchas da Empresa Balneária, ou tomar ônibus em Caiobá e Matinhos.
De acordo com o DER/PR, a primeira embarcação para o transporte de veículos foi construída pelo imigrante português João Lopes Rodrigues, com motor e material doado pelo Estado, e era semelhante às antigas caravelas portuguesas. Ela foi batizada com o nome de Ayrton Cornelsen, em homenagem ao então diretor do DER/PR.
O serviço foi aprimorado ao longo dos anos, com a modernização e ampliação no número de embarcações e melhorias também nos atracadouros. Atualmente, a travessia era feita por seis embarcações: os ferry boats Piquiri, Guaraguaçu, Nhundiaquara e os conjugados Balsa Vitória/ Rebocador Inter XV, Balsa Grega II / Rebocador Granfino e Balsa Equip400/Rebocador Sol de Verão.
COMPLEXO NÁUTICO – A previsão é de que as obras do Complexo Náutico de Guaratuba iniciem em 2027 por meio de um contrato de concessão do terreno à iniciativa privada. O prazo de execução é de até cinco anos, mas ele poderá ser antecipado pela futura concessionária a ser contratada.
O projeto vem sendo trabalhado pela Secretaria do Estado do Planejamento (Sepl) desde o ano passado. Ele prevê a construção de um complexo com cerca de 12 mil metros quadrados de área construída, em um terreno de mais de 30 mil metros quadrados – que inclui o atual canteiro de obras da ponte –, com a maior parte destinada ao uso público.
A marina, principal estrutura do empreendimento, contará com 303 vagas molhadas (para embarcações atracadas na baía) e 400 vagas secas (para embarcações alocadas internamente). Também está previsto estacionamento para 208 veículos, espaços de convivência, lazer e serviços, incluindo restaurantes, lojas e estrutura para eventos.
O investimento será de aproximadamente R$ 100 milhões, por meio da cessão do terreno para a instalação do futuro complexo. As obras deverão ser custeadas pela concessionária do espaço, a ser definida via processo licitatório. Também caberá à empresa vencedora a manutenção do local pelo período do contrato, com duração de 30 anos.
A licitação será feita na modalidade de concorrência pública, o que deve gerar uma economia de R$ 20 milhões para o Estado ao longo das três décadas, segundo os estudos da Sepl, além de garantir maior competitividade entre os interessados. Após a conclusão do projeto, o processo de concessão e a fiscalização do contrato serão conduzidos pela Secretaria da Infraestrutura e Logística (Seil), já que as áreas do ferry boat pertencem ao Estado e são administradas pelo DER/PR.
Fonte: Governo PR
-
Paraná7 dias ago1º concurso de bengalas inteligentes para cegos premia vencedores com R$ 1 milhão
-
Paraná5 dias agoDia da Educação integra famílias e equipes em unidades do programa Parceiro da Escola
-
Educação6 dias agoMEC apresentará sistema do CadEJA aos gestores
-
Política Nacional5 dias agoProjeto amplia para R$ 7 mil a dedução de gastos com educação no Imposto de Renda
-
Paraná7 dias agoPalacete dos Leões inaugura exposição “A Casa é o Mundo” via edital de patrocínio do BRDE
-
Educação7 dias agoEvento abordará ações pedagógicas a partir de dados
-
Educação6 dias agoConheça os avanços da educação brasileira nos últimos anos
-
Educação3 dias agoAções do MEC valorizam trabalhadores da educação
